17 março 2013

5º Domingo da Quaresma

A minha partilha neste 5º Domingo da Quaresma:

Transcrevo, porque o acho muito belo, o texto da homilia de um  jovem sacerdote que esteve ao serviço da minha Paróquia há alguns anos atrás e que faz parte de uma compilação das suas homilias com o título "Sonhando a Igreja..."
«Importa continuar a caminhada. A meta é a participação na Ressurreição de Cristo. O objectivo é renascer para a vida nova que Jesus de Nazaré nos alcança e oferece com o mistério da Sua Morte e Ressurreição. «Continuar a correr», ao jeito de S. Paulo, pela estrada do Evangelho a fim de podermos participar da vida de Cristo, a fim de podermos dizer também: «para mim viver é Cristo e morrer é lucro»...
Caminhar rumo à Páscoa da Ressurreição é, no fundo experimentar aquela eterna sedução com que o Mestre nos presenteia, é deixar-nos maravilhar com essa tremenda capacidade de amar inaugurada por Cristo Jesus, é deixarmo-nos arrebatar por essa paixão indizível que sai do coração do Senhor.
«Nesta história da sedução que é a minha vida, apesar das minhas resistências, Tu és o vencedor. Não é fácil resistir à Tua presença – ainda que só um vislumbre, um sussurro ou a frescura da Tua sombra. Quem um dia se apercebe destes sinais e os reconhece como Teus, não mais pode esquecer essa plenitude de correspondência no mais fundo do seu coração.
Esta descoberta não é coisa de momento, porque a Tua sedução não é impulso fugaz, é antes uma tensão que fielmente acompanha a minha vida.
A tua sedução é esta atracção singular que experimento e identifico como Tua, que me enche a alma e o coração, que me envolve como um abraço que abraça a minha vida como um todo.
Sou eu, inteiramente eu, que sou atraído. Não são só as minhas ideias e os meus projectos. São também as emoções e os juízos, tudo o que fui e o que sou, o que quero e o que rejeito. Nada escapa á sedução desse abraço.
Porém, misteriosamente, ela não traz o sabor amargo da coacção. Não impõe, sugere. Não força, atrai. Não decide, propõe.
Por isso diante dela, me sinto livre e, quanto mais livre mais seduzido.
Por isso, também, nem sempre me deixo seduzir. Quantas vezes não Te afasto e repudio, cedendo a muitas outras seduções, sedutoras mentiras carregadas de promessas de bem-estar. E a Tua proposta por vezes assusta, marcada que está com o sinal da Tua Cruz.
Seguir-Te é fazer minha a Tua vontade, é percorrer o teu caminho para a Verdade e para a Vida, sabendo que nele encontrei a Cruz, ainda que desenhada em contraluz, na claridade da promessa da Ressurreição.

Senhor da Sedução
o que de mais sedutor tem a Tua sedução é a certeza do teu amor. Se me queres seduzir é porque me amas, e isso me bastaria para me entregar e confiar, pois o teu amor é a minha força e a minha esperança. Por isso Te peço, Senhor: não me deixes nunca e ilumina os olhos do meu coração para que eu me deixe seduzir»

Caminhar em direcção à manhã gloriosa e radiante da Páscoa será sempre redescobrir, maravilhados, essa constante e profunda sedução. Sedução de um Deus misericórdia, ternura, salvação...que importará acolher, amar e adorar infinitamente...»


Confiemos neste Deus Amor e Misericordioso e façamos-Lhe companhia na Sua Caminhada, nossa caminhada,  até à Cruz que nos libertará e salvará. Ailime

Texto:
Pe. António Fernando
V Domingo da Quaresma
 (01-04-2001)
Imagens Google

14 março 2013

Temos Papa


Invocando o Espírito Santo agradeço a Deus a eleição do santo Papa Francisco que incute no meu coração a certeza de que o Senhor nos ama e está no meio de nós.


A oração que Jesus nos ensinou:

Pai Nosso, que estais no Céu;
 santificado seja o Vosso nome; 
venha a nós o Vosso reino;
 seja feita a Vossa vontade,
 assim na terra como no Céu.
 O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
 perdoai-nos as nossas ofensas,
 assim como nós perdoamos
 a quem nos tem ofendido, 
e não nos deixeis cair em tentação,
 mas livrai-nos do mal. Ámen.


Ailime
Imagens Google
13.03.2013

12 março 2013

Ó DEUS


Ó DEUS,
do qual apartar-se é cair, ao qual voltar é
ressurgir, no qual permanecer é subsistir.
Deus,
que ninguém perde se não está enganado,
que ninguém procura se não é chamado,
que ninguém encontra se não está
purificado...
Faz que me conheça a mim
e Te conheça a Ti!



Santo Agostinho de Hipona
Imagem Google
Ailime
12.03.2013

10 março 2013

4º Domingo da Quaresma

Do Evangelho de São Lucas
«Disse-lhe o pai:

‘Filho, tu estás sempre comigo
e tudo o que é meu é teu.
Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos,
porque este teu irmão estava morto e voltou à vida,
estava perdido e foi reencontrado’».
Filho Pródigo-Rembrandt
A caminho da Páscoa do Senhor somos hoje desafiados e confrontados com a parábola do filho pródigo, também chamada a parábola do pai misericordioso. «A parábola do filho pródigo exprime de maneira simples mas profunda (…) a mais concreta expressão da obra do amor e da presença da misericórdia no mundo humano» (João Paulo II, DM, 5 e 6).» Peçamos a graça de enxergarmos a Deus como o Pai que sempre ama Seus filhos. Assim como Ele corre para junto de nós quando caímos, também nós precisamos ter o desejo de correr para junto d’Ele e deixar que Ele, com Seu amor, cure nossas feridas, dando-nos o abraço do perdão, as vestes e as sandálias de uma dignidade nova.



Oração
Pai, “rico em misericórdia”, (Ef 2,4)
permite que a escuta assídua da tua Palavra
me oriente para ti
e me dê o sentido de abertura à tua graça.
“Pela tua grande misericórdia,
gera-me de novo para uma esperança viva”. (1 Pe 1,3)
Que “a lei do Espírito que dá vida em Cristo Jesus”, (Rm 8,2)
me faça perceber as surpresas do teu amor misericordioso,
para eu ver que a verdadeira liberdade
só existe em comunhão com a tua vontade.


Para todos continuação de uma santa Quaresma. Ailime

Fonte: pesquisa na Net
Imagens Google

03 março 2013

3º Domingo da Quaresma



«Nesta terceira etapa da caminhada para a Páscoa somos chamados, mais uma vez, a repensar a nossa existência. O tema fundamental da liturgia de hoje é a “conversão”. Com este tema enlaça-se o da “libertação”: o Deus libertador propõe-nos a transformação em homens novos, livres da escravidão do egoísmo e do pecado, para que em nós se manifeste a vida em plenitude, a vida de Deus.
O Evangelho contém um convite a uma transformação radical da existência, a uma mudança de mentalidade, a um recentrar a vida de forma que Deus e os seus valores passem a ser a nossa prioridade fundamental. Se isso não acontecer, diz Jesus, a nossa vida será cada vez mais controlada pelo egoísmo que leva à morte.
A segunda leitura avisa-nos que o cumprimento de ritos externos e vazios não é importante; o que é importante é a adesão verdadeira a Deus, a vontade de aceitar a sua proposta de salvação e de viver com Ele numa comunhão íntima.
A primeira leitura fala-nos do Deus que não suporta as injustiças e as arbitrariedades e que está sempre presente naqueles que lutam pela libertação. É esse Deus libertador que exige de nós uma luta permanente contra tudo aquilo que nos escraviza e que impede a manifestação da vida plena.»


Prece
Senhor ensina-me a abrir o meu coração ao Teu Amor na bondade e atenção que possa dedicar aos que me rodeiam.
Ajuda-me, Senhor, a superar os meus medos que tantas vezes me impedem de confiar em Ti.
Concede-me, Senhor,  o dom da humildade, da gratidão, do despojamento.
 Senhor, meu único e verdadeiro Caminho de amor, paz e libertação, tem piedade de mim.
Ailime

Imagem Google

23 fevereiro 2013

2º Domingo da Quaresma


A minha partilha neste 2º domingo da Quaresma:

Do: Salmo 26 (27)
«O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei-de temer?
O Senhor é protector da minha vida:
de quem hei-de ter medo?


Recebe, Senhor, os nosso medos
 e transforma-os em confiança.
Recebe, Senhor, o nosso sofrimento
 e transforma-o em crescimento.
Recebe, Senhor, o nosso silêncio
 e transforma-o em adoração.
Recebe, Senhor, as nossas crises
 e transforma-as em maturidade.
Recebe, Senhor, as nossas lágrimas
 e transforma-as em oração.
Recebe Senhor a nossa ira
 e transforma-a em intimidade.
Recebe Senhor o nosso desanimo
 e transforma-o em fé.
Recebe, Senhor, a nossa solidão
 e transforma-a em contemplação.
Recebe, Senhor, as nossas amarguras
 e transforma-as em paz de alma.
Recebe, Senhor, a nossa espera
 e transforma-a em esperança.
Recebe, Senhor, a nossa morte
 e transforma-a em ressurreição.
Arnaldo Pangrazzi


Desejo a todos continuação de uma santa Quaresma. Ailime


21 fevereiro 2013

Eu conheço o amor


Eu conheço pessoas pobres que
que distribuem sorrisos.

Eu conheço pessoas que sofrem
que comunicam alegria.

Eu conheço pessoas incompreendidas
que sabem compreender.

Eu conheço pessoas puras
que conquistam pelo olhar.

Eu conheço pessoas pacíficas
que caminham levando paz.

Eu conheço pessoas bondosas
que a todos têm o que dar.

Eu conheço pessoas injustiçadas
que souberam perdoar.

Eu conheço essas pessoas,
o seu segredo é AMAR.

N. Maccari
(Ecos do Coração 2)
Paulinas Editora
Imagem Google

17 fevereiro 2013

1º Domingo da Quaresma



“Jesus esteve no deserto quarenta dias”.
Mc 1, 13
"Água e deserto, aliança e tentação, opostos incontornáveis
do caminho que nos propõe a Páscoa como meta.
Tensão criadora a agitar a cinza dos dias e a fragilidade da terra,
espaço sem limites das escolhas que nos realizam.
Água do nascer e do renascer que nos definem,
entre o “já” e o “ainda não” de grandeza e miséria,
“todos os dias são nossos”, como dizia o poeta,
mas é também nossa a coragem de espalhar a aurora
e levantar rostos cansados e abatidos.
Deserto do apelo ao essencial que é sempre tão pouco,
(um sorriso, um abraço, “um sair de mim e ser amor contigo”),
lugar onde a conversão vai além da penitência,
a alegria de dar é mergulhar na realidade de alguém,
os gestos ecoam a mudança que acontece no silêncio.

Água para a travessia do deserto,
e terra seca que pode reaprender a lição do barro,
este é o tempo de confiar nas mãos de Quem faz aliança connosco
e as oferece cada dia para revelar
o que é belo e teimamos em esconder,
o que é verdade e teimamos em desprezar,
o que é bom e teimamos em esquecer.

Jorram os rios de água viva dos nossos corações
a empapar os desertos, que podem ser os prédios e as ruas,
e as casas, e os trabalhos, e as compras, e até os divertimentos,
onde tantas solidões se acumulam?
Bebemos e mergulhamos nesta água que é Cristo,
e, como a samaritana, ensinamos o caminho da fonte?
Guardamos cisternas ou ajudamos os desertos a
descobrir a Fonte que neles está?"

Autor: Pe. Vítor Gonçalves
Quaresma 2009
(Reposição)