28 março 2013

Quinta Feira Santa - Ceia do Senhor e cerimónia do Lava- Pés

Os cristãos são chamados, após o retiro quaresmal, a uma maior vivência do Mistério da Fé, no Tríduo Pascal: Ceia do Senhor, Paixão, Morte e Ressurreição.


« Na última Ceia, Jesus instituiu a Eucaristia e entregou-a à sua Igreja, para que, na Eucaristia, a Igreja encontrasse, até ao fim dos tempos, quando Ele vier, o memorial da sua Páscoa, isto é, da sua passagem deste mundo para o Pai, pela Morte à Ressurreição. Esta leitura é a mais antiga narração chegada até nós da instituição da Eucaristia pelo Senhor, e da sua celebração pela Igreja, neste caso, na Igreja de Corinto.»


“1 Cor 11, 23-26
Irmãos: Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim». Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha.”

«Nesta celebração encontramos também o rito do “lava-pés”. Jesus ao lavar os pés aos discípulos, revela o verdadeiro sentido da sua missão, que é o de Ele ser o Servo, servindo até dar a vida, em obediência ao Pai, para salvação dos homens. Foi assim que Ele amou até ao fim, e nos ensinou a fazermos o mesmo uns aos outros, como Ele fez aos seus discípulos. O lava-pés dá-nos o sentido profundo da Morte de Jesus: um serviço de amor em favor dos seus. E este sentido continua a ser-nos ainda recordado sempre que celebramos a Eucaristia.»


Fontes: Bíblia Sagrada,
Liturgia diária, Net.
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24 março 2013

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor - Início da Semana Santa


Do: Salmo 21 (22)

 « Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?»


Do Evangelho de S.Lucas:

«Jesus saiu
          e foi, como de costume, para o Monte das Oliveiras
          e os discípulos acompanharam-n’O.
          Quando chegou ao local, disse-lhes:
      «Orai, para não entrardes em tentação».
      Depois afastou-Se deles cerca de um tiro de pedra
          e, pondo-Se de joelhos, começou a orar, dizendo:
       «Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice.
          Todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua».
       Então apareceu-Lhe um Anjo, vindo do Céu, para O confortar.
          Entrando em angústia, orava mais instantemente
          e o suor tornou-se-Lhe como grossas gotas de sangue,
          que caíam na terra.
          Depois de ter orado,
          levantou-Se e foi ter com os discípulos,
          que encontrou a dormir, por causa da tristeza.
          Disse-lhes Jesus:
    «Porque estais a dormir?
          Levantai-vos e orai, para não entrardes em tentação».
Depois da Quaresma, tempo de meditação, oração e conversão iniciamos agora a Semana Maior da vida cristã. Vamo-nos aproximando do Grande Dia! O dia da Ressurreição do Senhor, mas não sem antes vivermos intensamente os momentos que o antecedem! Vamos neste tempo da Paixão do Senhor orar e estar junto d'Ele! Não O abandonemos nestes dias tão intensos e dolorosos que viveu e, em que se sentiu tão só (e hoje como há dois mil anos)! Os próprios discípulos O abandonaram, deixando-O enquanto orava. Não O deixemos nós! Façamos-Lhe companhia nestes dias e ofereçamos-Lhe todo o nosso amor, toda a nossa vida! É disso que Ele tem sede...sede de nós, do nosso despojamento, da nossa pequenez!
Com Maria sigamos Jesus até ao Calvário na expectativa do maravilhoso reencontro no dia da Sua Ressurreição! Sejamos firmes e abramos o nosso coração e oremos, oremos muito....sempre! Ailime


Fonte: Bíblia sagrada
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19 março 2013

Dia de São José, Patrono Universal da Igreja e Dia do Pai


«Este é o servo fiel e prudente,
que o Senhor pôs à frente da sua família.» Lc 12, 42



Ave, ó São José,
homem justo,
esposo virginal de Maria,
e pai davídico do Messias;
bendito és tu entre os homens,
e bendito é o filho de Deus
que a ti foi confiado:
Jesus.

São José,
Padroeiro da Igreja universal,
guarda as nossas famílias
na paz e na graça divina,
e socorre-nos na hora
da nossa morte.

Ámen.

  
São José, Patrono Universal da Igreja e da minha Paróquia, terno protector da Sagrada Família de Nazaré, neste Dia que lhe é dedicado e em que celebramos o Dia do Pai, peço a sua protecção para toda a comunidade e para todos os Pais nomeadamente para os que estão em dificuldades lembrando os que partiram e estão na Glória de Deus Pai.
Agradeço e louvo a Deus pelo dom da vida de meu pai que completou há nove dias 87 aninhos desejando a todos um Feliz Dia do Pai. Ailime


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19.03.2013

17 março 2013

5º Domingo da Quaresma

A minha partilha neste 5º Domingo da Quaresma:

Transcrevo, porque o acho muito belo, o texto da homilia de um  jovem sacerdote que esteve ao serviço da minha Paróquia há alguns anos atrás e que faz parte de uma compilação das suas homilias com o título "Sonhando a Igreja..."
«Importa continuar a caminhada. A meta é a participação na Ressurreição de Cristo. O objectivo é renascer para a vida nova que Jesus de Nazaré nos alcança e oferece com o mistério da Sua Morte e Ressurreição. «Continuar a correr», ao jeito de S. Paulo, pela estrada do Evangelho a fim de podermos participar da vida de Cristo, a fim de podermos dizer também: «para mim viver é Cristo e morrer é lucro»...
Caminhar rumo à Páscoa da Ressurreição é, no fundo experimentar aquela eterna sedução com que o Mestre nos presenteia, é deixar-nos maravilhar com essa tremenda capacidade de amar inaugurada por Cristo Jesus, é deixarmo-nos arrebatar por essa paixão indizível que sai do coração do Senhor.
«Nesta história da sedução que é a minha vida, apesar das minhas resistências, Tu és o vencedor. Não é fácil resistir à Tua presença – ainda que só um vislumbre, um sussurro ou a frescura da Tua sombra. Quem um dia se apercebe destes sinais e os reconhece como Teus, não mais pode esquecer essa plenitude de correspondência no mais fundo do seu coração.
Esta descoberta não é coisa de momento, porque a Tua sedução não é impulso fugaz, é antes uma tensão que fielmente acompanha a minha vida.
A tua sedução é esta atracção singular que experimento e identifico como Tua, que me enche a alma e o coração, que me envolve como um abraço que abraça a minha vida como um todo.
Sou eu, inteiramente eu, que sou atraído. Não são só as minhas ideias e os meus projectos. São também as emoções e os juízos, tudo o que fui e o que sou, o que quero e o que rejeito. Nada escapa á sedução desse abraço.
Porém, misteriosamente, ela não traz o sabor amargo da coacção. Não impõe, sugere. Não força, atrai. Não decide, propõe.
Por isso diante dela, me sinto livre e, quanto mais livre mais seduzido.
Por isso, também, nem sempre me deixo seduzir. Quantas vezes não Te afasto e repudio, cedendo a muitas outras seduções, sedutoras mentiras carregadas de promessas de bem-estar. E a Tua proposta por vezes assusta, marcada que está com o sinal da Tua Cruz.
Seguir-Te é fazer minha a Tua vontade, é percorrer o teu caminho para a Verdade e para a Vida, sabendo que nele encontrei a Cruz, ainda que desenhada em contraluz, na claridade da promessa da Ressurreição.

Senhor da Sedução
o que de mais sedutor tem a Tua sedução é a certeza do teu amor. Se me queres seduzir é porque me amas, e isso me bastaria para me entregar e confiar, pois o teu amor é a minha força e a minha esperança. Por isso Te peço, Senhor: não me deixes nunca e ilumina os olhos do meu coração para que eu me deixe seduzir»

Caminhar em direcção à manhã gloriosa e radiante da Páscoa será sempre redescobrir, maravilhados, essa constante e profunda sedução. Sedução de um Deus misericórdia, ternura, salvação...que importará acolher, amar e adorar infinitamente...»


Confiemos neste Deus Amor e Misericordioso e façamos-Lhe companhia na Sua Caminhada, nossa caminhada,  até à Cruz que nos libertará e salvará. Ailime

Texto:
Pe. António Fernando
V Domingo da Quaresma
 (01-04-2001)
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14 março 2013

Temos Papa


Invocando o Espírito Santo agradeço a Deus a eleição do santo Papa Francisco que incute no meu coração a certeza de que o Senhor nos ama e está no meio de nós.


A oração que Jesus nos ensinou:

Pai Nosso, que estais no Céu;
 santificado seja o Vosso nome; 
venha a nós o Vosso reino;
 seja feita a Vossa vontade,
 assim na terra como no Céu.
 O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
 perdoai-nos as nossas ofensas,
 assim como nós perdoamos
 a quem nos tem ofendido, 
e não nos deixeis cair em tentação,
 mas livrai-nos do mal. Ámen.


Ailime
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13.03.2013

12 março 2013

Ó DEUS


Ó DEUS,
do qual apartar-se é cair, ao qual voltar é
ressurgir, no qual permanecer é subsistir.
Deus,
que ninguém perde se não está enganado,
que ninguém procura se não é chamado,
que ninguém encontra se não está
purificado...
Faz que me conheça a mim
e Te conheça a Ti!



Santo Agostinho de Hipona
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Ailime
12.03.2013

10 março 2013

4º Domingo da Quaresma

Do Evangelho de São Lucas
«Disse-lhe o pai:

‘Filho, tu estás sempre comigo
e tudo o que é meu é teu.
Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos,
porque este teu irmão estava morto e voltou à vida,
estava perdido e foi reencontrado’».
Filho Pródigo-Rembrandt
A caminho da Páscoa do Senhor somos hoje desafiados e confrontados com a parábola do filho pródigo, também chamada a parábola do pai misericordioso. «A parábola do filho pródigo exprime de maneira simples mas profunda (…) a mais concreta expressão da obra do amor e da presença da misericórdia no mundo humano» (João Paulo II, DM, 5 e 6).» Peçamos a graça de enxergarmos a Deus como o Pai que sempre ama Seus filhos. Assim como Ele corre para junto de nós quando caímos, também nós precisamos ter o desejo de correr para junto d’Ele e deixar que Ele, com Seu amor, cure nossas feridas, dando-nos o abraço do perdão, as vestes e as sandálias de uma dignidade nova.



Oração
Pai, “rico em misericórdia”, (Ef 2,4)
permite que a escuta assídua da tua Palavra
me oriente para ti
e me dê o sentido de abertura à tua graça.
“Pela tua grande misericórdia,
gera-me de novo para uma esperança viva”. (1 Pe 1,3)
Que “a lei do Espírito que dá vida em Cristo Jesus”, (Rm 8,2)
me faça perceber as surpresas do teu amor misericordioso,
para eu ver que a verdadeira liberdade
só existe em comunhão com a tua vontade.


Para todos continuação de uma santa Quaresma. Ailime

Fonte: pesquisa na Net
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03 março 2013

3º Domingo da Quaresma



«Nesta terceira etapa da caminhada para a Páscoa somos chamados, mais uma vez, a repensar a nossa existência. O tema fundamental da liturgia de hoje é a “conversão”. Com este tema enlaça-se o da “libertação”: o Deus libertador propõe-nos a transformação em homens novos, livres da escravidão do egoísmo e do pecado, para que em nós se manifeste a vida em plenitude, a vida de Deus.
O Evangelho contém um convite a uma transformação radical da existência, a uma mudança de mentalidade, a um recentrar a vida de forma que Deus e os seus valores passem a ser a nossa prioridade fundamental. Se isso não acontecer, diz Jesus, a nossa vida será cada vez mais controlada pelo egoísmo que leva à morte.
A segunda leitura avisa-nos que o cumprimento de ritos externos e vazios não é importante; o que é importante é a adesão verdadeira a Deus, a vontade de aceitar a sua proposta de salvação e de viver com Ele numa comunhão íntima.
A primeira leitura fala-nos do Deus que não suporta as injustiças e as arbitrariedades e que está sempre presente naqueles que lutam pela libertação. É esse Deus libertador que exige de nós uma luta permanente contra tudo aquilo que nos escraviza e que impede a manifestação da vida plena.»


Prece
Senhor ensina-me a abrir o meu coração ao Teu Amor na bondade e atenção que possa dedicar aos que me rodeiam.
Ajuda-me, Senhor, a superar os meus medos que tantas vezes me impedem de confiar em Ti.
Concede-me, Senhor,  o dom da humildade, da gratidão, do despojamento.
 Senhor, meu único e verdadeiro Caminho de amor, paz e libertação, tem piedade de mim.
Ailime

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