26 fevereiro 2015

«Todo aquele que pede recebe, quem procura encontra...»

«Todo aquele que pede recebe, quem procura encontra...»
Marcos 7, 7-12


«Posso contar conTigo, Senhor?
Estarás do meu lado
quando decido o que fazer
e o que deixar para trás?
Poderei contar com a tua força
se o caminho se fizer pesado?
Estarás presente a iluminar-me
quando a noite cai?
Se eu bater à tua porta,
vais deixar-me entrar
e convidar-me para sentar à mesa»?


Do livro
Rezar na Quaresma
Edições Salesianas


24 fevereiro 2015

«Quando orardes não digais muitas palavras...»

Mateus 6, 7-53


Ensina-me a rezar.
Ensina-me que conTigo,
escutar é mais útil do que dizer muitas palavras.
Ensina-me -me a dizer "Pai" com ternura e verdade.
E faz-me sentir filho amado.
Ensina-me a acreditar que o teu coração
já está cheio de ternura por mim,
mesmo antes de eu abrir a minha boca.

Do livro "Rezar na Quaresma":

21 fevereiro 2015

1º Domingo da Quaresma

 A minha partilha neste primeiro domingo da Quaresma:


“Jesus esteve no deserto quarenta dias”.
 Mc1,12-15

"Água e deserto, aliança e tentação, opostos incontornáveis
do caminho que nos propõe a Páscoa como meta.
Tensão criadora a agitar a cinza dos dias e a fragilidade da terra,
espaço sem limites das escolhas que nos realizam.
Água do nascer e do renascer que nos definem,
entre o “já” e o “ainda não” de grandeza e miséria,
“todos os dias são nossos”, como dizia o poeta,
mas é também nossa a coragem de espalhar a aurora
e levantar rostos cansados e abatidos.
Deserto do apelo ao essencial que é sempre tão pouco,
(um sorriso, um abraço, “um sair de mim e ser amor contigo”),
lugar onde a conversão vai além da penitência,
a alegria de dar é mergulhar na realidade de alguém,
os gestos ecoam a mudança que acontece no silêncio.

Água para a travessia do deserto,
e terra seca que pode reaprender a lição do barro,
este é o tempo de confiar nas mãos de Quem faz aliança connosco
e as oferece cada dia para revelar
o que é belo e teimamos em esconder,
o que é verdade e teimamos em desprezar,
o que é bom e teimamos em esquecer.

Jorram os rios de água viva dos nossos corações
a empapar os desertos, que podem ser os prédios e as ruas,
e as casas, e os trabalhos, e as compras, e até os divertimentos,
onde tantas solidões se acumulam?
Bebemos e mergulhamos nesta água que é Cristo,
e, como a samaritana, ensinamos o caminho da fonte?
Guardamos cisternas ou ajudamos os desertos a
descobrir a Fonte que neles está?"*




Desejo-vos um bom domingo e uma santa Quaresma.
O meu abraço na paz de Cristo.
Ailime


*Autor:  Pe. Vítor Gonçalves
In Agência Ecclesia 
01.03.2009

20 fevereiro 2015

Aqui estou


«Às vezes quero rezar-Te e não Te encontro,
A tua Palavra explica-me
que não consigo ver o teu rosto
se desvio os olhos dos meus irmãos.
Tu és um Deus que quer vida abundante
e feliz para todos os teus filhos.
E contas comigo para trazer justiça
e dignidade a este mundo.
Aqui estou para o jejum que Te agrada».


Do livro: Rezar na Quaresma
Edições Salesianos