Será como o Filho do Homem
que não veio para ser servido...
A minha rota é apenas um caminho que pretendo continuar a trilhar com Confiança e Esperança no Senhor que me criou e fez os Céus e a Terra...
Na segunda etapa do caminho quaresmal, a Palavra de Deus convida-nos a revitalizar a nossa fé, a escutar a voz de Deus, a pormo-nos a caminho, sem reticências nem prevenções, na direção que Ele nos indicar. Pode ser que, à luz da lógica humana, os caminhos que Deus nos aponta pareçam estranhos e ilógicos; mas eles conduzem, indubitavelmente, à vida verdadeira e eterna.
No Evangelho Jesus pede aos discípulos que confiem n’Ele e que ousem segui-l’O no caminho de Jerusalém. Esse caminho, embora passe pela cruz, conduz à ressurreição, à vida nova e eterna. Aos discípulos, relutantes e assustados, Deus confirma a verdade da proposta de Jesus: “Este é o o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O”. Ousaremos também nós seguir Jesus no caminho de Jerusalém?
Refrão 1: Esperamos, Senhor, na vossa misericórdia.
A palavra do Senhor é reta,
na fidelidade nascem as suas obras.
Ele ama a justiça e a retidão:
a terra está cheia da bondade do Senhor.
Jonas 3, 1-10
Os habitantes de Nínive acreditaram
em Deus, proclamaram um jejum
e revestir-se de saco.
É possível mudar?
Deus terá ainda a força para acender
nos corações endurecidos o desejo
de uma vida mais luminosa?
Teremos nós ainda a coragem
para deixar de lado egoísmos e violências?
Por insensatos que pareçam,
há vozes a dizer sim.
E Deus também diz que sim.
Senhor Deus,
ajuda o meu desejo de melhorar o mundo,
com urgência. Ajuda-me a lidar
com o esforço da conversão.
Faz-me sentir a alegria
da transformação.
Fica comigo nesta viagem arriscada
até ao melhor de mim.
A minha partilha deste primeiro Domingo da Quaresma:
No início do caminho quaresmal, a liturgia convida-nos a repensar as nossas certezas, as nossas opções, os nossos valores. Tempo de conversão e de renovação, a Quaresma é o momento favorável para nos reaproximarmos de Deus. É em Deus – e não noutras propostas, por mais encantadoras que sejam – que está a fonte da vida verdadeira.
No Evangelho, o Evangelista Mateus propõe-nos uma catequese sobre as opções de Jesus. Ele recusou sempre as propostas e os valores que punham em causa o projeto de Deus para o mundo e para os homens. Para Jesus, os valores de Deus tiveram sempre primazia sobre os bens materiais, a embriaguez oferecida pelo êxito fácil, a sede de poder. Aos seus discípulos Jesus pede que sigam um caminho semelhante.
Hoje os cristãos iniciam o Tempo Quaresmal, tempo litúrgico de grande intensidade espiritual. Com a imposição das cinzas, inicia-se um tempo particularmente relevante para todos os que pretendem preparar-se dignamente para viver o Mistério Pascal, ou seja, a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A minha partilha deste fim de semana:
Como devemos responder à oferta de salvação que Deus nos faz? A liturgia do sexto domingo comum propõe-nos algumas respostas. Entre as diversas considerações que as leituras nos trazem, sobressai esta: somos chamados por Deus a um destino transcendente, a uma vocação sublime, a uma felicidade completa e eterna; não podemos, por desleixo, por comodismo, por falta de compromisso, ignorar uma proposta que nos garante a vida em plenitude.
No Evangelho, Jesus pede aos seus discípulos – àqueles que aceitam a oferta da salvação que Ele traz e se dispõem a caminhar com Ele – que não se limitem a “serviços mínimos”, isto é, ao cumprimento da letra da “Lei”, mas adiram a Deus de todo o coração e busquem a vontade do Pai com paixão, com entusiasmo, com total compromisso.
Salmo 118 (119)
Refrão: Ditoso o que anda na lei do Senhor.
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas;
não vim revogar, mas completar.
Em verdade vos digo:
Antes que passem o céu e a terra,
não passará da Lei a mais pequena letra
ou o mais pequeno sinal,
sem que tudo se cumpra.
Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos,
por mais pequenos que sejam,
e ensinar assim aos homens,
será o menor no reino dos Céus.
Mas aquele que os praticar e ensinar
será grande no reino dos Céus.
Porque Eu vos digo:
Se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus,
não entrareis no reino dos Céus.
Ouvistes que foi dito aos antigos:
‘Não matarás; quem matar será submetido a julgamento’.
Eu, porém, digo-vos:
Todo aquele que se irar contra o seu irmão
será submetido a julgamento.
Quem chamar imbecil a seu irmão
será submetido ao Sinédrio,
e quem lhe chamar louco
será submetido à geena de fogo.
Portanto, se fores apresentar a tua oferta sobre o altar
e ali te recordares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti,
deixa lá a tua oferta diante do altar,
vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão
e vem depois apresentar a tua oferta.
Reconcilia-te com o teu adversário,
enquanto vais com ele a caminho,
não seja caso que te entregue ao juiz,
o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão.
Em verdade te digo:
Não sairás de lá, enquanto não pagares o último centavo.
Ouvistes que foi dito:
‘Não cometerás adultério’.
Eu, porém, digo-vos:
Todo aquele que olhar para uma mulher desejando-a,
já cometeu adultério com ela no seu coração.
Se o teu olho é para ti ocasião de pecado,
arranca-o e lança-o para longe de ti,
pois é melhor perder-se um dos teus membros
do que todo o corpo ser lançado na geena.
E se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado,
corta-a e lança-a para longe de ti,
porque é melhor que se perca um dos teus membros,
do que todo o corpo ser lançado na geena.
Também foi dito:
‘Quem repudiar sua mulher dê-lhe certidão de repúdio’.
Eu, porém, digo-vos:
Todo aquele que repudiar sua mulher,
salvo em caso de união ilegal,
fá-la cometer adultério.
Ouvistes que foi dito aos antigos:
‘Não faltarás ao que tiveres jurado,
mas cumprirás os teus juramentos para com o Senhor’.
Eu, porém, digo-vos que não jureis em caso algum:
nem pelo Céu, que é o trono de Deus;
nem pela terra, que é o escabelo dos seus pés;
nem por Jerusalém, que é a cidade do grande Rei.
Também não jures pela tua cabeça,
porque não podes fazer branco ou preto um só cabelo.
A vossa linguagem deve ser: ‘Sim, sim; não, não’.
O que passa disto vem do Maligno».
Desejo-vos um abençoado e feliz domingo.
Com o meu abraço na paz de Cristo.
Emília Simões
Portanto, meus amados irmãos,
mantenham-se firmes, e que
nada os abale. Sejam sempre
dedicados à obra do Senhor,
pois vocês sabem que,
no Senhor, o trabalho de
vocês não será inútil.
1 Coríntios 15:58
A minha partilha deste fim de semana:
Para que vivemos? Qual o sentido da nossa vida? Como devemos marcar a nossa passagem pela terra? Que “obras” devemos fazer? A Palavra de Deus do 5.º Domingo do Tempo Comum propõe-nos respostas para estas questões. Desafia-nos a ser “luz” que brilha e que ilumina o mundo com as cores de Deus.
No Evangelho, Jesus recorre a duas metáforas para definir os contornos da missão que vai confiar aos seus discípulos. Os que integram a comunidade do Reino de Deus devem ser “sal da terra” e “luz do mundo”. Com as suas “boas obras”, os discípulos de Jesus devem “dar sabor” à vida e fazer desaparecer as sombras que trazem sofrimento à vida dos seus irmãos.
Salmo 111 (112)
Mensagem
Vivendo como “sal da terra” e “luz do mundo”, os discípulos de Jesus serão fermento de uma nova humanidade. Com as suas “boas obras”, anunciarão o mundo que há-de vir, o mundo de Deus, esse mundo novo de vida e de felicidade sem fim que espera todos aqueles que acolhem a salvação que Deus oferece.
“Sal da terra”. As nossas vidas têm gosto? E que gosto? O gosto da partilha, do acolhimento, da misericórdia, da caridade, como nos convida Isaías? Têm o sabor de Cristo ressuscitado? Se sim, as nossas vidas terão gosto para nós mesmos e para os outros… tornar-se-ão “Luz diante dos homens”. Que assim seja em mais uma semana!
Desejo-vos um abençoado domingo.