24 outubro 2026

30º Domingo do Tempo Comum - Ano A

 A minha partilha deste fim de semana:

O que é que está no centro da experiência cristã? Qual é a “sugestão” fundamental que Deus nos deixa para construirmos uma vida repleta de significado? As leituras que a liturgia do trigésimo domingo Comum nos propõe convidam-nos a colocar o amor – o amor a Deus e o amor aos irmãos – no centro da nossa vida. O que Deus pede – ou antes, o que Deus exige – a cada crente é que deixe o seu coração ser submergido pelo amor.

Liturgia da Palavra:

 Êxodo 22,20-26

Salmo 17 (18)

1 Tessalonicenses 1,5c-10


Evangelho de São Mateus 22,34-40

Naquele tempo,
os fariseus, ouvindo dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus,
reuniram-se em grupo,
e um doutor da Lei perguntou a Jesus, para O experimentar:
«Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?».
Jesus respondeu:
«‘Amarás o Senhor, teu Deus,
com todo o teu coração, com toda a tua alma
e com todo o teu espírito’.
Este é o maior e o primeiro mandamento.
O segundo, porém, é semelhante a este:
‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’.
Nestes dois mandamentos se resumem
toda a Lei e os Profetas».

Mensagem
«O Evangelho deste domingo põe as coisas de forma totalmente clara: o maior dos mandamentos é o amor a Deus e o amor aos irmãos. Nisto se resume toda a revelação de Deus e a sua proposta de vida plena e definitiva para os homens. Precisamos de rever tudo, de forma a que o lixo acumulado não nos impeça de compreender, de viver, de anunciar e de testemunhar o cerne da proposta de Jesus. É esse o nosso entendimento da experiência cristã?»


 Para a semana que segue:
Comprometer-se com uma pessoa particular…
Quem é este “próximo” que tenho dificuldade em amar? O Evangelho deste domingo compromete-nos com uma pessoa particular: através de uma palavra, de um gesto, de um caminho, de uma visita que traduzirá o amor que temos para com ele.


Desejo-vos um domingo feliz e muito abençoado.
Com o meu abraço, na paz de Cristo!
Emília


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21 outubro 2026

Reflexão

 


Respeitar as leis do universo

não se irritar contra elas,

não fazer inimizades com nada,

deixar que as coisas sejam aquilo

que são, não pretender dobrar a vontade

de cada uma, deixar que as coisas

passem a nosso lado.

Nisso reside o segredo da paz.


Ignacio Larrañaga

In O Sentido da Vida

17 outubro 2026

29º Domingo do Tempo Comum - Ano A

 A minha partilha deste fim de semana:

Quem é que preside à história do mundo? É Deus, ou são esses pequenos “césares” que se julgam no direito de impor aos seus irmãos os seus projetos pessoais e os seus sonhos megalómanos? As leituras que a liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum apresenta recordam-nos que Deus é o único Senhor do Universo. É n’Ele que temos de colocar a nossa esperança; é a Ele que devemos confiar a nossa vida; é para Ele que devemos caminhar; é a Sua vontade que devemos abraçar.

No Evangelho Jesus é questionado pelos discípulos dos fariseus e pelos partidários de Herodes Antipas sobre o pagamento do imposto devido ao imperador de Roma. Jesus aproveita para recordar-lhes que, bem mais do que “devolver a César o que pertence a César”, é importante “devolver a Deus aquilo que pertence a Deus”. Para Jesus, Deus tem de ser a nossa prioridade; os interesses de Deus, os projetos de Deus, as indicações de Deus têm de estar na primeira linha das nossas preocupações.

Liturgia da Palavra:

Do Livro de Isaías 45,1.4-6

Salmo 95 (96)

Epístola de São Paulo aos 1 Tessalonicenses 1,1-5b


Evangelho de São Mateus 22,15-21

Naquele tempo,
os fariseus reuniram-se para deliberar
sobre a maneira de surpreender Jesus no que dissesse.
Enviaram-Lhe alguns dos seus discípulos,
juntamente com os herodianos, e disseram-Lhe:
«Mestre, sabemos que és sincero
e que ensinas, segundo a verdade, o caminho de Deus,
sem Te deixares influenciar por ninguém,
pois não fazes aceção de pessoas.
Diz-nos o teu parecer:
É lícito ou não pagar tributo a César?».
Jesus, conhecendo a sua malícia, respondeu:
«Porque Me tentais, hipócritas?
Mostrai-me a moeda do tributo».
Eles apresentaram-Lhe um denário,
e Jesus perguntou:
«De quem é esta imagem e esta inscrição?».
Eles responderam: «De César».
Disse-lhes Jesus:
«Então, daí a César o que é de César
e a Deus o que é de Deus».

Mensagem

Ora, o que é que Deus quer do Seu povo? O que interessa a Deus é que se escute e se acolha o Seu Filho, Aquele que Ele enviou ao mundo com uma proposta de vida nova; mas os líderes judaicos preparam-se para prender, julgar, condenar e entregar a César o enviado de Deus. O que interessa a Deus é que Israel acolha o convite à conversão que lhe foi endereçado através de Jesus e se aproxime novamente de Deus; mas os líderes judaicos, instalados nas suas certezas absolutas, decidiram que são o “povo eleito” e que isso lhes basta para assegurar a salvação. O que interessa a Deus é que se trate com misericórdia e compaixão todos os seus filhos, especialmente os pobres, os pequeninos, os desprezados, os que não têm voz nem vez; mas os líderes religiosos judaicos desprezam o povo simples, condenam e marginalizam os que erram, servem-se da religião para explorar a gente humilde.

Para a semana que segue:

Dizer a nossa felicidade a outros…
Cabe a cada um fazer o ponto da situação sobre a missão precisa que lhe confere o seu batismo, no seu lugar de vida. Suscitar esta semana uma ocasião de a testemunhar explicitamente. «Dar a Deus o que é de Deus» é dizer também a outros a felicidade que nos é dada pelo Altíssimo!


Desejo-vos um  feliz e abençoado domingo,
com o meu abraço na paz de Cristo.
Emília

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14 outubro 2026

Versículo Bíblico

 


«Restaurarei a sua
saúde e curarei
as suas feridas;
declara o Senhor.

(Jeremias 30:17)

10 outubro 2026

28º Domingo do Tempo Comum - Ano A

 A minha partilha deste fim de semana:

Qual o projeto de Deus para nós? Qual é a meta final da nossa existência, o nosso horizonte último? Para onde é que Deus nos está a conduzir? As leituras que a liturgia do 28º Domingo do Tempo Comum nos oferece recorrem à imagem de um “banquete” para descrever esse mundo de amor, de alegria, de felicidade e de vida sem fim que Deus quer oferecer a todos os seus filhos. “O banquete está preparado; vinde sentar-vos comigo à mesa” – diz-nos Deus.

Liturgia da palavra:

Isaías 25,6-10a

 Salmo 22 (23)

Refrão: Habitarei para sempre na casa do Senhor

O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma.

Ele me guia por sendas direitas, por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança.

Para mim preparais a mesa,
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça,
e o meu cálice transborda.

A bondade e a graça hão de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.

Epístola de São Paulo aos Filipenses 4,12-14.19-20

Evangelho de São Mateus 22,1-14


Reflexão
«Apesar das desistências e recusas dos convidados, o rei não quis desistir do seu projeto. Se aqueles convidados não estavam interessados, outros participariam na festa que tinha sido preparada (cf. Mt 22,8). Portanto, o rei mandou outra vez os seus servos com a indicação de irem “às encruzilhadas dos caminhos” e de trazerem para a sala do banquete todos os que encontrassem (Mt 22,9).
Foi assim que a sala do banquete se encheu de convidados… Era gente “improvável”, que nunca se tinha sentado à mesa de um personagem importante; mas era gente disponível para participar no banquete. Será com eles – e não com a gente “de classe”, com a gente fina, com a gente aprovada pelas convenções sociais – que se celebrará a festa das núpcias do filho do rei.



Para a semana que segue:

Repetir um versículo do Salmo 22. Empenhar-se em repetir regularmente, nesta semana, como uma «oração do coro» (repetindo-a frequentemente), esta oração de confiança do Salmo 22: «A bondade e a graça hão de acompanhar-me todos os dias da minha vida». Mostrar-se feliz, e dar graças a Deus pela sua presença ao nosso lado, no quotidiano das nossas vidas.


Desejo-vos feliz e abençoado domingo,
 com o meu abraço na paz de Cristo.
Emília Simões


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07 outubro 2026

Versículo Bíblico



O Senhor é meu pastor; nada 
me faltará. Deitar-me faz em
 pastos verdejantes; guia-me
mansamente a águas tranquilas.
Salmo 23:1-2

03 outubro 2026

27º Domingo do Tempo Comum - Ano A

 A minha partilha deste fim de semana:

A liturgia do 27º Domingo do Tempo Comum utiliza a imagem da “vinha de Deus” para falar desse Povo que aceita o desafio do amor de Deus e que se coloca ao serviço de Deus. Desse Povo, Deus exige frutos de amor, de paz, de justiça, de bondade e de misericórdia.


No Evangelho, Jesus retoma a imagem da “vinha”. Critica fortemente os líderes judaicos que se apropriaram em benefício próprio da “vinha de Deus” e que se recusaram sempre a oferecer a Deus os frutos que Lhe eram devidos. Jesus anuncia que a “vinha” vai ser-lhes retirada e vai ser confiada a trabalhadores que produzam e que entreguem a Deus os frutos que Ele espera.

Liturgia da Palavra

Livro de Isaías 5,1-7

Salmo 79 (80)

Epístola de São Paulo aos Filipenses 4,6-9

Irmãos:
Não vos inquieteis com coisa alguma.
Mas, em todas as circunstâncias,
apresentai os vossos pedidos diante de Deus,
com orações, súplicas e ações de graças.
E a paz de Deus, que está acima de toda a inteligência,
guardará os vossos corações
e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.
Quanto ao resto, irmãos,
tudo o que é verdadeiro e nobre,
tudo o que é justo e puro,
tudo o que é amável e de boa reputação,
tudo o que é virtude e digno de louvor
é o que deveis ter no pensamento.
O que aprendestes, recebestes, ouvistes
 e vistes em mim
é o que deveis praticar.
E o Deus da paz estará convosco.


Evangelho de São Mateus 21,33-43

...«Disse-lhes Jesus: «Nunca lestes na Escritura:

‘A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se a pedra angular;
tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos’?
Por isso vos digo:
Ser-vos-á tirado o reino de Deus
e dado a um povo que produza os seus frutos».

Reflexão:
O que é que é decisivo para definir a pertença de alguém ao Reino? É ter uma “tradição familiar” cristã? É o ter entrado, por um ato formal (Baptismo) na Igreja? É o ter feito votos de pobreza, castidade e obediência numa determinada congregação religiosa? É o cumprir determinados atos de piedade? É o participar nos ritos? Nada disso é decisivo. O que é decisivo é o “produzir frutos” de amor e de justiça, que pomos ao serviço de Deus e dos nossos irmãos. Como é que eu entendo e vivo a minha caminhada de fé?


Para a semana que segue...

Escolher um “fruto”. Ao deixarmos a celebração, podemos escolher um “fruto” possível para produzir nesta semana: um gesto ou uma palavra de reconciliação em relação a alguém; uma partilha com um vizinho necessitado; ou uma iniciativa que pareça ainda mais gratuita e que traga alegria. Para os mais empenhados na vida espiritual: em cada dia, produzir um fruto de amor!


Desejo-vos um feliz e abençoado domingo.
Com o meu abraço na 
Paz de Cristo!
Emília

Fontes: Portal dos Sacerdotes Dehonianos
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28 setembro 2026

Versículo Bíblico

 

Senhor, quero dar-Te graças
de todo o coração e falar de
todas as Tuas maravilhas.
Em Ti quero alegrar-me e
exaltar, e cantar louvores ao 
Teu nome, ó Altíssimo!

Salmo 09:01.02