08 agosto 2026

19º Domingo do Tempo Comum - Ano A

 A minha partilha deste fim de semana:

A liturgia do 19º Domingo do Tempo Comum tem como tema fundamental a revelação de Deus. Fala-nos de um Deus apostado em percorrer, de braço dado com os homens, os caminhos da história.

Liturgia da Palavra:
1 Reis 19,9a.11-13a
Salmo 84 (85)
Romanos 9,1-5
Evangelho de Mateus 14,22-33


Evangelho de São Mateus 14,22-33
Depois de ter saciado a fome à multidão,
Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco
e a esperá-l’O na outra margem,
enquanto Ele despedia a multidão.
Logo que a despediu,
subiu a um monte, para orar a sós.
Ao cair da tarde, estava ali sozinho.
O barco ia já no meio do mar,
açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário.
Na quarta vigília da noite,
Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar.
Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar,
assustaram-se, pensando que fosse um fantasma.
E gritaram cheios de medo.
Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo:
«Tende confiança. Sou Eu. Não temais».
Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor,
manda-me ir ter contigo sobre as águas».
«Vem!» – disse Jesus.

Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas,
para ir ter com Jesus.
Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se,
gritou: «Salva-me, Senhor!»
Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o.
Depois disse-lhe:
«Homem de pouca fé, porque duvidaste?»

Logo que saíram para o barco, o ventou amainou.
Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus,
e disseram-Lhe:
«Tu és verdadeiramente o Filho de Deus».



Palavra para o Caminho:

Fechar os olhos e escutar… Na invasão sonora que nos envolve – e por vezes nos agride – escutamos a voz do nosso Deus? Porque não? Entretanto, tomemos, de vez em quando, o risco do silêncio e da solidão. “Ao largo… para rezar”. É aí, com Jesus, que poderemos ouvir a voz do nosso Pai.


Desejo-vos um domingo feliz e muito abençoado.
Com o meu abraço na paz de Cristo
Emília 

Fontes:
Imagens Google

04 agosto 2026

"Para chegares a saborear tudo"

“Ó Senhor, Deus meu! Quem Te buscará com amor tão puro e singelo que deixe de Te encontrar, conforme o desejo de sua vontade, se és Tu o primeiro a mostrar-Te e a sair ao encontro daqueles que Te desejam?”
Para chegares a saborear tudo,
não queiras ter gosto em coisa alguma.
Para chegares a possuir tudo,
não queiras possuir coisa alguma.

Para chegares a ser tudo,
não queiras ser coisa alguma.

Para chegares a saber tudo,
não queiras saber coisa alguma.

Para chegares ao que não gostas,
hás de ir por onde não gostas.

Para chegares ao que não sabes,
hás de ir por onde não sabes.

Para vires ao que não possuis,
hás de ir por onde não possuis.

Para chegares ao que não és,
hás de ir por onde não és.

Modo de não impedir o tudo:

Quando reparas em alguma coisa,
deixas de arrojar-te ao tudo.

Porque para vir de todo ao tudo,
hás de negar-te de todo em tudo.

E quando vieres a tudo ter,
hás de tê-lo sem nada querer.

Porque se queres ter alguma coisa em tudo,
não tens puramente em Deus teu tesouro.

São João da Cruz

01 agosto 2026

18º Domingo do Tempo Comum - Ano A

 A minha partilha deste fim de semana:

Ao preparar a Liturgia deste Domingo chamou-me particularmente a atenção, a forma como num contexto de refeição, Jesus nos convida a partilhar o pão com todos os homens.

Num tempo em que no mundo vigora o egoísmo e a ganância todos somos convidados a ouvir a voz de Deus que fala ao nosso coração. O Senhor continua a caminhar conosco indicando-nos qual a direção.

Liturgia da Palavra
Isaías 55,1-3
 Salmo 144 (145)
 Romanos 8,35.37-39

A multiplicação dos pães e peixes


Evangelho de São Mateus 4,4b
Naquele tempo,
quando Jesus ouviu dizer que João Baptista tinha sido morto,
retirou-Se num barco para um local deserto e afastado.
Mas logo que as multidões o souberam,
deixando as suas cidades, seguiram-n’O a pé.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão
e, cheio de compaixão, curou os seus doentes.
Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus
e disseram-Lhe:
“Este local é deserto e a hora avançada.
Manda embora toda esta gente,
para que vá às aldeias comprar alimento”.
Mas Jesus respondeu-lhes:
“Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer”.
Disseram-Lhe eles:
“Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes”.
Disse Jesus: “Trazei-mos cá”.
Ordenou então à multidão que se sentasse na relva.
Tomou os cinco pães e os dois peixes,
ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção.
Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos
e os discípulos deram-nos à multidão.
Todos comeram e ficaram saciados.
E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos.
Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens,
sem contar mulheres e crianças.

Que palavra deste Evangelho lhe falou mais ao seu coração?
Quer partilhá-la?
.................................

Prece
Senhor, durante a minha caminhada, dúvidas e interrogações me assaltam tantas vezes.
Peço-Te que me ajudes, em cada dia, a amar-Te cada vez mais  
e a seguir a Tua Palavra, de modo a escutar  verdadeiramente o que tens para me dizer.

"Que a Palavra de Deus ilumine os seus passos durante esta semana. Paz e bem".

Abençoado Domingo para todos.
Com o meu abraço na paz de Cristo.
Emília


Imagens Google


29 julho 2026

Versículo Bíblico

 


Que a minha alma espere em silêncio diante
de Deus, pois Nele está a minha esperança.
Salmo 62:5

25 julho 2026

17º Domingo do Tempo Comum - Ano A

 A minha partilha deste fim de semana:

A liturgia deste domingo convida-nos a refletir nas nossas prioridades, nos valores sobre os quais fundamentamos a nossa existência. Sugere, especialmente, que o cristão deve construir a sua vida sobre os valores propostos por Jesus.

A primeira leitura apresenta-nos o exemplo de Salomão, rei de Israel. Ele é o protótipo do homem “sábio”, que consegue perceber e escolher o que é importante e que não se deixa seduzir e alienar por valores efémeros.

No Evangelho, recorrendo à linguagem das parábolas, Jesus recomenda aos seus seguidores que façam do Reino de Deus a sua prioridade fundamental. Todos os outros valores e interesses devem passar para segundo plano, face a esse “tesouro” supremo que é o Reino.
A segunda leitura convida-nos a seguir o caminho e a proposta de Jesus. Esse é o valor mais alto, que deve sobrepor-se a todos os outros valores e propostas.

LITURGIA DA PALAVRA
1 Livro dos Reis 3,5.7-12
Salmo 118 (119)
Epístola de São Paulo aos 
Romanos 8,28-30

Evangelho de São Mateus  13,44-52


Naquele tempo,

disse Jesus às multidões:
“O reino dos Céus é semelhante
a um tesouro escondido num campo.
O homem que o encontrou tornou a escondê-lo
e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía
e comprou aquele campo.
O reino dos Céus é semelhante
a um negociante que procura pérolas preciosas.
Ao encontrar uma de grande valor,
foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola.
O reino dos Céus é semelhante
a uma rede que, lançada ao mar,
apanha toda a espécie de peixes.
Logo que se enche, puxam-na para a praia
e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos
e o que não presta deitam-no fora.
Assim será no fim do mundo:
os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos
e a lançá-los na fornalha ardente.
Aí haverá choro e ranger de dentes.
Entendestes tudo isto?”
Eles responderam-Lhe: “Entendemos”.
Disse-lhes então Jesus:
“Por isso, todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus
é semelhante a um pai de família
que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas”.


Mensagem

«Mais uma vez o Evangelho convida-nos a admirar (e a absorver) os métodos de Deus, que não tem pressa nenhuma em condenar e destruir, mas dá tempo ao homem – todo o tempo do mundo – para amadurecer as suas opções e fazer as suas opções. Sabemos respeitar, com esta tolerância e liberdade, o ritmo de crescimento e de amadurecimento dos irmãos que nos rodeiam»?

Desejo-vos feliz e abençoado domingo.
Abraços,
Emília

Imagens Google

21 julho 2026

Versículo Bíblico


Emília Simões


"Entrem por suas portas com ações de graças, e em seus átrios 

com louvor; deem-lhe graças e bendigam o seu nome."

 Salmo 100:4: 

(Bíblia Sagrada)



18 julho 2026

16º Domingo do Tempo Comum - Ano A

 A minha partilha deste fim de semana:

A liturgia do 16º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir o Deus paciente e cheio de misericórdia, a quem não interessa a marginalização do pecador, mas a sua integração na comunidade do “Reino”; e convida-nos, sobretudo, a interiorizar essa “lógica” de Deus, deixando que ela marque o olhar que lançamos sobre o mundo e sobre os homens.

O Evangelho garante a presença irreversível no mundo do “Reino de Deus”. Esse “Reino” não é um clube exclusivo de “bons” e de “santos”: nele todos os homens – bons e maus – encontram a possibilidade de crescer, de amadurecer as suas escolhas, de serem tocados pela graça, até ao momento final da opção definitiva.

LITURGIA DA PALAVRA

1ª Leitura: do Livro da Sabedoria 12,13.16-19

 Salmo 85 (86)

2ª Leitura Epístola de São Paulo aos Romanos 8,26-27

Irmãos:
O Espírito Santo vem em auxilio da nossa fraqueza,
porque não sabemos que pedir nas nossas orações;
mas o próprio Espírito intercede por nós
com gemidos inefáveis.
E Aquele que vê no íntimo dos corações
conhece as aspirações do Espírito,
sabe que Ele intercede pelos santos
em conformidade com Deus.

Evangelho de São Mateus 13,24-43

Naquele tempo,
Jesus disse às multidões mais esta parábola:
“O reino dos Céus pode comparar
-se a um homem
que semeou boa semente no seu campo.
Enquanto todos dormiam, veio o inimigo,
semeou joio no meio do trigo e foi-se embora.
Quando o trigo cresceu e deu fruto,
apareceu também o joio.
Os servos do dono da casa foram dizer-lhe:
‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo?
Donde vem então o joio?
Ele respondeu-lhes: ‘Foi um inimigo que fez isso’.
Disseram-lhe os servos:
‘Queres que vamos arrancar o joio?’
‘Não! – disse ele –
não suceda que, ao arrancardes o joio,
arranqueis também o trigo.
Deixai-os crescer ambos até à ceifa
e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros:
Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar;
e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro’”.

Jesus deixou então as multidões e foi para casa.
Os discípulos aproximaram-se d’Ele e disseram-Lhe:
“Explica-nos a parábola do joio no campo”.
Jesus respondeu:
“Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem
e o campo é o mundo.
A boa semente são os filhos do reino,
o joio são os filhos do Maligno
e o inimigo que o semeou é o Demónio.
A ceifa é o fim do mundo
e os ceifeiros são os Anjos.
Como o joio é apanhado e queimado no fogo,
assim será no fim do mundo:
o Filho do homem enviará os seus Anjos,
que tirarão do seu reino todos os escandalosos
e todos os que praticam a iniquidade,
e hão-de lançá-los na fornalha ardente;
aí haverá choro e ranger de dentes.
Então, os justos brilharão como o sol
no reino do seu Pai.
Quem tem ouvidos, oiça”.
Foto: Emília Simões

Palavras para o caminho

Sem alternativa! O bom grão semeado no nosso campo era promessa de uma boa ceifa. Mas eis que o joio veio poluir a seara. Que tipo de compromissos aceitamos na nossa vida? Deus é paciente! Mas se temos ouvidos, é urgente escutar o seu apelo à conversão. É urgente escolher o nosso campo: o do Senhor ou o do Maligno. Não há alternativa.

Desejo-vos um abençoado e feliz domingo.
Com o meu abraço na paz de Cristo.

Emília

Fontes: Portal dos Sacerdotes Dehonianos
Imagens Google


15 julho 2026

Versículo Bíblico

 



O SENHOR, pois, é aquele que vai adiante de ti; Ele será contigo,

não te deixará, nem te desamparará;

não temas, nem te espantes.

Deuteronómio3 31:8