20 maio 2023

7º Domingo da Páscoa - (Ano A) Solenidade da Ascensão do Senhor

A minha partilha deste fim de semana:


A Festa da Ascensão de Jesus, que hoje celebramos, sugere que, no final do caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, a comunhão com Deus. Sugere também que Jesus nos deixou o testemunho e que somos nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projeto libertador de Deus para os homens e para o mundo.
O Evangelho apresenta o encontro final de Jesus ressuscitado com os seus discípulos, num monte da Galileia. A comunidade dos discípulos, reunida à volta de Jesus ressuscitado, reconhece-O como o seu Senhor, adora-O e recebe d’Ele a missão de continuar no mundo o testemunho do “Reino”.
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Referências Bíblicas
Atos  dos Apóstolos 1,1-11
Salmo 46 (47)
Efésios 1,17-23
Evangelho de Mateus 28,16-20


Salmo 46 (47)

Refrão 1: Por entre aclamações e ao som da trombeta,
ergue Se Deus, o Senhor.

Refrão 2: Ergue-Se Deus, o Senhor,
em júbilo e ao som da trombeta.

Povos todos, batei palmas,
aclamai a Deus com brados de alegria,
porque o Senhor, o Altíssimo, é terrível,
o Rei soberano de toda a terra.

Deus subiu entre aclamações,
o Senhor subiu ao som da trombeta.
Cantai hinos a Deus, cantai,
cantai hinos ao nosso Rei, cantai.

Deus é Rei do universo:
cantai os hinos mais belos.
Deus reina sobre os povos,
Deus está sentado no seu trono sagrado.

Conclusão do santo Evangelho segundo São Mateus.

(28, 16-20)

Naquele tempo,
os onze discípulos partiram para a Galileia,
em direção ao monte que Jesus lhes indicara.
Quando O viram, adoraram n’O;
mas alguns ainda duvidaram.
Jesus aproximou Se e disse lhes:
«Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra.
Ide e ensinai todas as nações,
batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,
ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei.
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».
(Ao reconhecimento e à adoração dos discípulos, segue-se uma manifestação do mistério de Jesus, que reflete a fé da comunidade de Mateus: Jesus é o “Kyrios”, que possui todo o poder sobre o mundo e sobre a história; Jesus “o mestre”, cujo ensinamento será sempre uma referência para os discípulos; Jesus é o “Deus-connosco”, que acompanhará, a par e passo, a caminhada dos discípulos pela história).

Palavras para o caminho

Ide! Somos “clientes habituais” da Palavra de Deus. Tantas vezes escutada, não tem eco vibrante na nossa vida. “Ide e ensinai todas as nações, batizando-os…”. Jesus chama e envia sem cessar e sem cansar. Como é que há tão poucas respostas? Qual a minha resposta?

Com o meu abraço na paz de Cristo Ressuscitado!
Ailime



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16 maio 2023

Mês de Maria (3)

A grandeza de Maria não consiste

em imaginarmos que ela nunca

foi assaltada pela confusão.

Consiste, isso sim, em que,

quando não entende qualquer coisa,

Maria não reage com angústia,

impaciência, irritação,

ansiedade ou susto.

Ignacio de Larrañaga

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13 maio 2023

6º Domingo da Páscoa (Ano A)

 A minha partilha deste fim de semana: 

«A liturgia do 6º Domingo da Páscoa convida-nos a descobrir a presença – discreta, mas eficaz e tranquilizadora – de Deus na caminhada histórica da Igreja. A promessa de Jesus – “não vos deixarei órfãos” – pode ser uma boa síntese do tema.
O Evangelho apresenta-nos parte do “testamento” de Jesus, na ceia de despedida, em Quinta-feira Santa. Aos discípulos, inquietos e assustados, Jesus promete o “Paráclito”: Ele conduzirá a comunidade cristã em direção à verdade; e levá-la-á a uma comunhão cada vez mais íntima com Jesus e com o Pai. Dessa forma, a comunidade será a “morada de Deus” no mundo e dará testemunho da salvação que Deus quer oferecer aos homens.»

Referências Bíblicas:
Atos dos Apóstolos 8,5-8.14-17
Salmo 65 (66)
1 Epístola de S. Pedro 3,15-18
Evangelho de S. João 14,15-21


Salmo 65 (66)

Refrão 1: A terra inteira aclame o Senhor.

Refrão 2: Aleluia.

Aclamai a Deus, terra inteira,
cantai a glória do seu nome,
celebrai os seus louvores,
dizei a Deus: «Maravilhosas são as vossas obras».

«A terra inteira Vos adore e celebre,
entoe hinos ao vosso nome».
Vinde contemplar as obras de Deus,
admirável na sua ação pelos homens.

Todos os que temeis a Deus, vinde e ouvi,
vou narrar vos quanto Ele fez por mim.
Bendito seja Deus que não rejeitou a minha prece,
nem me retirou a sua misericórdia.


Evangelho de São João 14,15-21

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
«Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos.
E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor,
para estar sempre convosco:
o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber,
porque não O vê nem O conhece,
mas que vós conheceis,
porque habita convosco e está em vós.
Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós.
Daqui a pouco o mundo já não Me verá,
mas vós ver-Me-eis, porque Eu vivo e vós vivereis.
Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai
e que vós estais em Mim e Eu em vós.
Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre,
esse realmente Me ama.
E quem Me ama será amado por meu Pai
e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele».

(Depois de garantir aos discípulos o envio do “Paráclito”, Jesus reafirma aos discípulos que não os deixará “órfãos” no mundo. A palavra utilizada (“órfãos”) é muito significativa: no Antigo Testamento, o “órfão” é o protótipo do desvalido, do desamparado, do que está totalmente à mercê dos poderosos e que é a vítima de todas as injustiças. Jesus é claro: os seus discípulos não vão ficar indefesos, pois Ele vai estar ao lado deles.
É verdade que Ele vai deixar o mundo, vai para o Pai. O “mundo” deixará de vê-l’O, pois Ele não estará fisicamente presente. No entanto, os discípulos poderão “vê-l’O” (“contemplá-l’O”): eles continuarão em comunhão de vida com Jesus e receberão o Espírito que lhes transmitirá, dia a dia, a vida de Jesus ressuscitado (vers. 18-19).)


Palavras para o caminho
Dar razões da Esperança que habita em nós… Num mundo em busca de sentido, temos consciência de que cabe a cada um de nós anunciar Aquele que nos faz viver? “Dar razões”… passa pela qualidade do nosso amor, oferecido a todos sem condição, na doçura e no respeito das diferenças…


Com o meu abraço na paz 
de Cristo Ressuscitado.
Ailime

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09 maio 2023

Mês de Maria (2)


Maria, com o seu faça-se,

entra em cheio na caudalosa

e profunda corrente dos Pobres de Deus,

os que nunca perguntam, questionam

ou protestam, mas que se abandonam

em silêncio e depositam a sua confiança

nas mãos todo-poderosas

e todo-carinhosas do seu querido

Senhor e Pai.

Ignacio de Larrañaga

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06 maio 2023

5º Domingo da Páscoa (Ano A)

 A minha partilha deste fim de semana:

A liturgia deste domingo convida-nos a refletir sobre a Igreja – a comunidade que nasce de Jesus e cujos membros continuam o “caminho” de Jesus, dando testemunho do projeto de Deus no mundo, na entrega a Deus e no amor aos homens.
O Evangelho define a Igreja: é a comunidade dos discípulos que seguem o “caminho” de Jesus – “caminho” de obediência ao Pai e de dom da vida aos irmãos. Os que acolhem esta proposta e aceitam viver nesta dinâmica tornam-se Homens Novos, que possuem a vida em plenitude e que integram a família de Deus – a família do Pai, do Filho e do Espírito.

Referências Bíblicas:
Atos dos Apóstolos 6,1-7
Salmo 32 (33)
1 Epístola de Pedro 2,4-9
Evangelho de S. João 14,1-12


Salmo 32 (33)

Refrão 1: Esperamos, Senhor, na vossa misericórdia.

Refrão 2: Venha sobre nós a vossa bondade,
porque em Vós esperamos, Senhor.

Justos, aclamai o Senhor,

os corações retos devem louvá-LO.
Louvai o Senhor com a cítara,
cantai-Lhe salmos ao som da harpa.

A palavra do Senhor é reta,
da fidelidade nascem as suas obras.
Ele ama a justiça e a retidão:
a terra está cheia da bondade do Senhor.

Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,
para os que esperam na sua bondade,
para libertar da morte as suas almas
e os alimentar no tempo da fome.


Evangelho de São João 14,1-12


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
«Não se perturbe o vosso coração.
Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim.
Em casa de meu Pai há muitas moradas;
se assim não fosse, Eu vo-lo teria dito.
Vou preparar vos um lugar
e virei novamente para vos levar comigo,
para que, onde Eu estou, estejais vós também.
Para onde Eu vou, conheceis o caminho».
Disse Lhe Tomé:
«Senhor, não sabemos para onde vais:
como podemos conhecer o caminho?»
Respondeu lhe Jesus:
«Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Ninguém vai ao Pai senão por Mim.
Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai.
Mas desde agora já O conheceis e já O vistes».
Disse Lhe Filipe:
«Senhor, mostra nos o Pai e isto nos basta».
Respondeu lhe Jesus:
«Há tanto tempo que estou convosco
e não Me conheces, Filipe?
Quem Me vê, vê o Pai.
Como podes tu dizer: ‘Mostra nos o Pai’?
Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim?
As palavras que Eu vos digo, não as digo por Mim próprio;
mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras.
Acreditai Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim;
acreditai ao menos pelas minhas obras.
Em verdade, em verdade vos digo:
quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço
e fará ainda maiores que estas,
porque Eu vou para o Pai».

(O plano de salvação de Deus passa por estabelecer com os homens uma relação de comunhão, de familiaridade, de amor. Por isso, Jesus veio ao mundo: para tornar os homens “filhos de Deus” (“aos que O receberam, aos que creem n’Ele, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” – Jo 1,12).)


Palavras para o caminho
“Sede as pedras vivas…” Que espécie de pedras somos nós na construção da nossa Igreja em 2023? Pedras que procuram ajustar-se umas às outras, em harmonia com a “Pedra angular”? Ou pedras que se opõem umas às outras e se eliminam mutuamente? Que “Templo espiritual” estamos nós a construir?


Com o meu abraço na paz de
 Cristo Ressuscitado!




Desejo um feliz dia da Mãe,
a quem por aqui passar e que o Senhor tenha
em Seus braços as que já partiram.


Salvé Maria!

Ailime

Fontes: Portal dos Sacerdotes Dehonianos
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02 maio 2023

Mês de Maria




 Maria, envolve-nos no manto

do teu silêncio, e comunica-nos

a fortaleza da tua Fé,

a altura da tua Esperança

e a profundidade do teu Amor.

Ignacio de Larrañaga



Avé Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,

bendita sois Vos entre as mulheres, bendito é o fruto do vosso ventre,

Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e

na hora da nossa morte.

Ámen


29 abril 2023

4º Domingo da Páscoa (Ano A)

 A minha partilha deste fim de semana:

O 4º Domingo da Páscoa é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe, neste domingo, um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como “Bom Pastor”. É, portanto, este o tema central que a Palavra de Deus põe hoje à nossa reflexão.
O Evangelho apresenta Cristo como “o Pastor”, cuja missão é libertar o rebanho de Deus do domínio da escravidão e levá-lo ao encontro das pastagens verdejantes onde há vida em plenitude (ao contrário dos falsos pastores, cujo objetivo é só aproveitar-se do rebanho em benefício próprio). Jesus vai cumprir com amor essa missão, no respeito absoluto pela identidade, individualidade e liberdade das ovelhas.

Referências Bíblicas
Atos dos Apóstolos 2,14a.36-41
Salmo 22 (23)
1 Epístola de S. Pedro 2,20b-25
Evangelho de São João 10,1-10


Salmo 22 (23)

Refrão 1: O Senhor é meu pastor: nada me faltará.

Refrão 2: Aleluia.


O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva me a descansar em verdes prados,
conduz me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma.

Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança.

Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e o meu cálice transborda.

A bondade e a graça hão de acompanhar me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.


Evangelho de São João 10,1-10

Naquele tempo, disse Jesus:
«Em verdade, em verdade vos digo:
Aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta,
mas entra por outro lado,
é ladrão e salteador.
Mas aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas.
0 porteiro abre lhe a porta e as ovelhas conhecem a sua voz.
Ele chama cada uma delas pelo seu nome e leva as para fora.
Depois de ter feito sair todas as que lhe pertencem,
caminha à sua frente
e as ovelhas seguem no, porque conhecem a sua voz.
Se for um estranho, não o seguem, mas fogem dele,
porque não conhecem a voz dos estranhos».
Jesus apresentou lhes esta comparação,
mas eles não compreenderam o que queria dizer.
Jesus continuo: «Em verdade, em verdade vos digo:
Eu sou a porta das ovelhas.
Aqueles que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores,
mas as ovelhas não os escutaram.
Eu sou a porta.
Quem entrar por Mim será salvo:
é como a ovelha que entra e sai do aprisco e encontra pastagem.
O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir.
Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida
e a tenham em abundância».
( As “ovelhas” do rebanho de Jesus têm de “escutar a voz” do “Pastor” e segui-l’O… Isso significa, concretamente, tornar-se discípulo, aderir a Jesus, percorrer o mesmo caminho que Ele percorreu, na entrega total aos projetos de Deus e na doação total aos irmãos. Atrevemo-nos a seguir o nosso “Pastor” (Cristo) no caminho exigente do dom da vida, ou estamos convencidos que esse caminho não leva aonde nós pretendemos ir?)


Palavras para o caminho
Eu sou o bom pastor. Nesta semana, tomemos tempo para caminhar ao ritmo do Pastor que nos conhece e que chama cada um de nós pelo próprio nome. E nós escutaremos a sua voz, saboreando o magnífico Salmo 22: «O Senhor é meu pastor, nada me falta». Durante a semana procuremos também rezar pela fidelidade à vocação a que o Senhor nos chama e por todas as outras vocações…


Com o meu abraço em
Cristo Ressuscitado.
Ailime

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25 abril 2023

Citação



 Desenvolve o teu interesse pela vida da forma
como a vês: as pessoas, as coisas, a literatura,
a música - o mundo é tão rico, palpitando
com valiosos tesouros, almas bonitas e pessoas
interessantes. Esquece-te de ti mesmo.

Henry Miller (1891-1980)
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