04 abril 2010

Domingo de Páscoa

"E porque Cristo ressuscitou, hoje celebramos um Deus vivo que vive para todo o sempre."

Com os meus votos de uma Santa e Feliz Páscoa para todos vós, meus amigos.

Ailime
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02 abril 2010

Sexta Feira Santa - Paixão do Senhor (Hora de Noa)

Compartilho com todos vós a letra de um cântico (Salmo) muito belo que  é entoado na Igreja da minha Páróquia neste dia da Paixão do Senhor:

"Por nosso amor, morreu o Senhor
Numa Cruz morreu o Senhor.
Recomendou dar a vida e a vida como irmãos
Em sinal de amor.

Planearam a sua morte em silêncio,
Assustaram com gritos o povo.
E num lenho pregaram o Seu Corpo
à hora de noa, o Senhor morreu.
O Senhor morreu.

É hora de noa na terra,
As sirenes de alarme soaram,
Mas ninguém se dedica a acordar
E o meu irmão chora, e o meu irmão morre;
E o clamor da sua voz não nos dói.
E o meu irmão morre.

É hora de noa na trerra,
É hora da fome e da morte,
É hora do ódio e da guerra,
É hora de noa, quando sofre o meu povo,
Quando cresce a dor e o engano,
Quando falta o amor".

"Toda a nossa glória está na Cruz
de nosso Senhor, Jesus Cristo.
O  Senhor tenha compaixão de nós
e nos abençoe."

Ailime
Imagem cedida gentilmente pela Net.
 

01 abril 2010

Quinta-Feira Santa - Ceia do Senhor

Os cristãos são chamados, após o retiro quaresmal, a uma maior vivência do Mistério da Fé, no Tríduo Pascal: Ceia do Senhor, Paixão, Morte e Ressurreição.



« Na última Ceia, Jesus instituiu a Eucaristia e entregou-a à sua Igreja, para que, na Eucaristia, a Igreja encontrasse, até ao fim dos tempos, quando Ele vier, o memorial da sua Páscoa, isto é, da sua passagem deste mundo para o Pai, pela Morte à Ressurreição. Esta leitura é a mais antiga narração chegada até nós da instituição da Eucaristia pelo Senhor, e da sua celebração pela Igreja, neste caso, na Igreja de Corinto.»

“1 Cor 11, 23-26

Irmãos: Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim». Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha.”

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«Nesta celebração encontramos também o rito do “lava-pés”. Jesus ao lavar os pés aos discípulos, revela o verdadeiro sentido da sua missão, que é o de Ele ser o Servo, servindo até dar a vida, em obediência ao Pai, para salvação dos homens. Foi assim que Ele amou até ao fim, e nos ensinou a fazermos o mesmo uns aos outros, como Ele fez aos seus discípulos. O lava-pés dá-nos o sentido profundo da Morte de Jesus: um serviço de amor em favor dos seus. E este sentido continua a ser-nos ainda recordado sempre que celebramos a Eucaristia.»


EVANGELHO Jo 13, 1-15
«Amou-os até ao fim».
«Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. No decorrer da ceia, tendo já o Demónio metido no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, a ideia de O entregar, Jesus, sabendo que o Pai Lhe tinha dado toda a autoridade, sabendo que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-Se da mesa, tirou o manto e tomou uma toalha, que pôs à cintura. Depois, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que pusera à cintura. Quando chegou a Simão Pedro, este disse-Lhe: «Senhor, Tu vais lavar-me os pés?». Jesus respondeu: «O que estou a fazer, não o podes entender agora, mas compreendê-lo-ás mais tarde». Pedro insistiu: «Nunca consentirei que me laves os pés». Jesus respondeu-lhe: «Se não tos lavar, não terás parte comigo». Simão Pedro replicou: «Senhor, então não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça». Jesus respondeu-lhe: «Aquele que já tomou banho está limpo e não precisa de lavar senão os pés. Vós estais limpos, mas não todos». Jesus bem sabia quem O havia de entregar. Foi por isso que acrescentou: «Nem todos estais limpos». Depois de lhes lavar os pés, Jesus tomou o manto e pôs-Se de novo à mesa. Então disse-lhes: «Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-Me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou. Se Eu que sou Mestre e Senhor vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também».

Depois de fortalecida com o Teu Corpo e Sangue, que por todos nós derramaste, ensina-me, Senhor, a ser serva humilde para que em cada dia da minha vida eu seja capaz de olhar cada outro meu irmão com o teu olhar misericordioso e de aceitar de coração sincero tudo o que tens destinado para mim.

Ailime
Fontes: Bíblia Sagrada, Conferência Episcopal Portuguesa, Liturgia diária.
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27 março 2010

Domingo de Ramos - Início da Semana Santa


"A Semana Santa tem início no “Domingo de Ramos”, que é assim chamado porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém, montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que o aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Aquele povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia há poucos dias e estava maravilhado. As pessoas estavam certas de que Jesus era o Messias anunciado pelos Profetas. Pensavam que ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de David e Salomão em Israel. ‘Que Messias é esse? Que libertador é esse? É um farsante! Merece a cruz por nos ter iludido’. A entrada solene de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que o homenageou motivada por seus milagres, agora lhe vira as costas e muitos pedem a sua morte.

Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Dessa forma, o Domingo de Ramos é o início da Semana que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus saudando-O com ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos significam a vitória. “Hosana ao Filho de David: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os Ramos santos fazem-nos lembrar que somos baptizados, filhos de Deus e defensores da fé católica. Os Ramos sagrados, que levamos para nossas casas após a Missa, lembram-nos que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado e o cristianismo “light”, adaptado aos gostos e interesses pessoais. Impera, como diz Bento XVI, a ditadura do relativismo."

Autor: Prof. Felipe Aquino

Depois da Quaresma, tempo de meditação, oração e conversão iniciamos agora a Semana Maior da vida cristã. Vamo-nos aproximando do Grande Dia! O dia da Ressurreição do Senhor, mas não sem antes vivermos intensamente os momentos que o antecedem! Vamos neste tempo da Paixão do Senhor orar e estar junto d'Ele! Não O abandonemos nestes dias tão intensos e dolorosos que viveu e, em que se sentiu tão só (e hoje como há dois mil anos)! Os próprios discípulos O abandonaram, deixando-O enquanto orava. Não O deixemos nós! Façamos-Lhe companhia nestes dias e ofereçamos-Lhe todo o nosso amor, toda a nossa vida! É disso que Ele tem sede...sede de nós, do nosso despojamento, da nossa pequenez!
Com Maria sigamos Jesus até ao Calvário na expectativa do maravilhoso reencontro no dia da Sua Ressurreição!
Sejamos firmes e abramos o nosso coração e oremos, oremos muito....sempre!

Ailime
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20 março 2010

5º Domingo da Quaresma

Isaías 43 (18-21)

«Eis o que diz o Senhor:
«Não vos lembreis mais dos acontecimentos passados,
não presteis atenção às coisas antigas.
Olhai: vou realizar uma coisa nova,
que já começa a aparecer; não a vedes?
Vou abrir um caminho no deserto,
fazer brotar rios na terra árida,
para dar de beber ao meu povo, o meu eleito.»

Partilho agora com todos vós um texto de um jovem padre que esteve ao serviço da minha Paróquia durante alguns anos e que faz parte de uma compilação das suas homilias com o título "Sonhando a Igreja...":

«Importa continuar a caminhada. A meta é a participação na Ressurreição de Cristo. O objectivo é renascer para a vida nova que Jesus de Nazaré nos alcança e oferece com o mistério da Sua Morte e Ressurreição. «Continuar a correr», ao jeito de S. Paulo, pela estrada do Evangelho a fim de podermos participar da vida de Cristo, a fim de podermos dizer também: «para mim viver é Cristo e morrer é lucro»...
Caminhar rumo à Páscoa da Ressurreição é, no fundo experimentar aquela eterna sedução com que o Mestre nos presenteia, é deixar-nos maravilhar com essa tremenda capacidade de amar inaugurada por Cristo Jesus, é deixarmo-nos arrebatar por essa paixão indizível que sai do coração do Senhor.
«Nesta história da sedução que é a minha vida, apesar das minhas resistências, Tu és o vencedor. Não é fácil resistir à Tua presença – ainda que só um vislumbre, um sussurro ou a frescura da Tua sombra. Quem um dia se apercebe destes sinais e os reconhece como Teus, não mais pode esquecer essa plenitude de correspondência no mais fundo do seu coração.
Esta descoberta não é coisa de momento, porque a Tua sedução não é impulso fugaz, é antes uma tensão que fielmente acompanha a minha vida.
A tua sedução é esta atracção singular que experimento e identifico como Tua, que me enche a alma e o coração, que me envolve como um abraço que abraça a minha vida como um todo.
Sou eu, inteiramente eu, que sou atraído. Não são só as minhas ideias e os meus projectos. São também as emoções e os juízos, tudo o que fui e o que sou, o que quero e o que rejeito. Nada escapa á sedução desse abraço.
Porém, misteriosamente, ela não traz o sabor amargo da coacção. Não impõe, sugere. Não força, atrai. Não decide, propõe.
Por isso diante dela, me sinto livre e, quanto mais livre mais seduzido.
Por isso, também, nem sempre me deixo seduzir. Quantas vezes não Te afasto e repudio, cedendo a muitas outras seduções, sedutoras mentiras carregadas de promessas de bem-estar. E a Tua proposta por vezes assusta, marcada que está com o sinal da Tua Cruz.
Seguir-Te é fazer minha a Tua vontade, é percorrer o teu caminho para a Verdade e para a Vida, sabendo que nele encontrei a Cruz, ainda que desenhada em contraluz, na claridade da promessa da Ressurreição.

Senhor da Sedução
o que de mais sedutor tem a Tua sedução é a certeza do teu amor. Se me queres seduzir é porque me amas, e isso me bastaria para me entregar e confiar, pois o teu amor é a minha força e a minha esperança. Por isso Te peço, Senhor: não me deixes nunca e ilumina os olhos do meu coração para que eu me deixe seduzir»

Caminhar em direcção à manhã gloriosa e radiante da Páscoa será sempre redescobrir, maravilhados, essa constante e profunda sedução. Sedução de um Deus misericórdia, ternura, salvação...que importará acolher, amar e adorar infinitamente...»

(Pe. António Fernando - V Domingo da Quaresma - 01-04-2001).
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13 março 2010

Nunca decline o sofrimento (4º Domingo da Quaresma)


“Sofrer não importa, só lhe poderá fazer bem: o que é essencial é que você nunca decline o sofrimento. Também não importa que proteste, que se abata, que desanime, que chore e lance clamores: mas renunciar, nunca. Quando nos piores momentos lhe aparecer o tentador e lhe mostrar, em face da sua solidão, a companhia que sempre têm os simples, quando lhe mostrar, em face das suas incertezas, a segurança dos outros, que nunca haja no seu coração nem um leve movimento de ceder: esteja nos seus quarenta dias no deserto e aprenda que esses quarenta dias significam a vida inteira. Pense sempre: como posso eu recusar este dom magnífico do sofrimento? Acharam-me digno de o levar comigo e hei-de pô-lo de parte? Confiaram-me o tesouro do rei e hei-de abandoná-lo, atirá-lo às silvas do caminho? Haja o que houver, suporte; quando não puder ir de pé, vá de joelhos, depois arraste-se, mas avance sempre enquanto possa e nunca largue o tesouro”.

Agostinho da Silva (In: Sete Cartas a Um Jovem Filósofo).

Senhor ajuda-me a seguir-Te até ao Calvário, ajuda-me a acolher todos os que vou encontrando pelo caminho, ajuda-me a abrir o meu coração aos que também me abandonaram e que virão de novo ao meu encontro.
Que eu seja um filho pródigo sempre pronto a regressar à casa do Pai e a pedir perdão com humildade.
Que a alegria inunde o meu coração no acolhimento aos outros meus irmãos na esperança Te encontrar na Páscoa da Tua Resssurreição.
Ailime
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06 março 2010

Tu me sondas, Senhor (3º Domingo da Quaresma)


«Senhor, Tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe
penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos.
Ainda a palavra me não chegou à língua, e Tu, Senhor, já a conheces toda. Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão. Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir.
Para onde me ausentarei do Teu Espírito? Para onde fugirei da Tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a Tua mão, e a Tua destra me susterá.
Se eu digo: as trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite, até as próprias trevas não Te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa.
Pois Tu formaste o meu interior Tu me teceste no seio de minha mãe. Graças Te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as Tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não Te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os Teus olhos me viram a substância ainda informe, e no Teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.
Que preciosos para mim, ó Deus, são os Teus pensamentos! E como é grande a soma deles!»
(Salmo 139:1-17)

Senhor, Tu que tão bem me conheces ajuda-me a ser fiel à Tua Palavra e à Tua Verdade. Ajuda-me a caminhar rectamente pelas Tuas veredas e se eu desobedecer, perdoa-me Senhor!

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28 fevereiro 2010

2º Domingo da Quaresma

«Levando consigo Pedro, João e Tiago, Jesus subiu ao monte para orar. Enquanto orava, modificou-se o aspecto do seu rosto e formou-se uma nuvem que os cobriu. E da nuvem veio uma voz que disse: «Este é o meu Filho predilecto, escutai-o.»
Lc 9,28-36

Neste tempo de Quaresma propicio ao silêncio em nós, Deus “convida-nos” a escutar O Seu Filho muito amado, Jesus, procurando-O através da Sua Palavra fonte da nossa Fé.
Embebidos no Seu Evangelho ousemos ser diferentes: “amar quem nos despreza e perdoar a quem nos insulta”.
Estarei então disposta a renovar-me interiormente de modo a deixar que a mensagem de Jesus encontre eco no meu coração?
E que tenho feito para que tal aconteça?
Será que no meu dia a dia faço pelo menos uma pausa para orar para melhor O escutar?
Sim, Jesus interpela-me e põe-me à prova constantemente nos desafios com que me deparo diariamente.
Assim sendo tenho depositado toda a minha Confiança no Senhor?
Será que Lhe agradeço todas as bênçãos que me tem concedido?
Ajudo os que mais necessitam tanto material como espiritualmente?
Será que estou a saber caminhar a Seu lado até ao Calvário?

Meu Senhor e meu Deus ilumina-me na minha caminhada, em que tantas vezes sou confrontada com alguns espinhos, para que possa abrir cada vez mais o meu coração à conversão e reconciliação para merecer desfrutar da Páscoa da Tua Ressurreição.

Ailime
28.02.2010
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