01 dezembro 2018

1º Domingo do Advento



«A liturgia do primeiro Domingo do Advento convida-nos a equacionar a nossa caminhada pela história à luz da certeza de que “o Senhor vem”. Apresenta também aos crentes indicações concretas acerca da forma devem viver esse tempo de espera.
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A segunda leitura mostra como Deus Se faz presente na história e na vida de uma comunidade crente, através dos dons e carismas que gratuitamente derrama sobre o seu Povo. Sugere também aos crentes que se mantenham atentos e vigilantes, a fim de acolherem os dons de Deus.
O Evangelho convida os discípulos a enfrentar a história com coragem, determinação e esperança, animados pela certeza de que “o Senhor vem”. Ensina, ainda, que esse tempo de espera deve ser um tempo de “vigilância” – isto é, um tempo de compromisso activo e efectivo com a construção do Reino».


1 Cor 1,3-9 
Irmãos:
A graça e a paz vos sejam dadas
da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
Dou graças a Deus, em todo o tempo, a vosso respeito,
pela graça divina que vos foi dada em Cristo Jesus.
Porque fostes enriquecidos em tudo:
em toda a palavra e em todo o conhecimento;
e deste modo, tornou-se firme em vós o testemunho de Cristo.
De facto, já não vos falta nenhum dom da graça,
a vós que esperais a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele vos tornará firmes até ao fim,
para que sejais irrepreensíveis
no dia de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Fiel é Deus, por quem fostes chamados
à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor.


 Salmo 79 (80) 
Refrão: Senhor nosso Deus, fazei-nos voltar, 
mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos.

Pastor de Israel, escutai,
Vós que estais sentado sobre os Querubins, aparecei.
Despertai o vosso poder
e vinde em nosso auxílio.

Deus dos Exércitos, vinde de novo,
olhai dos céus e vede, visitai esta vinha.
Protegei a cepa que a vossa mão direita plantou,
o rebento que fortalecestes para Vós.

Estendei a mão sobre o homem que escolhestes,
sobre o filho do homem que para Vós criastes;
e não mais nos apartaremos de Vós:
fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome.

Evangelho de Marcos 13,33-37
Naquele tempo, 
disse Jesus aos seus discípulos:
“Acautelai-vos e vigiai,
porque não sabeis quando chegará o momento.
Será como um homem que partiu de viagem:
ao deixar a sua casa, deu plenos poderes aos seus servos,
atribuindo a cada um a sua tarefa,
e mandou ao porteiro que vigiasse.
Vigiai, portanto,
visto que não sabeis quando virá o dono da casa:
se à tarde, se à meia-noite,
se ao cantar do galo, se de manhãzinha;
não se dê o caso que, vindo inesperadamente,
vos encontre a dormir.
O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!”


Para a semana que segue
A oportunidade de um novo começo… Devido às nossas numerosas actividades, inclusive na Igreja, a nossa vigilância está muitas vezes ameaçada: falta-nos o tempo para parar, discernir, fazer novas escolhas em ordem a despertar a nossa adesão a Cristo. E se o tempo do Advento nos oferecesse esta oportunidade de um novo começo?…


Desejo-vos um bom domingo
e
Santo Advento
Com o meu abraço na paz de Cristo!
Ailime


28 novembro 2018

Pensamento


Este mundo é tão, tão pequeno - e todos
 os seus habitantes reúnem-se apenas
 durante um fragmento de tempo.
 Seguramente podemos ser amigos. 
Certamente podemos ser bondosos
 uns para os outros.

PAM BROWN, N.1948

24 novembro 2018

Solenidade de Cristo, Rei do Universo


No 34º Domingo do Tempo Comum, celebramos a Solenidade de Jesus Cristo, Rei e Senhor do Universo. A Palavra de Deus que nos é proposta neste último domingo do ano litúrgico convida-nos a tomar consciência da realeza de Jesus; deixa claro, no entanto, que essa realeza não pode ser entendida à maneira dos reis deste mundo: é uma realeza que se concretiza de acordo com uma lógica própria, a lógica de Deus. O Evangelho, especialmente, explica qual é a lógica da realeza de Jesus.
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Na segunda leitura, o autor do Livro do Apocalipse apresenta Jesus como o Senhor
do Tempo e da História, o princípio e o fim de todas as coisas, o “príncipe dos reis da terra”, Aquele que há-de vir “por entre as nuvens” cheio de poder, de glória e de majestade para instaurar um reino definitivo de felicidade, de vida e de paz. É, precisamente, a interpretação cristã dessa figura de “filho de homem” de que falava a primeira leitura.
O Evangelho apresenta-nos, num quadro dramático, Jesus a assumir a sua condição de rei diante de Pontius Pilatus. A cena revela, contudo, que a realeza reivindicada por Jesus não assenta em esquemas de ambição, de poder, de autoridade, de violência, como acontece com os reis da terra. A missão “real” de Jesus é dar “testemunho da verdade”; e concretiza-se no amor, no serviço, no perdão, na partilha, no dom da vida.


Apocalipse 1,5-8 
Jesus Cristo é a Testemunha fiel, 
o Primogénito dos mortos, o Príncipe dos reis da terra. 
Àquele que nos ama e pelo seu sangue nos libertou do pecado  
e fez de nós um reino de sacerdotes para Deus seu Pai, 
a Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amen. Ei-l’O 
 que vem entre as nuvens, e todos os olhos O verão, mesmo aqueles  
que O trespassaram; e por sua causa hão-de lamentar-se todas  
as tribos da terra. Sim. Amen. 
«Eu sou o Alfa e o Ómega», diz o Senhor Deus, 
«Aquele que é, que era e que há-de vir, o Senhor do Universo». 
Salmo 92 (93)
Refrão: O Senhor é rei num trono de luz.
O Senhor é rei, 
revestiu-Se de majestade, 
 revestiu-Se e cingiu-Se de poder. 

Firmou o universo, que não vacilará.  
É firme o vosso trono desde sempre, 
Vós existis desde toda a eternidade.

Os vossos testemunhos são dignos de toda a fé,
 a santidade habita na vossa casa 
por todo o sempre. 

Evangelho de João 18,33b-37
Naquele tempo, 
disse Pilatos a Jesus: 
«Tu és o Rei dos judeus?» Jesus respondeu-lhe: 
«É por ti que o dizes, 
ou foram outros que to disseram de Mim?»  
Disseram-Lhe Pilatos: 
«Porventura eu sou judeu? 
O teu povo e os sumos sacerdotes é que 
 Te entregaram a mim. Que fizeste?» 
Jesus respondeu: 
«O meu reino não é deste mundo. 
 Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam 
para que Eu não fosse entregue aos judeus.  
Mas o meu reino não é daqui». 
Disse-Lhe Pilatos: 
«Então, Tu és Rei?» Jesus respondeu-lhe: 
«É como dizes: sou Rei. 
Para isso nasci e vim ao mundo, 
a fim de dar testemunho da verdade. 
Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz».


PARA A SEMANA QUE SE SEGUE…
Balanço anual… Acabar um ano é também dar graças por tudo aquilo que pudemos viver. Individualmente, em família e em comunidade, fazer o balanço do ano que passou… Recordar alguns momentos concretos do ano litúrgico que marcaram o dinamismo do crescimento da fé, a nível pessoal e comunitário…

 Com o meu abraço na Paz de Cristo. 

21 novembro 2018

Pensamento


O carácter não se desenvolve
na calma e na tranquilidade.
Só a experiência das provações e do sofrimento
é que nos fortalecem, limpam a visão,
estimulem a ambição e nos conduzem ao sucesso.

Hellen Keller (1880-1968

17 novembro 2018

33º Domingo do Tempo Comum


«A liturgia do 33º Domingo do Tempo Comum apresenta-nos, fundamentalmente, um convite à esperança. Convida-nos a confiar nesse Deus libertador, Senhor da história, que tem um projecto de vida definitiva para os homens. Ele vai – dizem os nossos textos – mudar a noite do mundo numa aurora de vida sem fim».

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«No Evangelho, Jesus garante-nos que, num futuro sem data marcada, o mundo velho do egoísmo e do pecado vai cair e que, em seu lugar, Deus vai fazer aparecer um mundo novo, de vida e de felicidade sem fim. Aos seus discípulos, Jesus pede que estejam atentos aos sinais que anunciam essa nova realidade e disponíveis para acolher os projectos, os apelos e os desafios de Deus».



Vigiai e orai em todo o tempo, 
para poderdes comparecer diante do Filho do homem. 

Evangelho de Marcos 13,24-32 

Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Naqueles dias, depois de uma grande aflição,
o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade;
as estrelas cairão do céu
e as forças que há nos céus serão abaladas.
Então, hão-de ver o Filho do homem vir sobre as nuvens,
com grande poder e glória.
Ele mandará os Anjos,
para reunir os seus eleitos dos quatro pontos cardeais,
da extremidade da terra à extremidade do céu.
Aprendei a parábola da figueira:
quando os seus ramos ficam tenros e brotam as folhas,
sabeis que o Verão está próximo.
Assim também, quando virdes acontecer estas coisas,
sabei que o Filho do homem está perto, está mesmo à porta.
Em verdade vos digo:
Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.
Passará o céu e a terra,
mas as minhas palavras não passarão.
Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém os conhece:
nem os Anjos do Céu, nem o Filho;
só o Pai».

Salmo 15 (16)
Refrão: Defendei-me, Senhor: Vós sois o meu refúgio.
Senhor, porção da minha herança e do meu cálice, 
está nas vossas mãos o meu destino. 
O Senhor está sempre na minha presença, 
com Ele a meu lado não vacilarei.

Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta
e até o meu corpo descansa tranquilo.
Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos,
nem deixareis o vosso fiel sofrer a corrupção.

Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,
alegria plena em vossa presença,
delícias eternas à vossa direita.


Bilhete do Evangelho

Para Deus, não há passado nem futuro, há um eterno presente. Quando Jesus fala do seu regresso, coloca-o no hoje da sua Igreja. Eis porque, quando escreve o seu Evangelho, Marcos dirige-se a uma comunidade provada pelas perseguições, sem dúvida tentada pelo desespero, pela dúvida. Trata-se, pois, de redizer que Cristo, vitorioso da morte na manhã de Páscoa, é sempre vitorioso sobre todas as forças do mal. O seu regresso será, então, a manifestação do seu esplendor e do seu poder amoroso sobre as forças da morte. Para reavivar a sua esperança, os crentes são convidados a perscrutar os sinais que fazem ver que o Senhor voltará. A esperança dos cristãos manifesta-se em cada Eucaristia, quando afirmam que Cristo veio, vem e virá.


Com o meu abraço na paz de Cristo.
Ailime

Fonte: Portal dos Sacerdotes Dehonianos
Imagens Google