21 junho 2011

Cântico ao Irmão Sol (Cântico das Criaturas)

Altíssimo, omnipotente, bom Senhor,
teus são o louvor, a glória e a honra e toda bênção.
A ti somente, Altíssimo, são devidos
e homem algum é digno de te mencionar.

Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas,
especialmente meu senhor o irmão sol
que, com luz, ilumina o dia e a nós.
E ele é belo e radiante com grande esplendor:
de ti, Altíssimo, carrega significação.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã luz e as estrelas,
no céu as formaste claras e preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão vento
e pelo ar e nublado e sereno e todo o tempo
pelo qual dás sustento às tuas criaturas.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água
que é muito útil e humilde e preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão fogo
pelo qual iluminas a noite e ele é belo e jucundo e robusto e forte.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã nossa mãe terra
que nos sustenta e governa e produz diversos frutos
com coloridas flores e ervas.

Louvado sejas, meu Senhor, por aqueles
que perdoam por teu amor
e suportam enfermidades e tribulações.
Bem-aventurados aqueles que sustentam a paz
porque por ti, Altíssimo, serão coroados.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã nossa morte corporal
da qual nenhum homem vivente pode escapar.
Infelizes aqueles que morrem em pecado mortal;
bem-aventurados aqueles
que se encontram em tua santíssima vontade
porque a morte segunda não lhes fará mal.

Louvai e bendizei a meu Senhor
e agradecei e servi-o com grande humildade.




São Francisco de Assis
 
Ailime
21.06.201
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19 junho 2011

Solenidade da Santíssima Trindade


"No amor da Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, três pessoas, um só Deus, toda  alma se levante e dê graças ao Senhor!"

Somos hoje convidados a debruçar-nos sobre o mistério central da nossa fé, o mistério da Santíssima Trindade.
Graças ao Espírito Santo, que ajuda a compreender as palavras de Jesus e orienta para a Verdade completa podemos conhecer, por assim dizer, a intimidade do próprio Deus, descobrindo que Ele não é solidão infinita, mas comunhão de luz e de amor, vida doada e recebida num terno diálogo entre o Pai e o Filho, no Espírito Santo.
A Solenidade que hoje celebramos não é, pois, um convite a decifrar o mistério que se esconde por detrás de "um Deus em três pessoas" mas sim o de contemplar o Deus que é amor, que é família, que é comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mistério de amor.

Partilho as leituras deste Domingo para nossa reflexão:

Segunda Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:

Sede alegres, trabalhai pela vossa perfeição,
animai-vos uns aos outros,
tendo os mesmos sentimentos,
vivei em paz.
E o Deus do amor e da paz estará convosco.
Saudai-vos uns aos outros com o ósculo santo.
Todos os santos vos saúdam.
A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus
e a comunhão do Espírito Santo
estejam convosco.
2 Cor 13,11-13


Do Evangelho de S. João 3,16-18):

De facto, Deus amou tanto o mundo, que lhe deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem crê nele não será condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus.

Oração:
Senhor Deus uno e trino dai-me continuamente a vossa graça, a vossa caridade e a vossa comunicação para que no tempo e na eternidade vos ame e glorifique. Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo numa deidade por todos os séculos dos séculos. Amém.


Textos de apoio:
Bíblia Sagrada e Net
Ailime
19.06.2011
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12 junho 2011

Solenidade de Pentecostes

Jesus disse: " Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Paráclito, outro Consolador, para que permaneça convosco eternamente (Jo 14, 16)."
Vinde, Espírito Santo,
enchei os corações dos vossos fiéis
e acendei neles o fogo do vosso amor.

EVANGELHO – Jo 20,19-23
 
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana,
estando fechadas as portas da casa
onde os discípulos se encontravam,
com medo dos judeus,
veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes:
«A paz esteja convosco».
Dito isto, mostrou lhes as mãos e o lado.
Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor.
Jesus disse lhes de novo:
«A paz esteja convosco.
Assim como o Pai Me enviou,
também Eu vos envio a vós».
Dito isto, soprou sobre eles e disse lhes:
«Recebei o Espírito Santo:
àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados;
e àqueles a quem os retiverdes serão retidos».

Bíblia Sagrada
"É o Espírito Santo quem, com suas inspirações, vai dando tom sobrenatural aos nossos pensamentos, desejos e obras. É Ele quem nos impele a aderir à doutrina de Cristo e a assimilá-la com profundidade; quem nos dá luz para tomarmos consciência da nossa vocação pessoal e força para realizarmos tudo o que Deus espera de nós. Se formos dóceis ao Espírito Santo, a imagem de Cristo ir-se-á formando cada vez mais em nós e assim nos iremos aproximando cada dia mais de Deus Pai. Os que são conduzidos pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus."
S. Josémaria Escrivá de Balaguer

Oração:
Espírito Santo, Deus de amor, Concede-me:
Uma inteligência que Te conheça;
Uma angústia que Te procure;
Uma sabedoria que Te encontre;
Uma vida que Te agrade;
Uma perseverança que, enfim, Te possua.
S. Tomás de Aquino

Ailime
11.06.2011
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10 junho 2011

Senhora do Silêncio


Mãe do Silêncio e da Humildade, tu vives perdida e encontrada
no mar sem fundo do Mistério do Senhor.
Tu és disponibilidade e receptividade.
Tu és fecundidade e plenitude.
Tu és atenção e solicitude pelos irmãos.
Estás revestida de fortaleza.

Resplandecem em ti a maturidade humana
e a elegância espiritual.
És senhora de ti mesma antes de ser Nossa Senhora.
Em ti não existe dispersão.

Em um acto de simples e total, tua alma, toda imóvel,
está paralisada e identificada com o Senhor.
Estás em Deus, e Deus em ti.
O Mistério total te envolve
e te penetra e te possui,
ocupa e entrega todo o teu ser.

Parece que em ti tudo ficou parado,
tudo se identificou contigo: o tempo, o espaço,
a palavra, a música, o silêncio, a mulher, Deus.
Tudo ficou assumido em ti, e divinizado.

Jamais se viu figura humana de tamanha doçura,
nem se voltará a ver nesta terra
uma mulher tão inefavelmente evocadora.
Entretanto, teu silênco
não é a ausência mas presença.

Estás abismada no Senhor e, ao mesmo tempo,
atenta aos irmãos, como em Caná.
A comunicação nunca é tão profunda como
quando não se diz nada, e o silêncio
nunca é tão eloquente como quando nada se comunica.

Faze-nos compreender que o silêncio não é
desinteresse pelos irmãos, mas fonte
de energia e de irradiação,
não é encolhimento mas projecção.
Faze-nos compreender que,
para derramar, é preciso preencher-se.

Afoga-se o mundo no mar da dispersão,
e não é possível
amar os irmãos com um coração disperso.
Faze-nos compreender que o apostolado,
sem silêncio, é alienação, e que o silêncio,
sem apostolado, é comodidade.

Envolve-nos em teu manto de silêncio e comunica-nos
a fortaleza de tua FÉ, a altura de tua Esperança
e a profundidade de teu Amor.
Fica com os que ficam e vem com os que partem.
Ó Mãe Admirável do Silêncio!

Autor: Frei Inácio Larrañaga.
(Frei Ignácio Larrañaga (Azpeitia, Espanha, 1928) - o "Profeta da Oração", sacerdote capuchinho, é o fundador das Oficinas de Oração e Vida)

Ailime
10.06.2011
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05 junho 2011

7º Domingo da Páscoa - Ascensão do Senhor


A Festa da Ascensão de Jesus, que hoje celebramos, sugere que, no final do caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, a comunhão com Deus. Sugere também que Jesus nos deixou o testemunho e que somos nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projecto libertador de Deus para os homens e para o mundo.


Leitura dos Actos dos Apóstolos (Actos 1,1-11)


No meu primeiro livro, ó Teófilo,
narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar,
até ao dia em que foi elevado ao Céu,
depois de ter dado, pelo Espírito Santo,
as suas instruções aos Apóstolos que escolhera.
Foi também a eles que, depois da sua paixão,
Se apresentou vivo com muitas provas,
aparecendo lhes durante quarenta dias
e falando lhes do reino de Deus.
Um dia em que estava com eles à mesa,
mandou lhes que não se afastassem de Jerusalém,
mas que esperassem a promessa do Pai,
«do Qual disse Ele Me ouvistes falar.
Na verdade, João baptizou com água;
vos, porém, sereis baptizados no Espírito Santo,
dentro de poucos dias».
Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar:
«Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?»
Ele respondeu lhes:
«Não vos compete saber os tempos ou os momentos
que o Pai determinou com a sua autoridade;
mas recebereis a força do Espírito Santo,
que descerá sobre vós,
e sereis minhas testemunhas
em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria
e até aos confins da terra».
Dito isto, elevou Se à vista deles
e uma nuvem escondeu O a seus olhos.
E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava,
apresentaram se lhes dois homens vestidos de branco,
que disseram:
«Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu?
Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu,
virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».

Senhor dou-Te graças pela Tua presença entre nós.
Peço-te que  em mim se faça a Tua vontade e que em muitos corações principalmente dos mais jovens cresça a vontade de Te Seguirem para que  possam dar testemunho de Teu Filho, Jesus, até ao final dos tempos.
Que assim seja para Glória de Deus Pai!

Texto de apoio:
Bíblia sagrada
Conferência Episcopal Portuguesa, Liturgia
Ailime
05.06.2011
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04 junho 2011

A paz sem vencedor e sem vencidos

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça.
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos


Sophia de Mello Breyner Andresen

Dual (1972)
Ailime, 04.06.2011
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29 maio 2011

6º Domingo da Páscoa

“…o Espírito da verdade... habita convosco e está em vós.” Jo 14, 17


Partilho com todos vós um texto muito belo do Evangelho de S. João que será proclamado neste Domingo em que o Senhor nos oferece mais uma vez a sua complacência, a sua enorme misericórdia de nunca nos deixar sós e nos promete o envio do Espírito Santo, o fio condutor que nos unirá ao Pai, deixando-nos a Sua Paz para nos aquietar até à Sua vinda.


Do Evangelho de S. João 14,15-21


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos.

E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor,

para estar sempre convosco:

o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber,

porque não O vê nem O conhece,

mas que vós conheceis,

porque habita convosco e está em vós.

Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós.

Daqui a pouco o mundo já não Me verá,

mas vós ver-Me-eis, porque Eu vivo e vós vivereis.

Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai

e que vós estais em Mim e Eu em vós.

Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre,

esse realmente Me ama.

E quem Me ama será amado por meu Pai

e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele».


Oração:

«Pai de Jesus Cristo e nosso Pai, nós Te damos graças pela tua presença fiel no teu Povo, primeiro pelo teu Filho, que habitou no meio dos discípulos, em seguida pelo teu Espírito, o Defensor, que habita connosco.
Nós Te pedimos: mantém-nos fiéis à tua Palavra, dá-nos a paz, a tua paz, aquela de que o mundo tem necessidade. O teu Espírito de Paz.»

Textos de apoio: Liturgia Diária,
Agência Ecclesia.
Ailime
29.05.2011
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25 maio 2011

Sonhos de Infinito


Não te resignes nem te conformes
com  o mundo tal como ele é.
Aceita o desafio
de abrir novas portas,
de cruzar novas fronteiras
e de alcançar uma nova imensidão.

Nós somos mais do que um corpo
dentro da pele que nos envolve.
Somos habitados por sonhos de infinito
que engrandecem o nosso coração
e podem mover montanhas
(Pe. Anselm Grun)
Ailime
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25.05.2011