10 novembro 2018

32º Domingo do Tempo Comum


A liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum fala-nos do verdadeiro culto, do culto que devemos prestar a Deus. A Deus não interessam grandes manifestações religiosas ou ritos externos mais ou menos sumptuosos, mas uma atitude permanente de entrega nas suas mãos, de disponibilidade para os seus projetos, de acolhimento generoso dos seus desafios, de generosidade para doarmos a nossa vida em benefício dos nossos irmãos. 
........................
O Evangelho diz, através do exemplo de outra mulher pobre, de outra viúva, qual é o verdadeiro culto que Deus quer dos seus filhos: que eles sejam capazes de Lhe oferecer tudo, numa completa doação, numa pobreza humilde e generosa (que é sempre fecunda), num despojamento de si que brota de um amor sem limites e sem condições. Só os pobres, isto é, aqueles que não têm o coração cheio de si próprios, são capazes de oferecer a Deus o culto verdadeiro que Ele espera.



Evangelho de Marcos 12,38-44 

Naquele tempo, 
Jesus ensinava a multidão, dizendo: 
«Acautelai-vos dos escribas, 
que gostam de exibir longas vestes, 
de receber cumprimentos nas praças, 
de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas 
e os primeiros lugares nos banquetes. 
Devoram as casas das viúvas 
com pretexto de fazerem longas rezas. 
Estes receberão uma sentença mais severa». 
Jesus sentou-Se em frente da arca do tesouro 
a observar como a multidão deixava o dinheiro na caixa. 
Muitos ricos deitavam quantias avultadas. 
Veio uma pobre viúva 
e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante. 
Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: 
«Em verdade vos digo: 
Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. 
Eles deitaram do que lhes sobrava, 
mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, 
tudo o que possuía para viver».


 Salmo 145(146)
Ó minha alma, louva o Senhor. 

Refrão 2: Aleluia. 

O Senhor faz justiça aos oprimidos, 
dá pão aos que têm fome 
e a liberdade aos cativos. 

O Senhor ilumina os olhos do cego, 
o Senhor levanta os abatidos, 
o Senhor ama os justos. 

O Senhor protege os peregrinos, 
ampara o órfão e a viúva 
e entrava o caminho aos pecadores. 

O Senhor reina eternamente; 
o teu Deus, ó Sião, 
é rei por todas as gerações.


Para a semana que segue
A oração silenciosa… Para nos colocarmos sob o olhar de Jesus, tomemos nesta semana tempo para a oração silenciosa. Esta não deve ser “vazia”. É um tempo em que nos pomos na presença do Senhor e em que, depois de algumas palavras de louvor, o silêncio nos ajuda a sentir o olhar amoroso de Cristo. 


Com o meu abraço na paz de Cristo.
Ailime

Fonte: Portal dos Sacerdotes Dehonianos

07 novembro 2018

Recomecemos de novo...


Essas estrelas azuis e vermelhas
cintilam desde toda a eternidade.
Sê como elas :
não te canses de brilhar.
Semeia pelos campos secos
e pelos cumes íngremes a esperança
e a paz, mesmo que os teus olhos
não vejam as espigas douradas.
Os famintos um dia verão.
Caminha. O Senhor será luz
para os teus olhos,
alento para os teus pulmões,
azeite para as tuas feridas,
meta para o teu caminho. Vem.
Recomecemos de novo.


Ignacio Larrañaga
In O Sentido da Vida

03 novembro 2018

31ª Domingo do Tempo Comum

A liturgia do 31° Domingo do Tempo Comum diz-nos que o amor está no centro da experiência cristã. O caminho da fé que, dia a dia, somos convidados a percorrer, resume-se no amor Deus e no amor aos irmãos – duas vertentes que não se excluem, antes se complementam mutuamente. 

.........................
O Evangelho diz-nos, de forma clara e inquestionável, que toda a experiência de fé do discípulo de Jesus se resume no amor – amor a Deus e amor aos irmãos. Os dois mandamentos não podem separar-se: “amar a Deus” é cumprir a sua vontade e estabelecer com os irmãos relações de amor, de solidariedade, de partilha, de serviço, até ao dom total da vida. Tudo o resto é explicação, desenvolvimento, aplicação à vida prática dessas duas coordenadas fundamentais da vida cristã.



 Mc 12,28-34 

Naquele tempo, 

aproximou-se de Jesus um escriba e perguntou-Lhe: 
«Qual é o primeiro de todos os mandamentos?» Jesus respondeu: 
«O primeiro é este:  ‘Escuta, Israel: 
O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus 
com todo o teu coração, com toda a tua alma, 
com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças’. O segundo é este: 
‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. 
Não há nenhum mandamento maior que estes». Disse-Lhe o escriba: 
«Muito bem, Mestre! Tens razão quando dizes: 
Deus é único e não há outro além d’Ele. Amá-l’O com todo o coração, 
com toda a inteligência e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, 
vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios». Ao ver que o escriba dera uma resposta inteligente, Jesus disse-lhe: «Não estás longe do reino de Deus». 
E ninguém mais se atrevia a interrogá-I’O.



 Salmo 17 

Refrão: 

Eu Vos amo, Senhor: 
Vós sois a minha força. 

Eu Vos amo, Senhor, minha força, 
minha fortaleza, meu refúgio e meu libertador, 
meu Deus, auxílio em que ponho a minha confiança,  
meu protector, minha defesa e meu salvador. 

Invoquei o Senhor – louvado seja Ele –  
e fiquei salvo dos meus inimigos. 

Viva o Senhor, bendito seja o meu protetor 
exaltado seja Deus, meu Salvador. 

Senhor, eu Vos louvarei entre os povos 
 e cantarei salmos ao vosso nome. 

O Senhor dá ao seu Rei grandes vitórias 
e usa de bondade para com o seu Ungido.


Para a semana que segue...
Amar com todo o coração. De que valem os nossos “amo-te”? Aproveitemos a interpelação deste domingo para refletir, nesta semana, na sinceridade das nossas palavras e dos nossos sentimentos. Dizer a alguém “amo-te”, é verdadeiramente amá-lo com todo o seu coração, com toda a sua força, sem falhas? 

Com o meu abraço na paz de Cristo.
Ailime

Fonte: Portal dos Sacerdotes Dehonianos
Imagens Google

01 novembro 2018

Dia de Todos os Santos

Hoje veneramos e recordamos todos os santos da Igreja e também todos os irmãos,  que no anonimato e pacatez das suas vidas, se entregaram de alma e coração ao serviço do próximo dando testemunho fiel do seu amor  a Jesus Cristo e se encontram na Glória de Deus Pai.
Partilho com todos vós o Evangelho de hoje em que o Senhor Misericordioso nos consola e dá alento para que não desistamos de caminhar rumo à santidade.

Do Evangelho de São Mateus (5, 1-12a)

As Bem-Aventuranças
(Sermão da Montanha)

«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os piedosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo,disserem todo o mal contra vós.
Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa»».


 Senhor, Tu que nos convidas a ser santos rogo-Te que, a exemplo de todos os santos que hoje veneramos e recordamos que, por sua intercessão, possamos viver na Terra segundo os Teus ensinamentos para que um dia sejamos dignos de alcançar a Tua Glória. Ámen.


Ailime
Imagens Google

31 outubro 2018

Quero pedir-te


Quero pedir-te com quanta força tenho, 
que sejas paciente com tudo o que
no teu coração está por resolver
 e que procures amar as tuas próprias interrogações,
 como  se fossem quartos fechados ou livros escritos
num idioma muito estranho.

Rainer Maria Rilke
(1875-1926)