26 janeiro 2019

3º Domingo do Tempo Comum

A liturgia deste domingo coloca no centro da nossa reflexão a Palavra de Deus: ela é, verdadeiramente, o centro à volta do qual se constrói a experiência cristã. Essa Palavra não é uma doutrina abstracta, para deleite dos intelectuais; mas é, primordialmente, um anúncio libertador que Deus dirige a todos os homens e que incarna em Jesus e nos cristãos.
 Lc 4,18
Evangelho de Lucas 1,1-4;4,14-21 
Já que muitos empreenderam narrar os factos 
que se realizaram entre nós, 
como no-los transmitiram os que, desde o início, 
foram testemunhas oculares e ministros da palavra, 
também eu resolvi, 
depois de ter investigado cuidadosamente tudo desde as origens, 
escrevê-las para ti, ilustre Teófilo, 
para que tenhas conhecimento seguro do que te foi ensinado. 
Naquele tempo, 
Jesus voltou da Galileia, com a força do Espírito, 
e a sua fama propagou-se por toda a região. 
Ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos. 
Foi então a Nazaré, onde Se tinha criado. 
Segundo o seu costume, 
entrou na sinagoga a um sábado 
e levantou-Se para fazer a leitura. 
Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías 
e, ao abrir o livro, 
encontrou a passagem em que estava escrito: 
«O Espírito do Senhor está sobre mim, 
porque Ele me ungiu 
para anunciar a boa nova aos pobres. 
Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos 
e a vista aos cegos, 
a restituir a liberdade aos oprimidos 
e a proclamar o ano da graça do Senhor». 
Depois enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. 
Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. 
Começou então a dizer-lhes: 
«Cumpriu-se hoje mesmo 
esta passagem da Escritura que acabais de ouvir». 


Salmo 18 B (19) 
Refrão: As vossas palavras, Senhor, 
são espírito e vida. 
 
A lei do Senhor é perfeita 
ela reconforta a alma; 
as ordens do Senhor são firmes, 
dão sabedoria aos simples. 

Os preceitos do Senhor são rectos 
e alegram o coração; 
os mandamentos do Senhor são claros 
e iluminam os olhos. 

O temor do Senhor é puro 
e permanece eternamente; 
os juízos do Senhor são verdadeiros, 
todos eles são retos. 

Aceitai as palavras da minha boca 
e os pensamentos do meu coração 
estejam na vossa presença: 
Vós, Senhor, sois o meu amparo e redentor.


Palavras para o caminho  
• No final da celebração, “comemos” verdadeiramente as palavras do salmista? Neste domingo da Palavra de Deus, antes de retomar o caminho para as nossas casas, escutemos ainda como o salmista canta Deus que fala ao seu povo: «A lei do Senhor é perfeita, ela reconforta a alma; as ordens do Senhor são firmes, dão sabedoria aos simples. Os preceitos do Senhor são rectos e alegram o coração; os mandamentos do Senhor são claros e iluminam os olhos». A Palavra que recebemos é uma palavra que alegra e que ilumina. É uma canção, uma lâmpada. Que ela nos acompanhe em cada instante ao longo da semana… 
• Descobrir o outro… nesta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Ao longo desta semana, reservar tempo para melhor conhecer o outro, aquele que é diferente de mim na fé: ler um artigo de imprensa, ouvir uma conferência, escutar um programa de rádio, participar num encontro organizado localmente; enfim, procurar fazer o esforço em descobrir a fé e o pensamento de um cristão de outra confissão.


Com o meu abraço 
na paz de Cristo!
Ailime

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23 janeiro 2019

Reflexão

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Se tratarmos as árvores feridas
com óleo de ternura,
na próxima primavera
as romãzeiras florescerão,
as espigas amadurecerão e os
 cachos de uvas brilharão ao sol. 

Ignacio de Larrañaga

in O Sentido da Vida
(Orações e reflexões para cada dia do ano)

19 janeiro 2019

2º Domingo do tempo comum

«A liturgia de hoje apresenta a imagem do casamento como imagem que exprime de forma privilegiada a relação de amor que Deus (o marido) estabeleceu com o seu Povo (a esposa). A questão fundamental é, portanto, a revelação do amor de Deus».

Da 1ª Leitura
Isaías 62,1-5

«Os povos hão-de ver a tua justiça
e todos os reis a tua glória».
 Salmo 95 (96)
Refrão: Anunciai em todos os povos as maravilhas do Senhor.
Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira,
cantai ao Senhor, bendizei o seu nome.

Anunciai dia a dia a sua salvação,
publicai entre as nações a sua glória,
em todos os povos as suas maravilhas.

Dai, ó Senhor, ó família dos povos,
dai ao Senhor glória e poder,
dai ao Senhor a glória do seu nome.

Adorai o senhor com ornamentos sagrados,
trema diante d’Ele a terra inteira;
dizei entre as nações: «O Senhor é Rei»,
governa os povos com equidade.


Da 2ª Leitura 1 Coríntios 12,4-11 
«Há diversidade de dons espirituais, 
mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade 
de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. 
 diversidade de operações,
mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos.
Em cada um se manifestam os dons do Espírito
 para o bem comum».

Evangelho de João 2, 1-11
Naquele tempo, 
realizou-se um casamento em Caná da Galileia 
e estava lá a Mãe de Jesus. 
Jesus e os seus discípulos 
foram também convidados para o casamento. 
A certa altura faltou o vinho. 
Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: 
«Não têm vinho». 
Jesus respondeu-Lhe: 
«Mulher, que temos nós com isso? 
Ainda não chegou a minha hora». 
Sua Mãe disse aos serventes: 
«Fazei tudo o que Ele vos disser». 
Havia ali seis talhas de pedra, 
destinadas à purificação dos judeus, 
levando cada uma de duas a três medidas. 
Disse-lhes Jesus: 
«Enchei essas talhas de água». 
Eles encheram-nas até acima. 
Depois disse-lhes: 
«Tirai agora e levai ao chefe de mesa». 
E eles levaram. 
Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho, 
– ele não sabia de onde viera, 
pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam – 
chamou o noivo e disse-lhe: 
«Toda a gente serve primeiro o vinho bom 
e, depois de os convidados terem bebido bem, 
serve o inferior. 
Mas tu guardaste o vinho bom até agora». 
Foi assim que, em Caná da Galileia, 
Jesus deu início aos seus milagres. 
Manifestou a sua glória 
e os discípulos acreditaram n’Ele. 


 Palavras para o caminho
«Na segunda leitura, São Paulo fala do mesmo Espírito, do mesmo Senhor, do mesmo Deus que realiza tudo em todos: os nossos dons são-nos oferecidos. O mesmo e único Espírito distribui os seus dons a cada um, segundo a sua livre vontade. No uso que fazemos dos nossos dons, procuremos a humildade: sobretudo não desprezemos aqueles que receberam, pelo menos aparentemente, dons menos vistosos ou menos impressionantes! Deus age à sua maneira, que não é a nossa. Geralmente, estamos habituados a olhar o outro à nossa maneira e não à maneira de Deus, a ver quase só os seus defeitos e não os seus dons. Ao longo da semana, procuremos valorizar o dom que o irmão é para nós, em particular, aqueles com quem nos encontramos em casa, na comunidade, no trabalho, no estudo…».


Com o meu abraço na paz de Cristo.
Ailime
Imagens Google

17 janeiro 2019

A bondade


A bondade em palavras cria confiança; a bondade em pensamento cria profundidade; a bondade em dádiva cria amor.
Lao-Tsé

14 janeiro 2019

A arte de saber


Dizem que a paciência é a arte de
esperar. Prefiro pensar que é a arte de
saber, porque o que se sabe espera-se.
A arte de saber é aceitar com paz
que somos essencialmente limitados,
que queremos muito e podemos pouco,
que com grandes esforços vamos
conseguir pequenos resultados.
Eis aqui, pois, a sabedoria:
saber e aceitar desde logo que 
a realidade é assim, sem se deixar
abater por complexos de culpa
ou sentimentos de tristeza
ao comprovar o pouco que podemos,
quão baixo voamos comparados 
com a altura de Jesus!
De outro modo, as ilusões,
pela via da desilusão,
conduzir-nos-ão à frustração.

Ignacio Larrañaga
in O Sentido da Vida
(Orações e reflexões para cada dia do ano)