22 setembro 2015

Tu és a minha rocha

Senhor

Tu és a minha rocha e a minha âncora.
Em ti estão mergulhadas as minhas 
raízes. Em teus mananciais  beberemos
águas de vida eterna. Em teus braços,
cálidos e poderosos, dormiremos
enquanto durar a tempestade.
Tu encherás de luz os nossos horizontes,
de segurança os nossos passos.
de sentido os nossos dias.
Tu serás o farol e a a estrela,
a bússola e a âncora,
durante a travessia da nossa vida.

Ignacio de Larrañaga
In O Sentido da vida

19 setembro 2015

Dia do Senhor

«A liturgia do 25º Domingo do Comum convida os crentes a prescindir da “sabedoria do mundo” e a escolher a “sabedoria de Deus”. Só a “sabedoria de Deus” – dizem os textos bíblicos deste domingo – possibilitará ao homem o acesso à vida plena, à felicidade sem fim».

Como habitualmente partilho algumas leituras:

Epístola de são Tiago 3,16-4,3
Caríssimos:
Onde há inveja e rivalidade,
também há desordem e toda a espécie de más acções.
Mas a sabedoria que vem do alto
é pura, pacífica, compreensiva e generosa,
cheia de misericórdia e de boas obras,
imparcial e sem hipocrisia.
O fruto da justiça semeia-se na paz
para aqueles que praticam a paz.
De onde vêm as guerras?
De onde procedem os conflitos entre vós?
Não é precisamente das paixões que lutam nos vossos membros?
Cobiçais e nada conseguis: então assassinais.
Sois invejosos e não podeis obter nada:
então entrais em conflitos e guerras.
Nada tendes, porque nada pedis.
Pedis e não recebeis, porque pedis mal,
pois o que pedis é para satisfazer as vossas paixões.



 Evangelho de Marcos 9,30-37
Jesus e os seus discípulos caminhavam através da Galileia,
mas Ele não queria que ninguém o soubesse;
porque ensinava os discípulos, dizendo-lhes:
«O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens
e eles vão matá-l’O;
mas Ele, três dias depois de morto, ressuscitará».
Os discípulos não compreendiam aquelas palavras
e tinham medo de O interrogar.
Quando chegaram a Cafarnaum e já estavam em casa,
Jesus perguntou-lhes:
«Que discutíeis no caminho?»
Eles ficaram calados,
porque tinham discutido uns com os outros
sobre qual deles era o maior.
Então, Jesus sentou-Se, chamou os Doze e disse-lhes:
«Quem quiser ser o primeiro será o último de todos
e o servo de todos».
E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles,
abraçou-a e disse-lhes:
«Quem receber uma destas crianças em meu nome
é a Mim que recebe;
e quem Me receber
não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou».

Salmo 53 (54)

O Senhor sustenta a minha vida.

Senhor, salvai-me pelo vosso nome,
pelo vosso poder fazei-me justiça.
Senhor, ouvi a minha oração,
atendei às palavras da minha boca.


Levantaram-se contra mim os arrogantes
e os violentos atentaram contra a minha vida.
Não têm a Deus na sua presença.


Deus vem em meu auxílio,
o Senhor sustenta a minha vida.
De bom grado oferecerei sacrifícios,
cantarei a glória do vosso nome, Senhor.


Oração:

Pai, reconhecendo o quanto me custa ser fiel ao projecto do Reino, peço-lhe a graça de ser fiel até o fim, perseverando no compromisso assumido contigo. 

Desejo a todos um bom domingo,
Muita paz nos vossos corações.
Abraço em Cristo.
Ailime

Fonte: Portal dos Sacerdotes Dehonianos
e Portal Paulinas (oração)

17 setembro 2015

Pegadas na Areia

"...Deus disse: 'Nunca vos deixarei; nunca vos abandonarei.' " Hebreus 13:5


Uma noite eu tive um sonho. 
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor
e através do Céu passavam cenas da minha vida.

Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados
dois pares de pegadas na areia;
um era meu e o outro do Senhor.

Quando a última cena da minha vida passou
diante de nós, olhei para trás, para as pegadas
na areia e notei que muitas vezes no caminho
da minha vida havia apenas um par de pegadas na areia.

Notei também, que isso aconteceu nos momentos
mais difíceis e angustiosos do meu viver.

Isso entristeceu-me deveras e perguntei
então ao Senhor:

"- Senhor, Tu disseste-me que, uma vez
que resolvi seguir-Te, andarias sempre
comigo todo o caminho mas notei
que durante as maiores atribulações do meu viver
havia na areia dos caminhos da vida,
apenas um par de pegadas.
Não compreendo,
porque nas horas em que mais necessitava de Ti,
Tu me deixaste.

O Senhor respondeu-me:

" - Meu precioso filho,
Eu te amo
e jamais te deixaria nas horas da tua provação
e do teu sofrimento.
Quando viste na areia apenas um par
de pegadas foi exatamente aí que EU,
nos braços...
Te carreguei”.

Margaret Fishback Powers



12 setembro 2015

A Palavra

«A liturgia do 24º Domingo do Tempo Comum diz-nos que o caminho da realização plena do homem passa pela obediência aos projectos de Deus e pelo dom total da vida aos irmãos. Ao contrário do que o mundo pensa, esse caminho não conduz ao fracasso, mas à vida verdadeira, à realização plena do homem».

Evangelho de Mc 8,27-35

Jesus e seus discípulos partiram para os povoados de Cesareia de Filipe. No caminho, ele perguntou aos discípulos: “Quem dizem as pessoas que eu sou?”. Eles responderam: “Uns dizem João Batista; outros, Elias; outros ainda, um dos profetas”. Jesus, então, perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”. Pedro respondeu: “Tu és o Cristo”. E Jesus os advertiu para que não contassem isso a ninguém. E começou a ensinar-lhes que era necessário o Filho do Homem sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, sumos sacerdotes e escribas, ser morto e, depois de três dias, ressuscitar. Falava isso abertamente. Então, Pedro, chamando-o de lado, começou a censurá-lo. Jesus, porém, voltou-se e, vendo os seus discípulos, repreendeu Pedro, dizendo: “Vai para trás de mim, satanás! Pois não tens em mente as coisas de Deus, e sim, as dos homens!”. Chamou, então, a multidão, juntamente com os discípulos, e disse-lhes: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me!”. Pois quem quiser salvar sua vida a perderá; mas quem perder sua vida por causa de mim e do Evangelho, a salvará.

Salmo 114 (115)

Caminharei na terra dos vivos na presença do Senhor.

Amo o senhor,
porque ouviu a voz da minha súplica.
Ele me atendeu
no dia em que O invoquei.

Apertaram-me os laços da morte,
caíram sobre mim as angústias do além, vi-me na aflição e na dor.
Então invoquei o Senhor:
«Senhor, salvai a minha alma».

Justo e compassivo é o Senhor,
o nosso Deus é misericordioso.
O Senhor guarda os simples:
estava sem forças e o Senhor salvou-me.

Livrou da morte a minha alma,
das lágrimas os meus olhos, da queda os meus pés.
Andarei na presença do Senhor,
sobre a terra dos vivos.
 Prece
 Senhor, que a luz que irradia de Ti me direccione sempre no cumprimento da Tua Palavra no serviço  e atenção que possa dispensar sem reservas a quantos me rodeiam.


Desejo a todos um bom domingo.
O meu abraço na paz de Cristo.
Ailime
 Fonte: Portal dos sacerdotes Dehonianos

06 setembro 2015

Dia do Senhor

«A liturgia do 23º Domingo do Tempo Comum fala-nos de um Deus comprometido com a vida e a felicidade do homem, continuamente apostado em renovar, em transformar, em recriar o homem, de modo a fazê-lo atingir a vida plena do Homem Novo».


Isaías 35,4-7a
Dizei aos corações perturbados:
«Tende coragem, não temais.
Aí está o vosso Deus;
vem para fazer justiça e dar a recompensa;
Ele próprio vem salvar-nos».
Então se abrirão os olhos dos cegos
e se desimpedirão os ouvidos dos surdos.
Então o coxo saltará como um veado
e a língua do mudo cantará de alegria.
As águas brotarão no deserto
e as torrentes na aridez da planície;
a terra seca transformar-se-á em lago
e a terra árida em nascentes de água.


 Salmo 145 (146)

Ó minha alma, louva o Senhor.

O Senhor faz justiça aos oprimidos,
dá pão aos que têm fome
e a liberdade aos cativos.


O Senhor ilumina os olhos dos cegos,
o Senhor levanta os abatidos,
o Senhor ama os justos.


O Senhor protege os peregrinos,
ampara o órfão e a viúva
e entrava o caminho aos pecadores.


O Senhor reina eternamente;
o teu Deus, ó Sião,
é rei por todas as gerações.

O meu abraço na paz de Cristo.
Bom domingo a todos.
Ailime

Fonte: Portal dos Sac. Dehonianos.

24 agosto 2015

Confiança Virtual

 Com muita alegria e gratidão pelo honroso convite participo na festa do 6º Aniversário do Espiritual-Idade da querida amiga Rosélia.


Confiança virtual
é ter fé e acreditar
que em todos os cantos do mundo
há sempre alguém com quem temos empatia,
que nos ajuda a olhar para dentro de nós
encurtando distâncias pelos laços do coração.
Nada acontece por acaso. 
Deus achou por bem que fosse esta a forma 
de nos conhecermos, amando-O
em cada outro como Ele nos ensinou. 

Para a Rosélia  com o meu carinho.
Com esta pequena participação quero deixar os meus Parabéns a Rosélia pelo 6º Aniversário do seu Espiritual-Idade que tantos frutos tem dado, aproveitando para lhe agradecer a sua amizade e a confiança que tem depositado em mim nos desafios propostos. Têm sido momentos muito importantes para o meu crescimento pessoal e espiritual.
Que Deus continue a abençoá-la e que o Espiritual Idade continue o seu percurso imbuído da força do Espírito Santo.
Com um abraço fraterno.
 Ailime
P.S. Conforme informei no "post"  anterior encontro-me ausente e com acesso limitado à Net, pelo que oportunamente corresponderei às vossas visitas.

12 agosto 2015

Descanso em Deus


Há momentos nas nossas vidas em que se torna necessário parar um pouco, descansar também dos afazeres profissionais ou outros para retemperar forças, ganhar um novo ânimo para recomeçarmos em pleno as nossas actividades sejam elas quais forem.

As férias, por que todos ambicionamos e todos merecemos estão a transformar-se num tempo vivido cada vez com maior ansiedade, em correrias desmedidas e por vezes regressamos mais cansados do que quando partimos.

Nos tempos que correm tudo é muito rápido e vive-se com muita pressa, com grande avidez como se tentássemos dominar o tempo esquecendo-nos, muitas vezes, do essencial.

Este tempo em que rodeados pela família que amamos ou visitando outros familiares distantes, em que nos deliciamos com o sol e o mar ou repousamos em campos frondosos de águas frescas ou simplesmente ficamos em nossas casas deve ser também um tempo de descanso em Deus.

Será que já tínhamos pensado nisto?

Há uns anos atrás um sacerdote que esteve na minha paróquia lembrava-nos sempre, neste tempo de verão, para não nos esquecermos de levar Deus connosco para férias.

E como isto é importante na minha vida, como pode ser precioso na vida de todos nós.

Lembrou-me disto mesmo uma amiga num e-mail que me enviou com um texto de Margarida Alvim, Fundação Evangelização e Culturas, do qual retirei os excertos que abaixo partilho com todos vós:

“Vá para fora cá dentro!”, ouvimos nos anúncios de promoção do turismo em Portugal. Em tempo de crise, esta é capaz de ser mesmo uma grande oportunidade de passear mais no nosso país, de descobrir toda a sua beleza, por vezes ali mesmo ao virar da esquina. Oportunidade para valorizar a serenidade de dias com tempo, sem pressas.”

E continua noutra passagem:

“Vá para fora por dentro!”, este poderia ser o mote para umas férias de fundo, em que a paragem exterior é acompanhada por uma renovação interior. Fazer silêncio e ir abrandando os motores, deixando a poeira assentar, deixando vir ao de cima tudo o que vai ficando abafado com o imediato do dia a dia. Ordenar a vida, arrumar “a casa”, perceber o que me tem vindo a cansar ao longo do ano, perceber onde me encontro, onde descanso, onde me sinto em paz, e onde me sinto dividido. Dar tempo às limpezas internas, deixando o sol entrar bem por todos os poros. Isto sim: é descansar.”

E mais adiante,

“Encarar as férias como tempo para voltar ao essencial faz com que a nossa atenção fique mais desperta, a nossa sensibilidade mais apurada. Tudo passa a ocupar o lugar que lhe é devido e ficamos mais preparados para viver cada dia agradecidos, enfrentando com mais força as dificuldades que vão surgindo. O regresso ao dia a dia e ao trabalho será mais suave e com mais sentido.”

Conclui:

“É o Senhor que nos diz “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mt 11, 25-30). Pois é isso mesmo, aqui está um bom convite para estas férias!”

Para todos os amigos e para quem também passa em silêncio informo que durante algum tempo vou estar ausente deste espaço deixando um abraço para todos e desejando que o Senhor esteja sempre presente na vida de todos nós.


Até breve.
Ailime
Imagens Google
(Texto reposto)

09 agosto 2015

"Eu sou o pão vivo que desceu do Céu."

A minha partilha deste fim de semana:

«A liturgia do 19º Domingo do Tempo Comum dá-nos conta, uma vez mais, da preocupação de Deus em oferecer aos homens o “pão” da vida plena e definitiva. Por outro lado, convida os homens a prescindirem do orgulho e da auto-suficiência e a acolherem, com reconhecimento e gratidão, os dons de Deus.»

Ef 4,30-5,2
«Não contristeis o Espírito Santo de Deus,
que vos assinalou para o dia da redenção.
Seja eliminado do meio de vós
tudo o que é azedume, irritação, cólera, insulto, maledicência
e toda a espécie de maldade.
Sede bondosos e compassivos uns para com os outros
e perdoai-vos mutuamente,
como Deus também vos perdoou em Cristo.
Sede imitadores de Deus, como filhos muito amados.
Caminhai na caridade, a exemplo de Cristo,
que nos amou e Se entregou por nós,
oferecendo-Se como vítima agradável a Deus».


Jo 6,41-51
Naquele tempo,
os judeus murmuravam de Jesus, por Ele ter dito:
«Eu sou o pão que desceu do Céu».
E diziam: «Não é ele Jesus, o filho de José?
Não conhecemos o seu pai e a sua mãe?
Como é que Ele diz agora: ‘Eu desci do Céu’?»
Jesus respondeu-lhes:
«Não murmureis entre vós.
Ninguém pode vir a Mim,
se o Pai, que Me enviou, não o trouxer;
e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia.
Está escrito no livro dos Profetas:
‘Serão todos instruídos por Deus’.
Todo aquele que ouve o Pai e recebe o seu ensino
vem a Mim.
Não porque alguém tenha visto o Pai;
só Aquele que vem de junto de Deus viu o Pai.
Em verdade, em verdade vos digo:
Quem acredita tem a vida eterna.
Eu sou o pão da vida.
No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram.
Mas este pão é o que desce do Céu
para que não morra quem dele comer.
Eu sou o pão vivo que desceu do Céu.
Quem comer deste pão viverá eternamente.
E o pão que Eu hei-de dar é a minha carne,
que Eu darei pela vida do mundo».

Salmo 33 (34)
 Saboreai e vede como o Senhor é bom.

A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.


Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.


Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.


O Anjo do Senhor protege os que O temem
e defende-os dos perigos.
Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que n’Ele se refugia.

Desejo-vos um bom domingo.
O meu abraço em Cristo.
Ailime

Fonte: Portal dos Sac. Dehonianos