29 setembro 2018

26º Domingo do Tempo Comum

A liturgia do 26º Domingo do Tempo Comum apresenta várias sugestões para que os crentes possam purificar a sua opção e integrar, de forma plena e total, a comunidade do Reino. Uma das sugestões mais importantes (que a primeira leitura apresenta e que o Evangelho recupera) é a de que os crentes não pretendam ter o exclusivo do bem e da verdade, mas sejam capazes de reconhecer e aceitar a presença e a ação do Espírito de Deus através de tantas pessoas boas que não pertencem à instituição Igreja, mas que são sinais vivos do amor de Deus no meio do mundo.



Evangelho de Marcos 9,38-43.45-47-48 

Naquele tempo, 
João disse a Jesus: 
«Mestre, 
nós vimos um homem a expulsar os demónios em teu nome 
e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco». 
Jesus respondeu: 
«Não o proibais; 
porque ninguém pode fazer um milagre em meu nome 
e depois dizer mal de Mim. 
Quem não é contra nós é por nós. 
Quem vos der a beber um copo de água, por serdes de Cristo, 
em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa. 
Se alguém escandalizar algum destes pequeninos 
que crêem em Mim, 
melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço 
uma dessas mós movidas pró um jumento 
e o lançassem ao mar. 
Se a tua mão é para ti ocasião de escândalo, corta-a; 
porque é melhor entrar mutilado na vida 
do que ter as duas mãos e ir para a Geena, 
para esse fogo que não se apaga. 
E se o teu pé é para ti ocasião de escândalo, corta-o; 
porque é melhor entrar coxo na vida 
do que ter os dois pés e ser lançado na Geena. 
E se um dos teus olhos é para ti ocasião de escândalo, 
deita-o fora; 
porque é melhor entrar no reino de Deus só com um dos olhos 
do que ter os dois olhos e ser lançado na Geena, 
onde o verme não morre e o fogo não se apaga».


Salmo 18 (19) 

Refrão: Os preceitos do Senhor alegram o coração. 

A lei do Senhor é perfeita, 
ela reconforta a alma. 
As ordens do Senhor são firmes, 
dão sabedoria aos simples. 

O temor do Senhor é puro 
e permanece eternamente; 
Os juízos do Senhor são verdadeiros, 
todos eles são retos. 

Embora o vosso servo se deixe guiar por eles 
e os observe com cuidado, 
quem pode, entretanto, reconhecer os seus erros? 
Purificai-me dos que me são ocultos. 

Preservai também do orgulho o vosso servo, 
para que não tenha poder algum sobre mim: 
então serei irrepreensível 
e imune de culpa grave.



PARA A SEMANA QUE SE SEGUE… 
Com Maria, humilde serva… Para nos ajudar a amar sem orgulho, em quase início de mês de Outubro, mês do Rosário: peçamos o apoio e a intercessão de Maria. Ela que foi a humilde serva do Senhor, pode ensinar-nos a humildade, o serviço, a disponibilidade, o amor.


Com o meu abraço na paz de Cristo.

Fonte: Portal dos Sacerdotes Dehonianos

22 setembro 2018

25º Domingo do Tempo Comum


A liturgia do 25º Domingo do Tempo Comum convida os crentes a prescindir da “sabedoria do mundo” e a escolher a “sabedoria de Deus”. Só a “sabedoria de Deus” – dizem os textos bíblicos deste domingo – possibilitará ao homem o acesso à vida plena, à felicidade sem fim. 
O Evangelho apresenta-nos uma história de confronto entre a “sabedoria de Deus” e a “sabedoria do mundo”. Jesus, imbuído da lógica de Deus, está disposto a aceitar o projecto do Pai e a fazer da sua vida um dom de amor aos homens; os discípulos, imbuídos da lógica do mundo, não têm dificuldade em entender essa opção e em comprometer-se com esse projeto. Jesus avisa-os, contudo, de que só há lugar na comunidade cristã para quem escuta os desafios de Deus e aceita fazer da vida um serviço aos irmãos, particularmente aos humildes, aos pequenos, aos pobres.



Evangelho de Marcos 9,30-37 

Naquele tempo, 
Jesus e os seus discípulos caminhavam através da Galileia, 
mas Ele não queria que ninguém o soubesse; 
porque ensinava os discípulos, dizendo-lhes: 
«O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens 
e eles vão matá-l’O; 
mas Ele, três dias depois de morto, ressuscitará». 
Os discípulos não compreendiam aquelas palavras 
e tinham medo de O interrogar. 
Quando chegaram a Cafarnaum e já estavam em casa, 
Jesus perguntou-lhes: 
«Que discutíeis no caminho?» 
Eles ficaram calados, 
porque tinham discutido uns com os outros 
sobre qual deles era o maior. 
Então, Jesus sentou-Se, chamou os Doze e disse-lhes: 
«Quem quiser ser o primeiro será o último de todos 
e o servo de todos». 
E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles, 
abraçou-a e disse-lhes: 
«Quem receber uma destas crianças em meu nome 
é a Mim que recebe; 
e quem Me receber 
não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou».



Salmo 53 (54) 
Refrão: O Senhor sustenta a minha vida. 

Senhor, salvai-me pelo vosso nome, 
pelo vosso poder fazei-me justiça. 
Senhor, ouvi a minha oração, 
atendei às palavras da minha boca. 

Levantaram-se contra mim os arrogantes 
e os violentos atentaram contra a minha vida. 
Não têm a Deus na sua presença. 

Deus vem em meu auxílio, 
o Senhor sustenta a minha vida. 
De bom grado oferecerei sacrifícios, 
cantarei a glória do vosso nome, Senhor.


PARA A SEMANA QUE SE SEGUE… Fazer o ponto da situação… É-nos dada a ocasião, nesta semana, para fazer o ponto sobre os nossos valores, sobre o que é importante para nós na vida: o que conta verdadeiramente para mim? A segunda leitura e o Evangelho podem ajudar-nos a refletir nisso. Tomar o tempo para se questionar simplesmente, em verdade, diante do Senhor: no fundo, o que é que eu procuro, o que espero da vida?


 Com o meu abraço na paz de Cristo.
Ailime

Fonte: Portal dos Sacerdotes Dehonianos.
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