14 maio 2022

5º Domingo da Páscoa (Ano C)

A minha partilha deste fim de semana - 6º Domingo da Páscoa:

O  tema  fundamental  da  liturgia  deste  domingo  é  o  do  amor:  o  que  identifica  os seguidores de Jesus é a capacidade de amar até ao dom total da vida.

No Evangelho, Jesus despede-Se dos seus discípulos e deixa-lhes em testamento o “mandamento novo”: “amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”. É nessa entrega radical da vida que se cumpre a vocação cristã e que se dá testemunho no mundo do amor materno e paterno de Deus.

Referências Bíblicas
 Actos dos Apóstolos 14,21b-27
Salmo 144
Apocalipse 21,1-5a
Evangelho de João 13,31-33a.34-35



Salmo 144

Refrão 1:     Louvarei para sempre o vosso nome, 
Senhor, meu Deus e meu Rei.
Refrão 2:    Aleluia.
O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade.
O Senhor é bom para com todos
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

Graças Vos deem, Senhor, todas as criaturas e bendigam-Vos os vossos fiéis.
Proclamem a glória do vosso reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos.

Para darem a conhecer aos homens o vosso poder, a glória e o esplendor do vosso reino.
O vosso reino é um reino eterno,
o vosso domínio estende-se por todas as gerações.


Evangelho de João 13,31-33a.34-35

Quando Judas saiu do cenáculo, 
disse Jesus aos seus discípulos:
«Agora foi glorificado o Filho do homem
e Deus glorificado n’Ele.
Se Deus foi glorificado n’Ele,
Deus também O glorificará em Si mesmo
 e glorificá-l’O-á sem demora.
Meus filhos, é por pouco tempo
 que ainda estou convosco. 
Dou-vos um mandamento novo:
que vos ameis uns aos outros. 
Como Eu vos amei,
amai-vos também uns aos outros.
Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos:
se vos amardes uns aos outros».

(O amor (igual ao de Jesus) que os discípulos manifestam  entre si será visível para todos  os  homens  (vers.  35).  Esse  será  o distintivo  da  comunidade  de  Jesus.  Os discípulos de Jesus não são os depositários de uma doutrina ou de uma ideologia, ou os observantes de leis, ou os fiéis cumpridores de ritos; mas são aqueles que, pelo amor que partilham, vão ser um sinal vivo do Deus que ama. Pelo amor, eles serão no mundo sinal do Pai.).


Palavras para o caminho
«Como Eu vos amei”. Exigência deste “como”… porque Jesus não fingiu amar-nos! No caminho desta semana, vou encontrar homens, mulheres, jovens, crianças…  Como vou  amá-los  “como  Jesus”?  Isto  é, sem  fingimentos,  gratuitamente,  sinceramente, dando-me a eles com o melhor de mim mesmo… A nossa vida de batizados deve ser  sinal no meio da descrença e da indiferença do mundo. Segundo o amor que teremos uns para com os outros… todos verão que somos discípulos de Cristo!



Desejo-vos um bom domingo e
continuação de santa Páscoa.
Com o meu abraço na Paz de Cristo Ressuscitado.

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12 maio 2022

Oração


 Maria, envolve-nos no manto

do teu silêncio, e comunica-nos

a fortaleza da tua Fé,

a altura da tua Esperança

e a profundidade do teu Amor.

Ámen

Ignacio Larrañaga

In O Sentido da Vida

Orações e reflexões
 para cada dia do ano


09 maio 2022

Reflexão do dia




 Dizem que a paciência é a arte de

esperar. Prefiro pensar que á a arte de

saber, porque o que se sabe espera-se.

A arte de saber é aceitar com paz

que somos essencialmente limitados,

que queremos muito e podemos pouco,

que com grandes esforços vamos

conseguir pequenos resultados.

Eis aqui, pois, a sabedoria:

saber e aceitar desde logo que

a realidade é assim, sem se deixar 

abater por complexos de culpa

ou sentimentos de tristeza

ao comprovar o pouco que podemos, 

quão baixo voamos comparados

com a altura de Jesus!

De outro modo, as ilusões,

pela via da desilusão,

conduzir-nos-ão à frustração.


Ignacio  Larrañaga

In O Sentido da Vida

Orações e reflexões
para cada dia do ano

07 maio 2022

4º Domingo da Páscoa (Ano C)

 A minha partilha deste 4º Domingo da Páscoa:

O 4º Domingo do Tempo Pascal é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como Bom Pastor. É, portanto, este o tema central que a Palavra de Deus hoje nos propõe.

O Evangelho apresenta Cristo como o Bom Pastor, cuja missão é trazer a vida plena às ovelhas do seu rebanho; as ovelhas, por sua vez, são convidadas a escutar o Pastor, a acolher a sua proposta e a segui-l’O. É dessa forma que encontrarão a vida em plenitude.

Referências Bíblicas
Actos dos Apóstolos 13,14.43-52
Salmo 99 (100)
Apocalipse 7,9.14b-17
Evangelho de João 10,27-30



Salmo 99 (100)

Refrão 1: Nós somos o povo de Deus,
somos as ovelhas do seu rebanho.

Refrão 2: Nós somos o povo do Senhor;
Ele é o nosso alimento.

Refrão 3: Aleluia.

Aclamai o Senhor, terra inteira,
servi o Senhor com alegria,
vinde a Ele com cânticos de júbilo.

Sabei que o Senhor é Deus,
Ele nos fez, a Ele pertencemos,
somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

O Senhor é bom,
eterna é a sua misericórdia,
a sua fidelidade estende-se de geração em geração.


Evangelho de  São João 10,27-30

Naquele tempo, disse Jesus:

«As minhas ovelhas escutam a minha voz.

Eu conheço

as minhas ovelhas e elas seguem-Me.

Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão-de perecer

e ninguém as arrebatará da minha mão.

Meu Pai, que Mas deu, é maior do que todos

e ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai.

Eu e o Pai somos um só».

(As “ovelhas” do rebanho de Jesus têm de “escutar a voz” do Pastor e segui-l’O… Isso significa, concretamente, percorrer o mesmo caminho de Jesus, numa entrega total aos projetos de Deus e numa doação total, de amor e de serviço aos irmãos).


Palavra para o caminho

A minha participação no serviço das vocações… 
Neste Dia Mundial de Oração pelas Vocações, 
cada um de nós é chamado a fazer o ponto da situação:
– Qual é a minha parte ao serviço das vocações e da missão?
– Alguns euros na altura do peditório?
– Uma oração uma vez por ano? Ou com mais frequência?
– Um compromisso bem concreto – mesmo pequeno – num serviço da Igreja?
– E, se sou pai ou mãe, que forma de despertar uma vocação possível nos próprios filhos?


Desejo-vos um bom domingo, 
com o meu abraço em Cristo Ressuscitado.
Continuação de santa Páscoa.
Ailime



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02 maio 2022

Reflexão



Ao amável, toda a gente ama,

ao respeitável, toda a gente respeita.

Com o encantador.

toda a gente simpatiza.

Mas, perdoar ao ofensor,

calar frente a uma grosseria,

ser afetuoso com o insuportável?

Só agarrados a um Jesus Cristo vivo

é possível engolir em seco,

ceder, deixar passar, ter paciência,

compreender, perdoar...


Ignacio de Larrañaga

In O Sentido da Vida

Orações e reflexões
para cada dia do ano

I

30 abril 2022

3º Domingo da Páscoa (Ano C)

 A minha partilha deste fim de semana:

A liturgia deste 3º Domingo do Tempo Pascal recorda-nos que a comunidade cristã tem por missão testemunhar e concretizar o projeto libertador que Jesus iniciou; e que Jesus, vivo e ressuscitado, acompanhará sempre a sua Igreja em missão, vivificando-a com a sua presença e orientando-a com a sua Palavra.

...........

O Evangelho apresenta os discípulos em missão, continuando o projeto libertador de Jesus; mas avisa que a ação dos discípulos só será coroada de êxito se eles souberem reconhecer o Ressuscitado junto deles e se deixarem guiar pela sua Palavra.

Referências Bíblicas: 
Atos dos Apóstolos 5,27b-32.40b-41
Salmo 29 (30)
Apocalipse 5,11-14
Evangelho João 21,1-19


Salmo 29 (30)

Refrão 1: Eu vos louvarei, Senhor, porque me salvastes.
Refrão 2: Aleluia.

Eu Vos glorifico, Senhor, porque me salvastes
e não deixastes que de mim se regozijassem os inimigos.
Tirastes a minha alma da mansão dos mortos,
vivificastes-me para não descer à cova.

Cantai salmos ao Senhor, vós os seus fiéis,
e dai graças ao seu nome santo.
A sua ira dura apenas um momento
e a sua benevolência a vida inteira.
Ao cair da noite vêm as lágrimas
e ao amanhecer volta a alegria.

Ouvi, Senhor, e tende compaixão de mim,
Senhor, sede Vós o meu auxílio.
Vós convertestes em júbilo o meu pranto:
Senhor meu Deus, eu Vos louvarei eternamente.


Evangelho de S. João 21,1-19


Naquele tempo,
Jesus manifestou-Se outra vez aos seus discípulos,
junto do mar de Tiberíades.
Manifestou-Se deste modo:
Estavam juntos Simão Pedro e Tomé, chamado Dídimo,
Natanael, que era de Caná da Galileia,
os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos de Jesus.
Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar».
Eles responderam-lhe: «Nós vamos contigo».
Saíram de casa e subiram para o barco,
mas naquela noite não apanharam nada.
Ao romper da manhã, Jesus apresentou-Se na margem,
mas os discípulos não sabiam que era Ele.
Disse-lhes Jesus:
«Rapazes, tendes alguma coisa de comer?»
Eles responderam: «Não».
Disse-lhes Jesus:
«Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis».
Eles lançaram a rede
e já mal a podiam arrastar por causa da abundância de peixes.
O discípulo predileto de Jesus disse a Pedro:
«É o Senhor».
Simão Pedro, quando ouviu dizer que era o Senhor,
vestiu a túnica que tinha tirado e lançou-se ao mar.
Os outros discípulos,
que estavam apenas a uns duzentos côvados da margem,
vieram no barco, puxando a rede com os peixes.
Quando saltaram em terra,
viram brasas acesas com peixe em cima, e pão.
Disse-lhes Jesus:
«Trazei alguns dos peixes que apanhastes agora».
Simão Pedro subiu ao barco
e puxou a rede para terra,
cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes;
e, apesar de serem tantos, não se rompeu a rede.
Disse-lhes Jesus: «Vinde comer».
Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-Lhe:
«Quem és Tu?»,
porque bem sabiam que era o Senhor.
Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lho,
fazendo o mesmo com os peixes.
Esta foi a terceira vez
que Jesus Se manifestou aos seus discípulos,
depois de ter ressuscitado dos mortos.
Depois de comerem,
Jesus perguntou a Simão Pedro:
«Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que estes?»
Ele respondeu-Lhe:
«Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo».
Disse-lhe Jesus: «Apascenta os meus cordeiros».
Voltou a perguntar-lhe segunda vez:
«Simão, filho de João, tu amas-Me?»
Ele respondeu-Lhe:
«Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo».
Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas».
Perguntou-lhe pela terceira vez:
«Simão, filho de João, tu amas-Me?»
Pedro entristeceu-se
por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez se O amava
e respondeu-Lhe:
«Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo».
Disse-lhe Jesus:
«Apascenta as minhas ovelhas.
Em verdade, em verdade te digo:
Quando eras mais novo,
tu mesmo te cingias e andavas por onde querias;
mas quando fores mais velho,
estenderás a mão e outro te cingirá
e te levará para onde não queres».
Jesus disse isto para indicar o género de morte
com que Pedro havia de dar glória a Deus.
Dito isto, acrescentou: «Segue-Me».

(Concentrados no seu esforço inútil, os discípulos nem reconhecem Jesus quando Ele Se apresenta. O grupo está desorientado e dececionado pelo fracasso, posto em evidência pela pergunta de Jesus (“tendes alguma coisa de comer?”). Mas Jesus dá-lhes indicações e as redes enchem-se de peixes: o fruto deve-se à docilidade com que os discípulos seguem as indicações de Jesus. Acentua-se que o êxito da missão não se deve ao esforço humano, mas sim à presença viva e à Palavra do Senhor ressuscitado.)



Palavras para o caminho

Manifestar a minha fé de batizado… Crer em Jesus ressuscitado implica testemunhá-l’O. Isso era verdade há 2000 anos. Ainda hoje continua a ser verdade… No concreto da minha vida quotidiana: família, trabalho, escola, escritório, fábrica, bairro… o que ouso arriscar em nome da minha fé em Cristo? Esta semana, se a ocasião se apresentar, com que palavra e com que ação vou manifestar o meu compromisso de batizado? «Pedro, tu amas-Me verdadeiramente?» Crer é verdadeiramente uma história de amor no quotidiano!
 

Desejo-vos um bom domingo, 
com o meu abraço em Cristo Ressuscitado.
Continuação de santa Páscoa.
Ailime



Imagens Google




28 abril 2022

Pensamento


 «A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos».


Albert Einstein

(Imagem Google)

26 abril 2022

Reflexão

 


Os sonhos, deita-os ao lixo;

as chamas, apaga-as, e toma serena

e sabiamente nas tuas mãos

a fria realidade: tu és como és.

E, de qualquer forma,

apesar das tuas reticências

e repugnâncias, és uma maravilha.

Transforma os teus sofrimentos

em braços de compaixão para ti mesmo

e as tuas entranhas num regaço

de acolhimento. Aceita-te a ti mesmo,

não como gostarias de ser,

mas como realmente és.


Ignacio de Larrañaga

In O Sentido da Vida

Orações e reflexões
para cada dia do ano