27 agosto 2011

Adora e confia

Não te inquietes pelas dificuldades da vida,
pelos seus altos e baixos, pelas suas decepções,
pelo seu porvir mais ou menos sombrio.

Abraça o que Deus quer.
Oferece-lhe por entre inquietudes e dificuldades
o sacrifício da tua alma simples que, frente ao que quer que seja,
aceita os desígnios da sua providência.

Pouco importa que te consideres um frustrado
se Deus te considera plenamente realizado;
a seu gosto.

Perde-te confiada e cegamente nesse Deus
que te quer para si.
E que chegará até ti, ainda que nunca o vejas.
Pensa que estás nas suas mãos,
tanto mais fortemente acolhido
quanto mais decaído te encontres.

Vive feliz. Suplico-te.
Vive em paz.
Que nada te altere.
Que nada seja capaz de te tirar a paz.
Nem a fatiga psíquica. Nem as tuas faltas morais.

Faz que brote, e conserva sempre sobre o teu rosto,
um doce sorriso, reflexo de que o Senhor
te dirige continuamente.

E no fundo da tua alma coloca, antes de mais nada,
como fonte de energia e critério de verdade,
tudo aquilo que te encha da paz de Deus.

Recorda: tudo quanto te reprima e inquiete é falso.
Asseguro-te em nome das leis da vida
e das promessas de Deus.

Por isso, quando te sentires angustiado, triste...,
adora e confia!


Teilhard de Chardin

Ailime
27.08.2011
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26 agosto 2011

Madre Teresa de Calcutá

Hoje recordo Agnes Gonxha Bojaxhiu - Madre Teresa de Calcutá - , que nasceu neste dia 26 de Agosto em 1910, em Skopje, na Macedônia, filha de pais albaneses, numa família de três filhos. Embora tenha nascido a 26 de Agosto, ela considerava 27 de Agosto, o dia em que foi batizada, como o seu " verdadeiro aniversário".
Esta pequena mas Enorme Mulher do Século XX deixou-nos o seu exemplo do que é seguir verdadeiramente Jesus Cristo dedicando toda a sua vida aos mais desprotegidos, aos doentes, aos famintos, na defesa das crianças, na defesa da Vida.
Um verdadeira serva do Senhor por quem tenho uma enorme admiração e que recordo todos os dias agradecendo graças obtidas por sua intercessão.


Partilho algumas das suas frases e pensamentos:


Ver o rosto de Jesus
«Vejo Cristo em cada pessoa que toco, porque Ele disse: tive fome, tive sede, estava nu ou doente, ou sofria, ou sem casa e vós acolheste-me"»

Abandonar-se a Deus
«Abandono total a Deus significa estar inteiramente à disposição do Pai como aconteceu com Jesus e Maria. Isto não significa nada de extraordinário: damo-nos completamente a Deus porque Ele deu-se completamente a nós.»

Perdoar, vislumbrando Deus
«Sabemos que, se quisermos amar verdadeiramente, deveremos aprender a perdoar. Perdoai e pedi que vos perdoem; desculpai em vez de acusar. A reconciliação acontece em primeiro lugar connosco próprios e não com os outros. Um coração limpo pode ver Deus nos outros.»


 A vida de cada pessoa é um dom precioso
«Para mim , a vida é o dom mais precioso de Deus à humanidade; por isso, os povos e as nações que a destroem, através do aborto e da eutanásia, são os mais pobres.»

No tempo, a caridade começa sempre hoje
«A caridade começa hoje. Hoje, alguém está a sofrer; hoje, alguém está no meio da estrada; hoje, alguém tem fome. O nosso trabalho é para hoje, porque o ontem já passou e o amanhã ainda não veio.»
Não há dois amores
«Procurai encontrar o que há de belo em cada pessoa, Eu deveria inclinar-me diante de Jesus que está no coração daquela pessoa.»

Qual será a nossa felicidade?
«Afastai os olhos de vós mesmos e alegrai-vos por não terdes nada, por não serdes nada, por poderdes fazer nada. Confiai na alegria de Jesus que é a vossa força; se-de felizes e vivei em paz, aceitando a sua vontade com um grande sorriso.»


A humildade como verdade
«Não há glória alguma no vosso sucesso; mas atribuí tudo a Deus, com o mais profundo sentimento de gratidão.»


Orar é permanecer unido a Deus
«Dedicai-vos à oração, esforçai-vos por sentir a necessidade de orar mais em cada dia. A oração alarga o coração até o tornar capaz de conter o dom que Deus nos faz de si mesmo.»

O silêncio como necessidade
«Repara como a natureza, as árvores e as flores nascem em perfeito silêncio! Vê como as estrelas, a Lua e o Sol se movem em silêncio. Dizem os apóstolos: "quanto a nós, entregar-nos-emos assiduamente à oração e ao serviço da Palavra" (Act 6,4). Porque quanto mais recebermos na oração silenciosa, tanto mais podemos dar na vida activa.»

A Consagração como dom livre do amor
«Ponhamos as nossas mãos, os nossos olhos e o nosso coração à disposição de Cristo, para que Ele actue por nosso intermédio.»

O fruto do trabalho é o amor
«Renunciemos deliberadamente a todos os desejos de ver o fruto da nossa canseira, fazendo tudo o que podemos e como podemos e como melhor formos capazes, deixando o resto nas mãos de Deus.»


Sofrer por Jesus é um doce canto
«Para ser verdadeiro, o sacrifício deve custar, deve implicar sofrimento e deve esvaziar-nos de nós mesmos.».

Excertos de um pequeno livro -
- As asas da santidade - Madre Teresa de Calcutá
Paulinas Editora-

26.08.2011
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21 agosto 2011

Seguir Jesus


Uma só coisa é necessária: amar Jesus, seguir
os  Seus  passos,  apoiarmo-nos na  Sua Mão,
viver a Sua Vida.
(Charles de Foucauld)



Disse Jesus:
«Também Eu te digo: Tu és Pedro;
sobre esta pedra edificarei a minha Igreja
e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus:
tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus,
e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».
 (Mt 16,13)

   
Senhor, a vossa misericórdia é eterna:
não abandoneis a obra das vossas mãos.

De todo o coração, senhor, eu Vos dou graças
porque ouvistes as palavras da minha boca.
Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar
e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo.
(Salmo 137)



Ailime
21.08.2011
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23 julho 2011

Descanso em Deus


Há momentos nas nossas vidas em que se torna necessário parar um pouco, descansar também dos afazeres profissionais ou outros para retemperar forças, ganhar um novo ânimo para recomeçarmos em pleno as nossas actividades sejam elas quais forem.

As férias, por que todos ambicionamos e todos merecemos estão a transformar-se num tempo vivido cada vez com maior ansiedade, em correrias desmedidas e por vezes regressamos mais cansados do que quando partimos.

Nos tempos que correm tudo é muito rápido e vive-se com muita pressa, com grande avidez como se tentássemos dominar o tempo esquecendo-nos, muitas vezes, do essencial.

Este tempo em que rodeados pela família que amamos ou visitando outros familiares distantes, em que nos deliciamos com o sol e o mar ou repousamos em campos frondosos de águas frescas ou simplesmente ficamos em nossas casas deve ser também um tempo de descanso em Deus.

Será que já tínhamos pensado nisto?

Há uns anos atrás um sacerdote que esteve na minha paróquia lembrava-nos sempre, neste tempo de verão, para não nos esquecermos de levar Deus connosco para férias.

E como isto é importante na minha vida, como pode ser precioso na vida de todos nós.

Lembrou-me disto mesmo uma amiga num e-mail que me enviou com um texto de Margarida Alvim, Fundação Evangelização e Culturas, do qual retirei os excertos que abaixo partilho com todos vós:

“Vá para fora cá dentro!”, ouvimos nos anúncios de promoção do turismo em Portugal. Em tempo de crise, esta é capaz de ser mesmo uma grande oportunidade de passear mais no nosso país, de descobrir toda a sua beleza, por vezes ali mesmo ao virar da esquina. Oportunidade para valorizar a serenidade de dias com tempo, sem pressas.”

E continua noutra passagem:

“Vá para fora por dentro!”, este poderia ser o mote para umas férias de fundo, em que a paragem exterior é acompanhada por uma renovação interior. Fazer silêncio e ir abrandando os motores, deixando a poeira assentar, deixando vir ao de cima tudo o que vai ficando abafado com o imediato do dia a dia. Ordenar a vida, arrumar “a casa”, perceber o que me tem vindo a cansar ao longo do ano, perceber onde me encontro, onde descanso, onde me sinto em paz, e onde me sinto dividido. Dar tempo às limpezas internas, deixando o sol entrar bem por todos os poros. Isto sim: é descansar.”

E mais adiante,

“Encarar as férias como tempo para voltar ao essencial faz com que a nossa atenção fique mais desperta, a nossa sensibilidade mais apurada. Tudo passa a ocupar o lugar que lhe é devido e ficamos mais preparados para viver cada dia agradecidos, enfrentando com mais força as dificuldades que vão surgindo. O regresso ao dia a dia e ao trabalho será mais suave e com mais sentido.”

Conclui:

“É o Senhor que nos diz “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mt 11, 25-30). Pois é isso mesmo, aqui está um bom convite para estas férias!”

Meus amigos e amigas de caminhada e para quem também passa em silêncio informo que durante algum tempo vou estar ausente deste espaço deixando um beijinho para todos e desejando que o Senhor esteja sempre presente na vida de todos nós.

Até breve.

Ailime
23.07.2011
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17 julho 2011

A Parábola do Trigo e do Joio

A liturgia do 16º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir o Deus paciente e cheio de misericórdia, a quem não interessa a marginalização do pecador, mas a sua integração na comunidade do “Reino”; e convida-nos, sobretudo, a interiorizar essa “lógica” de Deus, deixando que ela marque o olhar que lançamos sobre o mundo e sobre os homens.

Do Evangelho de S. Mateus 13 (24-30)


A Parábola do Trigo e do Joio

Jesus disse às multidões mais esta parábola:


“O reino dos Céus pode comparar-se a um homem

que semeou boa semente no seu campo.

Enquanto todos dormiam, veio o inimigo,

semeou joio no meio do trigo e foi-se embora.

Quando o trigo cresceu e deu fruto,

apareceu também o joio.

Os servos do dono da casa foram dizer-lhe:

‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo?

Donde vem então o joio?

Ele respondeu-lhes: ‘Foi um inimigo que fez isso’.

Disseram-lhe os servos:

‘Queres que vamos arrancar o joio?’

‘Não! – disse ele –

não suceda que, ao arrancardes o joio,

arranqueis também o trigo.

Deixai-os crescer ambos até à ceifa

e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros:

Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar;

e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro’“.


 “A paciência de Deus” com o joio convida-nos também a rejeitarmos as atitudes de rigidez, de intolerância, de incompreensão, de vingança, nas nossas relações com os nossos irmãos. O “senhor” da parábola não aceita a intolerância, a impaciência, o radicalismo dos “servos” que pretendem “cortar o mal pela raiz” e arrancar o mal (correndo o risco de serem injustos, de se enganarem e de meterem mal e bem no mesmo saco). Às vezes, somos demasiados ligeiros em julgar e condenar, como se as coisas fossem claras e tudo fosse, sem discussão, claro ou escuro… A Palavra de Deus convida-nos a moderar a nossa dureza, a nossa intolerância, a nossa intransigência e a contemplar os irmãos (com as suas falhas, defeitos, diferenças, comportamentos religiosa ou socialmente incorrectos) com os olhos benevolentes, compreensivos e pacientes de Deus.



Bendito sejas, ó Pai, pelo Reino dos céus, que manifestas no meio de nós e em nós. Ele é o bom grão que semeaste para renovar a nossa terra, ele é a semente que cresce e o fermento que age.
Nós Te pedimos: que o teu Espírito nos torne pacientes. Diante do mal, mantém-nos confiantes na presença e na força do teu Reino.


In: Sacerdotes do Coração de Jesus - Dehonianos
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Ailime
17.06.2011

14 julho 2011

Ilumina o teu rosto sobre nós

Ilumina, Senhor, o teu rosto sobre nós,
porque o gravaste em nós.
Fizeste-nos à tua imagem e semelhança,
fizeste-nos a tua moeda,
por isso a tua imagem não deve ficar escurecida.

Envia o raio da tua sabedoria
para dissipar a nossa escuridão,
para fazer brilhar a tua imagem em nós
e assim podermos ser imagens tuas…

Como os soldados se dizem «rosto do imperador»,
assim também todo o homem santo
é na sua imagem rosto de Deus.

«Tu, Senhor, acende a minha lâmpada,
tu, meu Deus, ilumina a minha escuridão».

Estou no meio da noite das minhas fraquezas,
mas o raio da tua sabedoria
dissipará as minhas trevas,

Que o teu rosto saia à luz,
e se, por minha causa aparecer um pouco deformado
que seja consertado por ti o que foi criado por ti.»

 Santo Agostinho
(Comentário ao Salmo 66, 4)
Ailime
14.07.2011
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09 julho 2011

Dia do Senhor

As leituras desde Domingo são de uma beleza transcendente que não resisto a transcrevê-las para todos vós, porque na Palavra de Deus está o centro de tudo o que nos move e que faz com que a nossa vida de cristãos tenha um sabor diferente conduzindo-nos a um rumo de verdadeira felicidade mergulhando e vivendo desta Palavra que nos foi oferecida pelo nosso Pai do Céu.

Eis o que diz o Senhor:

Do Livro de Isaías 55,10-11

“Assim como a chuva e a neve que descem do céu
não voltam para lá sem terem regado a terra,
sem a terem fecundado e feito produzir,
para que dê a semente ao semeador e o pão para comer,
assim a palavra que sai da minha boca
não volta sem ter produzido o seu efeito,
sem ter cumprido a minha vontade,
sem ter realizado a sua missão”.

Salmo 64
Visitastes a terra e a regastes,
enchendo-a de fertilidade.
As fontes do céu transbordam em água
e fazeis brotar o trigo.

Assim preparais a terra;
regais os seus sulcos e aplanais as leivas,
Vós a inundais de chuva
e abençoais as sementes.

Coroastes o ano com os vossos benefícios,
por onde passastes brotou a abundância.
Vicejam as pastagens do deserto
e os outeiros vestem-se de festa.

Os prados cobrem-se de rebanhos
e os vales enchem-se de trigo.
Tudo canta e grita de alegria.

Do Evangelho de S. Mateus: 13,1-23

A Parábola do Semeador

Naquele dia,

Jesus saiu de casa e foi sentar-Se à beira-mar.
Reuniu-se à sua volta tão grande multidão
que teve de subir para um barco e sentar-Se,
enquanto a multidão ficava na margem.
Disse muitas coisas em parábolas, nestes termos:
“Saiu o semeador a semear.
Quando semeava,
caíram algumas sementes ao longo do caminho:
vieram as aves e comeram-nas.
Outras caíram em sítios pedregosos,
onde não havia muita terra,
e logo nasceram porque a terra era pouco profunda;
mas depois de nascer o sol, queimaram-se e secaram,
por não terem raiz.
Outras caíram entre espinhos
e os espinhos cresceram e afogaram-nas.
Outras caíram em boa terra e deram fruto:
umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um.
Quem tem ouvidos, oiça”.

Os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe:
“Porque lhes falas em parábolas?”

Jesus respondeu-lhes:

“Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos Céus,
mas a eles não.
Pois àquele que tem dar-se-á e terá em abundância;
mas àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado.
É por isso que lhes falo em parábolas,
porque vêem sem ver e ouvem sem ouvir nem entender.
Neles se cumpre a profecia de Isaías que diz:
‘Ouvindo ouvireis, mas sem compreender;
olhando olhareis, mas não vereis.
Porque o coração deste povo tornou-se duro:
endureceram os seus ouvidos e fecharam os seus olhos,
para não acontecer
que, vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos
e compreendendo com o coração,
se convertam e Eu os cure’.
Quanto a vós, felizes os vossos olhos porque vêem
e os vossos ouvidos porque ouvem!
Em verdade vos digo: muitos profetas e justos
desejaram ver o que vós vedes e não viram
e ouvir o que vós ouvis e não ouviram.
Vós, portanto, escutai o que significa a parábola do semeador:
Quando um homem ouve a palavra do reino
e não a compreende,
vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração.
Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho.
Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos
é o que ouve a palavra e a acolhe de momento,
mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante,
e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra,
sucumbe logo.
Aquele que recebeu a semente entre espinhos
é o que ouve a palavra,
mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza
sufocam a palavra, que assim não dá fruto.
E aquele que recebeu a palavra em boa terra
é o que ouve a palavra e a compreende.
Esse dá fruto,
produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um”.

Ajuda-me, Senhor, a que o meu coração esteja sempre disponível a acolher a Tua Palavra para que dentro das minhas fracas possibilidades possa espalhá-la em "terrenos" onde a mesma  não é conhecida, não é amada, de modo a que com o meu humilde  contributo possa ajudar à construção do Teu reino, um reino que liberta, um reino que dá vida plena, um reino onde há paz e onde todos possamos dar as mãos para Te louvar.
Ailime

09.07.2011
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05 julho 2011

Deus, separar-se de Ti é cair


Deus, Criador de todas as coisas,
dá‑me primeiro a graça de orar bem,
depois faz‑me digno de ser ouvido
e, por último, liberta‑me.

Deus, a quem ama todo aquele que é capaz de amar.
Deus, Sabedoria, em Ti, de Ti e por Ti sabem todos os que sabem.

Deus, separar‑se de Ti é cair;
voltar para Ti, levantar‑se;
permanecer em Ti é estar firme.

Deus, voltar‑te as costas é morrer;
converter‑se a Ti é voltar a viver;
morrer em Ti é encontrar a Vida.

Deus abandonar‑te é morrer;
seguir‑te é amar-te;
ver‑te é possuir‑te.

Deus, por cujo favor vivemos.
Deus, que nos encaminhas.
Deus, que nos trazes à porta.
Deus, que fazes que seja aberta aos que chamam.

Manda e ordena o que quiseres,
mas sara os meus ouvidos para ouvir a Tua voz;
sara e abre os meus olhos para ver os Teus sinais.

Recebe o Teu fugitivo, Senhor, clementíssimo Pai;
já chega o que tenho sofrido quando vivia longe de ti.
Dá-me o que me pedes e pede-me, Senhor, o que quiseres.

Santo Agostinho
 
Ailime
05.07.2011
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