01 julho 2015

A paciência


«Dizem que a paciência é a arte de
esperar. Prefiro pensar que é arte de
saber, porque o que se sabe, espera-se.
A arte de saber é aceitar com paz
que somos essencialmente limitados,
que queremos muito e podemos pouco, 
que com grandes esforços vamos
conseguir pequenos resultados. 
Eis, pois, aqui a sabedoria: 
saber aceitar desde logo que
a realidade é assim, sem se deixar
abater por complexos de culpa
ou sentimentos de tristeza
ao comprovar o pouco que podemos,
quão baixo voamos comparados
com a altura de Jesus!
De outro modo, as ilusões, 
pela via da desilusão, 
conduzir-nos-ão à frustração».


 In O Sentido da Vida
Ignacio de Larrañaga

28 junho 2015

Solenidade de São Pedro e São Paulo


«Na Solenidade dos apóstolos S. Pedro e S. Paulo, a liturgia convida-nos a reflectir sobre estas duas figuras e a considerar o seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo e de testemunho do projecto libertador de Deus.
O Evangelho convida os discípulos a aderirem a Jesus e a acolherem-n’O como “o Messias, Filho de Deus”. Dessa adesão, nasce a Igreja – a comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada à volta de Pedro. A missão da Igreja é dar testemunho da proposta de salvação que Jesus veio trazer. À Igreja e a Pedro é confiado o poder das chaves – isto é, de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar os ensinamentos de Jesus aos desafios do mundo e de acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece».



 Mateus 16,13-19

«Naquele tempo,
Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe
e fez aos discípulos esta pergunta:
«Quem dizem as pessoas que é o Filho do Homem?»
Eles responderam:
«Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias,
outros que é Jeremias ou um dos profetas».
Jesus replicou-lhes:
«E quem dizeis vós que Eu sou?»
Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse-Lhe:
«Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo!».
Jesus respondeu-lhe:
«És feliz, Simão, filho de Jonas,
porque não foram a carne e o sangue que to revelaram,
mas sim Meu Pai que está nos Céus.
E Eu também te digo a ti:
Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja,
e as forças do Inferno não levarão a melhor contra ela.
Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus:
tudo o que ligares na Terra ficará ligado nos Céus,
e tudo o que desligares na Terra ficará desligado nos Céus».



Salmo 33 (34)
O Senhor libertou-me de todos os meus temores.

A toda a hora bendirei o Senhor,
o Seu louvor está sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor;
ouçam e alegrem-se os humildes.


Enaltecei comigo ao Senhor,
e exaltemos juntos o Seu nome.
Procurei o Senhor, e Ele atendeu-me;
libertou-me de todos os meus temores.


Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes:
vossos rostos não se hão-de cobrir de vergonha.
Este pobre clamou, o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.


O anjo do Senhor protege os que O temem
e defende-os dos perigos.
Provai e vede como o Senhor é bom;
feliz o homem que n’Ele se refugia.
Desejo um bom domingo a todos.
O meu abraço em Cristo.
Ailime
Fonte:
Portal dos Sacerdotes Dehonianos

20 junho 2015

12º Domingo do Tempo Comum

A minha partilha deste fim de semana:

«Deus preocupa-se com os dramas dos homens? Onde está Ele nos momentos de sofrimento e de dificuldade que enfrentamos ao longo da nossa vida? A liturgia do 12º Domingo do Tempo Comum diz-nos que, ao longo da sua caminhada pela terra, o homem não está perdido, sozinho, abandonado à sua sorte; mas Deus caminha ao seu lado, cuidando dele com amor de pai e oferecendo-lhe a cada passo a vida e a salvação».



Job 38,1.8-11

O Senhor respondeu a Job do meio da tempestade, dizendo:
«Quem encerrou o mar entre dois batentes,
quando ele irrompeu do seio do abismo,
quando Eu o revesti de neblina
e o envolvi com uma nuvem sombria,
quando lhe fixei limites e lhe tranquei portas e ferrolhos?
E disse-lhe:
‘Chegarás até aqui e não irás mais além,
aqui se quebrará a altivez das tuas vagas’».


Evangelho de São Marco 4, 35-41

Naquele dia, ao cair da tarde,
Jesus disse aos seus discípulos:
«Passemos à outra margem do lago».
Eles deixaram a multidão
e levaram Jesus consigo na barca em que estava sentado.
Iam com Ele outras embarcações.
Levantou-se então uma grande tormenta
e as ondas eram tão altas que enchiam a barca de água.
Jesus, à popa, dormia com a cabeça numa almofada.
Eles acordaram-n’O e disseram:
«Mestre, não Te importas que pereçamos?»
Jesus levantou-Se,
falou ao vento imperiosamente e disse ao mar:
«Cala-te e está quieto».
O vento cessou e fez-se grande bonança.
Depois disse aos discípulos:
«Porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?»
Eles ficaram cheios de temor e diziam uns para os outros:
«Quem é este homem,
que até o vento e o mar Lhe obedecem?»


Salmo 106 (107) 
Cantai ao Senhor, porque é eterno o seu amor.

Os que se fizeram ao mar em seus navios,
a fim de labutar na imensidão das águas,
esses viram os prodígios do Senhor
e as suas maravilhas no alto mar.

À sua palavra, soprou um vento de tempestade,
que fez encapelar as ondas:
subiam até aos céus, desciam até ao abismo,
lutavam entre a vida e a morte.

Na sua angústia invocaram o Senhor
e Ele salvou-os da aflição.
Transformou o temporal em brisa suave
e as ondas do mar amainaram.

Alegraram-se ao vê-las acalmadas,
e Ele conduziu-os ao porto desejado.
Graças ao Senhor pela sua misericórdia,
pelos seus prodígios em favor dos homens.


Desejo um bom domingo a todos.
O meu abraço em Cristo. Ailime

Fonte: Portal dos Dehonianos

16 junho 2015

Senhor

Tu sabes, Senhor, que te amo, mas por vezes 
fico confusa e distraio-me.
São tantos os ruídos do mundo, tantas as inquietações e turbulências, que a apatia parece invadir-me!
Senhor indica-me o lado do vento, para melhor escutar a Tua voz!

Ailime
 16.06.2015

14 junho 2015

11º Domingo do Tempo Comum

«A liturgia deste Domingo  convida-nos a olhar para a vida e para o mundo com confiança e esperança. Deus, fiel ao seu plano de salvação, continua, hoje como sempre, a conduzir a história humana para uma meta de vida plena e de felicidade sem fim».

Do Evangelho de São Marcos  4, 26-34
«Naquele tempo,
disse Jesus à multidão:
«O reino de Deus é como um homem
que lançou a semente à terra.
Dorme e levanta-se, noite e dia,
enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como.
A terra produz por si, primeiro a planta, depois a espiga,
por fim o trigo maduro na espiga.
E quando o trigo o permite, logo mete a foice,
porque já chegou o tempo da colheita».
Jesus dizia ainda:
«A que havemos de comparar o reino de Deus?
Em que parábola o havemos de apresentar?
É como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra,
é a menor de todas as sementes que há sobre a terra;
mas, depois de semeado, começa a crescer,
e torna-se a maior de todas as plantas da horta,
estendendo de tal forma os seus ramos
que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra».
Jesus pregava-lhes a palavra de Deus
com muitas parábolas como estas,
conforme eram capazes de entender.
E não lhes falava senão em parábolas;
mas, em particular, tudo explicava aos seus discípulos».


 Salmo 91 (92)
É bom louvar-Vos, Senhor.

É bom louvar o Senhor
e cantar salmos ao vosso nome, ó Altíssimo,
proclamar pela manhã a vossa bondade
e durante a noite a vossa fidelidade.


O justo florescerá como a palmeira,
crescerá como o cedro do Líbano;
plantado na casa do Senhor,
florescerá nos átrios do nosso Deus.


Mesmo na velhice dará o seu fruto,
cheio de seiva e de vigor,
para proclamar que o Senhor é justo:
n’Ele, que é o meu refúgio, não há iniquidade.


Desejo um bom domingo a todos.
Abraço em Cristo. Ailime

Fonte: Portal dos Dehonianos.
Imagens Google

13 junho 2015

Dia de Santo António

Hoje é Dia de Santo António, padroeiro da cidade de Lisboa.
  Partilho um pouco da sua biografia e das tradições lisboetas em sua honra.

Nasceu em Lisboa no primeiro século da nossa nacionalidade, tendo falecido em Pádua em 1231. Foi certamente o primeiro e mais importante autor da pré-escolástica franciscana no espaço europeu, tendo recebido a sua formação cultural nas escolas e mosteiros portugueses, nomeadamente em Santa Cruz de Coimbra, num quadro muito marcado pelo pensamento de Santo Agostinho.
A vertente filosófica dos seus Sermões terá de ser encarada à luz do conceito de filosofia cristã, que tem por condição básica a aceitação da verdade da revelação, recebida pela fé, sendo a filosofia chamada a colaborar, pela via da razão, na obra da salvação, no pressuposto de que a razão filosófica em íntima articulação com a fé, nesta reconhecendo a autoridade plena do Verbo divino.
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Santo António é muito popular na cidade de Lisboa conhecido como o santo casamenteiro, sendo o santo a quem os jovens pedem ajuda para arranjar namorada(o) e/ou casar.
Santo António nasceu a 15/08/1195, em Lisboa e faleceu a 13/06/1231, em Pádua, sendo por esse facto também conhecido por Santo António de Pádua.

Desfile de  uma das marchas
Neste dia é feriado municipal em Lisboa. As festas da cidade são marcadas pelas marchas populares, casamentos de Santo António, com a celebração de vários casamentos em conjunto (na Sé Catedral de Lisboa) e pelos arraiais nos bairros da cidade. Os lisboetas têm por hábito festejar o Santo António nas ruas da cidade enfeitando as casas e bairros históricos com motivos bem coloridas e colocando  os tradicionais manjericos nas janelas, com bandeirinhas com versos alusivos a estas festividades. 


A tradição manda que no dia de Santo António, os foliões comam sardinhas assadas, caldo verde, pimento assado e broa.» 



Prece 

Glorioso Santo António humildemente vos peço que intercedeis por todos nós para que a paz reine nas famílias do mundo inteiro e para que os homens possam dar-se as mãos em actos de amor e bondade em favor da humanidade e que a alegria se manifeste em todos os corações..
Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ámen

Ailime
Fonte: Net


07 junho 2015

Tu és o meu Deus

«Pertenço-te desde o ventre materno; desde o seio de minha mãe, Tu és o meu Deus.
Não te afastes de mim, porque estou atribulado e não há quem me ajude.» Salmo 22,11-12)

Crer é um eterno caminhar pelas
ruas sombrias e quase sempre vazias,
porque o Pai está sempre
entre sombras espessas.
A fé é isso, precisamente:
peregrinar, subir, chorar, duvidar,
esperar, cair e levantar-se,
e caminhar sempre como seres errantes,
que não sabem onde dormirão hoje
nem que comerão amanhã.
Como Abraão, como Israel,
como Elias, como Maria.
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Desejo a todos um bom domingo.
Abraço em Cristo. Ailime.


Fonte: O Sentido da Vida
Ignacio Larrañaga

04 junho 2015

Corpus Christi

Hoje a Igreja celebra o dia de Corpus Christi.
 ‘Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim’.

 

Da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios:

Irmãos:
Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti:
o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue,
tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse:
«Isto é o meu Corpo, entregue por vós.
Fazei isto em memória de Mim».
Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse:
«Este cálice é a nova aliança no meu Sangue.
Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim».
Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão
e beberdes deste cálice,
anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha». 

Oração

 Na alegria de Te receber em mim, Senhor,
deixo-me envolver pelo Teu Espírito de Amor
que me fortalece e protege nos desígnios
que para mim traçaste.
Por isso dou-Te graças, Senhor!
Contigo os horizontes são mais belos,
as perspectivas mais alargadas e o
meu desejo de estar Contigo amplia-se.
Senhor, nunca me abandones e permite que
seja digna de habitares em mim! (Reposição).

O meu abraço em Cristo!
Ailime


Fonte: Bíblia Sagrada
Imagens Google


Nota:
Em Portugal a partir de 2013 e durante cinco anos deixa de existir no calendário o feriado do Corpo de Deus e o de Todos os Santos (e mais dois de índole civil) por acordo entre o Vaticano e o Governo Português. Noticia completa aqui.