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15 junho 2012

Tu és o meu Deus

«Pertenço-te desde o ventre materno; desde o seio de minha mãe, Tu és o meu Deus.
Não te afastes de mim, porque estou atribulado e não há quem me ajude.» Salmo 22,11-12)


Crer é um eterno caminhar pelas
ruas sombrias e quase sempre vazias,
porque o Pai está sempre
entre sombras espessas.
A fé é isso, precisamente:
peregrinar, subir, chorar, duvidar,
esperar, cair e levantar-se,
e caminhar sempre como seres errantes,
que não sabem onde dormirão hoje
nem que comerão amanhã.
Como Abraão, como Israel,
como Elias, como Maria.

Ailime
Fonte: O Sentido da Vida
Ignacio Larrañaga
Imagem da Net

15 janeiro 2012

Aprender caminhando

“Eles foram ver onde morava e ficaram com Ele nesse dia..” Jo 1, 39


O convite a caminhar tornou-se o “remédio” mais prescrito por todas as especialidades da medicina. “Faça isto, tome aquilo e, se possível...caminhe”, passaram a dizer os médicos para termos uma vida saudável. E parece que é mesmo verdade: caminhar faz bem. O filósofo Aristóteles, que tinha por método o ensino ao ar livre e em longas caminhadas, tinha fundado a escola peripatética (a “daqueles que passeiam”) e Jesus chama os seus discípulos “para andarem com Ele” (Mc 3, 14). O convite que Jesus fez aos dois discípulos depois de lhe perguntarem onde morava aponta o movimento constante de uma intimidade que não se instala. O conhecimento implica a experiência pessoal, a fé supõe encontro e caminho feito ou a fazer em comum.

“Parar é morrer” diz a sabedoria popular e nestes dias difíceis não podemos deixar que vença essa “pequena morte”. São escandalosos os contrastes de rendimentos, desvaloriza-se o tesouro do trabalho humano, fragiliza-se a confiança e sentimo-nos perdidos entre a sobrevivência e o sonho. Sente-se a dor dos mais jovens que não falam em futuro e quase não têm memória histórica (e podemos aprender tanto com o passado!), e também a dos mais velhos que parecem antecipadamente despedidos da vida, julgados inúteis ou incapazes. Mas há também o desejo de aprender a viver de um modo novo. Talvez mais simples, mais centrado no essencial, valorizando mais as pessoas do que as coisas. Quando voltamos a calçar as sapatilhas para fazer uma caminhada ou uma corrida, a primeira tentação é desistir porque todos os músculos estão emperrados e doem imenso. O grande segredo está em caminhar com outros, em fazer da fragilidade de todos uma força que anima a prosseguir.

O encontro com Jesus revoluciona a vida. Da beira do rio e do ofício de pescadores os primeiros discípulos são lançados no turbilhão de uma boa nova que não deixa nada na mesma. Que não se acomoda nem procura estatuto, que não se deixa aprisionar na riqueza nem no poder estabelecido, que convoca dons e capacidades para fazer melhor. Esta boa nova que não cessa de propor ideias novas, caminhos a fazer em comum, transformação de mentalidades e de hábitos. A boa nova que é caminhar com Jesus e entender a fé como caminho.

Se aos primeiros discípulos de Jesus chamavam “os do Caminho”, percebemos melhor que acreditar em Jesus é, acima de tudo, caminhar com Ele. E não caminhamos com Ele sem caminhar com outros. Em comunidade que sofre e se alegra juntamente. Como convida o Papa Bento XVI a Igreja a vivermos um “Ano da Fé”, de Outubro deste ano a Novembro de 2013, nos 50 anos do Concílio Vaticano II e nos diz: “A fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e comunicada como experiência de graça e de alegria.”


P. Vítor Gonçalves

Fonte: Voz da Verdade (15.01.2012)
Conferencia Episcopal Portuguesa
Ailime
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27 dezembro 2011

Ao encontro da Luz


No meu país, em todos os países, em todos os locais do mundo, há muita gente que sofre, há crianças com fome, há pessoas doentes e abandonadas, violência, muitas injustiças e, muitas vezes, sentimo-nos impotentes para ajudar e sem soluções imediatas.
O Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, na sua mensagem de Natal dirigida aos portugueses disse a certa altura da sua tão brilhante e solidária mensagem, referindo-se à grave crise que atravessamos:

“E se nesta noite de Natal, no Seu nascimento na pobreza e simplicidade de uma gruta, Jesus nos falasse, o que nos diria? Convidar-nos-ia a escutá-Lo no Sermão da Montanha:

«Felizes os que estão aflitos, porque serão consolados;
felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados;
felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia;
felizes os construtores da paz, porque serão chamados filhos de Deus” (cf. Mt. 5,5-7).»”

Celebrámos o Natal do Senhor que veio de novo ao nosso encontro para alegrar os nossos corações, para renovar em nós a esperança de caminharmos com confiança, porque Ele nunca nos abandona!
Com Maria aprendamos a caminhar com serenidade na alegria do silêncio, com a certeza de rumarmos ao encontro da Luz, que renova em nós esta sede do encontro com Jesus e de O sabermos Deus connosco, que não falta a quem n'Ele crê.

Ailime
27.12.2011
Imagem da Net

25 maio 2011

Sonhos de Infinito


Não te resignes nem te conformes
com  o mundo tal como ele é.
Aceita o desafio
de abrir novas portas,
de cruzar novas fronteiras
e de alcançar uma nova imensidão.

Nós somos mais do que um corpo
dentro da pele que nos envolve.
Somos habitados por sonhos de infinito
que engrandecem o nosso coração
e podem mover montanhas
(Pe. Anselm Grun)
Ailime
Imagem da Net
25.05.2011



17 outubro 2010

Firmeza na Fé

A liturgia deste Domingo convida-nos a sermos persistentes na oração e mergulhar nas Sagradas Escrituras para nos inteirarmos verdadeiramente da palavra de Deus como podemos ler nesta Epístola de S. Paulo:
Segunda Epístola do apóstolo São Paulo a Timóteo:
Caríssimo:
Permanece firme no que aprendeste
e aceitaste como certo,
sabendo de quem o aprendeste.
Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras;
elas podem dar-te a sabedoria que leva à salvação,
pela fé em Cristo Jesus.
Toda a Escritura, inspirada por Deus,
é útil para ensinar, persuadir, corrigir
e formar segundo a justiça.
Assim o homem de Deus será perfeito,
bem preparado para todas as boas obras.
Conjuro-te diante de Deus e de Jesus Cristo,
que há-de julgar os vivos e os mortos,
pela sua manifestação e pelo seu reino:
Proclama a palavra,
insiste a propósito e fora de propósito,
argumenta, ameaça e exorta,
com toda a paciência e doutrina.
2 Tim 3,14-4,2

 Muitas vezes nos perguntamos como devemos rezar. S. Paulo nesta Carta a Timóteo pede firmeza na fé, solicita que essa fé se alicerce no conhecimento das escrituras, isto é, no recurso à palavra de Deus, como fonte privilegiada de oração. De facto «a Deus falamos quando rezamos, mas a Deus escutamos quando lemos a Sua Palavra». (Dei verbum, nº 25 – Texto do Concílio Vaticano II)

 Senhor ilumina-me para que com e na Tua Palavra eu encontre em todos os dias da minha vida a força necessária para prosseguir a minha rota Contigo a meu lado.
Ailime
17.10.2010

Texto de apoio:
Liturgia Diária - Paulus Editora
Imagem cedida gentilmente pela Net

25 julho 2010

Sinais de Deus

«Ao nascer de mais um dia, tudo é lindo e maravilhoso. O caminho que se prossegue, a verdade que se faz presente e a vida que se expressa são dons da plenitude divina.

Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que certa vez, o rico chefe de grande caravana chamou-o à sua presença e perguntou-lhe:
- Porque oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?
O fiel de Deus respondeu:
- Grande senhor conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos Seus Sinais.
- Como assim? - indagou o chefe, admirado.
O servo humilde explicou-se:
- Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?
- Pela letra.
- Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao autor dela?
- Pela marca do ourives.
O empregado sorriu e acrescentou: - Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe, depois, se foi um carneiro, um cavalo, um boi?
- Pelos rastos – respondeu o chefe, surpreendido.

Então, o velho crente convidou-o para fora da tenda e, mostrando-lhe o céu, onde a Lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso:
- Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens!
Nesse momento, o orgulhoso chefe de caravana, de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também.

Deus, mesmo sendo invisível aos nossos olhos, deixa-nos sinais em todos os lugares:

Na manhã que nasce calma, no dia que transcorre com o calor do sol ou com a chuva que molha a relva...há sinais de Deus!
Quando alguém se lembra de ti e te considera importante... há sinais de Deus.
Na beleza da Criação...
Nos gestos de Solidariedade...
Na luta pela Paz e pela Justiça...
No diálogo entre Religiões...
Na partilha com os necessitados...há Sinais de Deus».

«Os Céus proclamam a Glória de Deus!
O firmamento anuncia a obra das Suas Mãos!»
(Salmo 19, *2)

(Nota: o texto que hoje partilho foi-me enviado por email e desconheço o Autor.)
Ailime
25.07.2010
Imagens cedidas gentilmente pela Net

06 junho 2010

Partilha


Ontem, encontrei uma pessoa amiga que já não via há algum tempo.
Não me pereceu bem de saúde tendo-me dito que andava com determinados problemas físicos desde que uma sua filha (já adulta) tinha ficado doente há cerca de três anos.
Senti-me desfalecer e um enorme nó no estômago não me deixou por algumas horas.
Pensei nos jovens em geral e no empenho e dedicação com que frequentam os seus Cursos, muitos deles com sacrifícios vários e de suas famílias.
A pressão e o grau de exigência que hoje é exercida sobre os mesmos são enormes e na maioria dos casos acaba por não corresponder às suas expectativas originando verdadeiras tragédias nas suas vidas e de seus familiares.
O desemprego alastra e a falta de oportunidades para poderem exercer a actividade para a qual se sentem vocacionados são praticamente inexistentes.
Dirão que há situações muito mais graves, mas esta que me foi narrada é mesmo muito grave.
Estive a ler há poucos minutos alguns excertos bíblicos e lembrei-me de deixar em jeito de súplica ao meu bom Deus, mas sempre com Fé e Esperança, para todos os que de alguma forma sofrem pelos seus filhos, seus pais ou outros membros de suas famílias e amigos a seguinte passagem de Isaías, (32, 15-20):

«Será derramado outra vez sobre nós um espírito que vem do alto. Então o deserto tornar-se-á um jardim, e o jardim converter-se-á em bosque. No deserto habitará o direito, e a justiça habitará no jardim, o fruto da justiça será a paz. De facto, o trabalho da justiça resultará em tranquilidade e segurança permanentes. O meu povo habitará num lugar pacífico, em residência segura, em habitação tranquila, mesmo que o bosque seja cortado e a cidade seja arrasada. Felizes de vós que semeais à beira dos riachos e deixais o boi e o jumentinho em liberdade.»

Que o Senhor a todos ampare e alivie nas suas dores.

Ailime
06.06.2010
Imagem cedida gentilmente pela Net