Deem graças em todas as circunstâncias,
pois esta é a vontade de Deus para vocês em
Cristo Jesus.
( 1 Tessalonicenses 5:18)
A minha rota é apenas um caminho que pretendo continuar a trilhar com Confiança e Esperança no Senhor que me criou e fez os Céus e a Terra...
Deem graças em todas as circunstâncias,
pois esta é a vontade de Deus para vocês em
Cristo Jesus.
( 1 Tessalonicenses 5:18)
A minha partilha deste fim de semana:
As crises e dificuldades que enfrentamos ao longo da viagem da vida deixam, frequentemente, feridas que, com as nossas frágeis forças, não conseguimos curar. Incapazes de superar a nossa debilidade, afundamo-nos no desespero. Quem poderá devolver-nos a esperança? As leituras que a liturgia deste domingo nos propõe dizem-nos: “Deus não abandona os seus queridos filhos que a vida magoou e deixou para trás. Ele está sempre disponível para nos purificar de todas as lepras que nos sujam e para nos oferecer a sua salvação”.
Evangelho de São Lucas 17,11-19
A minha partilha deste fim de semana:
O barco da nossa vida enfrenta a cada instante ondas alterosas e ventos contrários? Vacilamos, duvidamos e não sabemos se chegaremos a porto seguro? As leituras que a liturgia deste domingo nos propõe dizem-nos: “tende fé, confiai em Deus, deixai-vos conduzir por Ele. Acolhei as propostas que Ele vos traz. Se vos entregardes confiadamente nas mãos de Deus, vereis acontecer coisas extraordinárias e encontrareis vida em plenitude”.
No Evangelho Jesus, enquanto avança no caminho para Jerusalém, desafia os discípulos a segui-l’O sem hesitações, confiando inteiramente n’Ele e na sua proposta. Trata-se de uma aposta arriscada; mas, se os discípulos forem capazes de abraçá-la, farão coisas grandiosas, que mudarão o rosto do mundo e o sentido da história dos homens. Há, no entanto, uma coisa, que os discípulos não podem olvidar: depois de cumprirem a sua missão, devem manter a humildade e sentirem-se “servos inúteis”, que apenas fizeram “o que deviam fazer”.
Salmo 94 (95)
Refrão:
Evangelho de São Lucas 17,5-10
por sua confiança n'Ele, para que vocês transbordem de esperança,
pelo poder do Espírito Santo.
Romanos 15:13
A minha partilha para este fim de semana:
Como é que Deus vê as desigualdades gritantes que fazem sofrer tantos dos seus filhos? O que é que Deus acha daqueles que se instalam numa vida de bem-estar e não querem saber da sorte dos seus irmãos? Os textos que a liturgia deste dia nos convida a escutar procuram responder a estas questões. Deixam claro que o projeto de Deus para o mundo e para os homens não inclui a injustiça, a exploração, a apropriação por parte de alguns dos bens que pertencem a todos. Deus quer, para todos os seus filhos, uma vida digna, plena e feliz.
Na primeira leitura, o profeta Amós denuncia violentamente o egoísmo dos ricos e poderosos, agarrados a uma vida de luxo e esbanjamento, indiferentes à sorte dos pequenos e dos pobres. O profeta avisa que Deus não está disposto a suportar uma situação que contrasta com o projeto que sonhou para o mundo e para os homens. Se Israel insistir em continuar nesse caminho, irá sofrer as consequências das suas escolhas egoístas.
No Evangelho Jesus, através da parábola do rico e do pobre Lázaro, diz-nos que é uma má opção assentar a própria vida sobre o dinheiro, o bem-estar, o conforto, os interesses egoístas. Quem se preocupa apenas em gozar a vida e fica indiferente ao sofrimento dos irmãos, falha completamente o sentido da existência. Há de perceber, quando fizer as contas finais, que a sua vida não valeu para nada.
Leituras Bíblicas
Amós 6,1a.4-7
Salmo 145 (146)
1 Timóteo 6,11-16
Evangelho Lucas 16,19-31
Salmo 145(146)
Ó minha alma, louva o Senhor.
O Senhor faz justiça aos oprimidos,
dá pão aos que têm fome
e a liberdade aos cativos.
EVANGELHO – Lucas 16,19-31
Naquele tempo,
disse Jesus aos fariseus:
«Havia um homem rico,
que se vestia de púrpura e linho fino
e se banqueteava esplendidamente todos os dias.
Um pobre, chamado Lázaro,
jazia junto do seu portão, coberto de chagas.
Bem desejava saciar-se do que caía da mesa do rico,
mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas.
Ora sucedeu que o pobre morreu
e foi colocado pelos Anjos ao lado de Abraão.
Morreu também o rico e foi sepultado.
Na mansão dos mortos, estando em tormentos,
levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a seu lado.
Então ergueu a voz e disse:
‘Pai Abraão, tem compaixão de mim.
Envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo
e me refresque a língua,
porque estou atormentado nestas chamas’.
Abraão respondeu-lhe:
‘Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida
e Lázaro apenas os males.
Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado,
enquanto tu és atormentado.
Além disso, há entre nós e vós um grande abismo,
de modo que se alguém quisesse passar daqui para junto de vós,
ou daí para junto de nós,
não poderia fazê-lo’.
O rico insistiu:
‘Então peço-te, ó pai,
que mandes Lázaro à minha casa paterna
– pois tenho cinco irmãos –
para que os previna,
a fim de que não venham também para este lugar de tormento’.
Disse-lhe Abraão:
‘Eles têm Moisés e os Profetas.
Que os ouçam’.
Mas ele insistiu:
‘Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles,
arrepender-se-ão’.
Abraão respondeu-lhe:
‘Se não dão ouvidos a Moisés nem aos Profetas,
mesmo que alguém ressuscite dos mortos,
não se convencerão’.
Com o meu abraço,
na paz de Cristo.
Emília Simões
A minha partilha deste fim de semana:
Que valores devem servir de base ao nosso projeto de vida? Que escolhas devemos fazer para que a nossa vida não seja desperdiçada? A liturgia deste vigésimo quinto domingo comum convida-nos a refletir sobre estas questões… Avisa-nos, logo à partida, que não pode ser o dinheiro a comandar a nossa vida; sugere-nos, em contrapartida, que escolhamos os valores duradouros e eternos, os valores do Reino, os valores de Deus.
No Evangelho, Jesus conta uma parábola sobre um administrador astuto, que percebeu quais eram os valores em que valia a pena apostar. Numa altura em que a sua vida tinha chegado a uma encruzilhada, propôs-se prescindir de um lucro imediato e precário, para garantir uma recompensa duradoura e consistente. Jesus avisa os seus discípulos para fazerem o mesmo. A aposta nos bens materiais nunca será, segundo Jesus, uma aposta que dê pleno sentido à vida do homem.
Salmo 112 (113)
EVANGELHO de São Lucas 16,1-13
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Um homem rico tinha um administrador,
que foi denunciado por andar a desperdiçar os seus bens.
Mandou chamá-lo e disse-lhe:
‘Que é isto que ouço dizer de ti?
Presta contas da tua administração,
porque já não podes continuar a administrar’.
O administrador disse consigo:
‘Que hei de fazer,
agora que o meu senhor me vai tirar a administração?
Para cavar não tenho força,
de mendigar tenho vergonha.
Já sei o que hei de fazer,
para que, ao ser despedido da administração,
alguém me receba em sua casa’.
Mandou chamar um por um os devedores do seu senhor e disse ao primeiro:
‘Quanto deves ao meu senhor?’.
Ele respondeu: ‘Cem talhas de azeite’.
O administrador disse-lhe:
‘Toma a tua conta: senta-te depressa e escreve cinquenta’.
A seguir disse a outro: ‘E tu quanto deves?’.
Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’.
Disse-lhe o administrador:
‘Toma a tua conta e escreve oitenta’.
E o senhor elogiou o administrador desonesto,
por ter procedido com esperteza.
De facto, os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz,
no trato com os seus semelhantes.
Ora Eu digo-vos:
Arranjai amigos com o vil dinheiro,
para que, quando este vier a faltar,
eles vos recebam nas moradas eternas.
Quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes;
e quem é injusto nas coisas pequenas também é injusto nas grandes.
Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro,
quem vos confiará o verdadeiro bem?
E se não fostes fiéis no bem alheio,
quem vos entregará o que é vosso?
Nenhum servo pode servir a dois senhores,
porque, ou não gosta de um deles e estima o outro,
ou se dedica a um e despreza o outro.
Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».
Com o meu abraço na paz de Cristo.
Emília Simões