17 maio 2017

Mãe do Silêncio


Mãe do Silêncio e da Humildade, tu vives perdida e encontrada
no mar sem fundo do Mistério do Senhor.
Tu és disponibilidade e receptividade.
Tu és fecundidade e plenitude.
Tu és atenção e solicitude pelos irmãos.
Estás revestida de fortaleza.

Resplandecem em ti a maturidade humana
e a elegância espiritual.
És senhora de ti mesma antes de ser Nossa Senhora.
Em ti não existe dispersão.

Em um acto de simples e total, tua alma, toda imóvel,
está paralisada e identificada com o Senhor.
Estás em Deus, e Deus em ti.
O Mistério total te envolve
e te penetra e te possui,
ocupa e entrega todo o teu ser.

Parece que em ti tudo ficou parado,
tudo se identificou contigo: o tempo, o espaço,
a palavra, a música, o silêncio, a mulher, Deus.
Tudo ficou assumido em ti, e divinizado.

Jamais se viu figura humana de tamanha doçura,
nem se voltará a ver nesta terra
uma mulher tão inefavelmente evocadora.
Entretanto, teu silênco
não é a ausência mas presença.

Estás abismada no Senhor e, ao mesmo tempo,
atenta aos irmãos, como em Caná.
A comunicação nunca é tão profunda como
quando não se diz nada, e o silêncio
nunca é tão eloquente como quando nada se comunica.

Faz-nos compreender que o silêncio não é
desinteresse pelos irmãos, mas fonte
de energia e de irradiação,
não é encolhimento mas projecção.
Faz-nos compreender que,
para derramar, é preciso preencher-se.

Afoga-se o mundo no mar da dispersão,
e não é possível
amar os irmãos com um coração disperso.
Faz-nos compreender que o apostolado,
sem silêncio, é alienação, e que o silêncio,
sem apostolado, é comodidade.

Envolve-nos em teu manto de silêncio e comunica-nos
a fortaleza de tua FÉ, a altura de tua Esperança
e a profundidade de teu Amor.
Fica com os que ficam e vem com os que partem.
Ó Mãe Admirável do Silêncio!

 Inácio Larrañaga

14 maio 2017

5º Domingo da Páscoa

A minha partilha deste 5º Domingo da Páscoa:

Atos doa Apóstolos 6,1-7)
«Naqueles dias, o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se dos fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário.
Então os Doze Apóstolos reuniram a multidão dos discípulos e disseram: “Não está certo que nós deixemos a pregação da Palavra de Deus para servir às mesas. Irmãos, é melhor que escolhais entre vós sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria, e nós os encarregaremos dessa tarefa. Desse modo nós poderemos dedicar-nos inteiramente à oração e ao serviço da Palavra”.
A proposta agradou a toda a multidão. Então escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; e também Filipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas e Nicolau de Antioquia, um grego que seguia a religião dos judeus. Eles foram apresentados aos apóstolos, que oraram e impuseram as mãos sobre eles.
Entretanto, a Palavra do Senhor se espalhava. O número dos discípulos crescia muito em Jerusalém, e grande multidão de sacerdotes judeus aceitava a fé».


 Salmo 32,
Justos, alegrai-vos no Senhor!
aos retos fica bem glorificá-lo.
 Dai graças ao Senhor ao som da harpa,
na lira de dez cordas celebrai-o!

 Pois reta é a palavra do Senhor,
e tudo o que ele faz merece fé.
 Deus ama o direito e a justiça,
transborda em toda a terra a sua graça.

O Senhor pousa o olhar sobre os que o temem,
e que confiam esperando em seu amor,
 para da morte libertar as suas vidas
e alimentá-los quando é tempo de penúria. 


Evangelho João 14,1-12
'Não se perturbe o vosso coração.
Tendes fé em Deus, tende fé em mim também.
Na casa de meu Pai há muitas moradas.
Se assim não fosse, eu vos teria dito.
Vou preparar um lugar para vós,
e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar,
voltarei e vos levarei comigo,
a fim de que onde eu estiver estejais também vós.
E para onde eu vou, vós conheceis o caminho.'
 Tomé disse a Jesus:
'Senhor, nós não sabemos para onde vais.
Como podemos conhecer o caminho?'
 Jesus respondeu:
'Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ninguém vai ao Pai senão por mim.
Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai.
E desde agora o conheceis e o vistes.'
 Disse Felipe:
'Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!'
 Jesus respondeu:
'Ha tanto tempo estou convosco,
e não me conheces, Felipe? Quem me viu, viu o Pai.
Como é que tu dizes: `Mostra-nos o Pai'?
Não acreditas que eu estou no Pai
e o Pai está em mim?
As palavras que eu vos digo,
não as digo por mim mesmo,
mas é o Pai, que, permanecendo em mim,
realiza as suas obras.
 Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim.
Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras.
 Em verdade, em verdade vos digo,
quem acredita em mim fará as obras que eu faço,
e fará ainda maiores do que estas.
Pois eu vou para o Pai.

Palavras para o Caminho

«O nosso caminho é Cristo na sua humildade; o Cristo verdade e vida é Cristo na sua grandeza, na sua divindade. Se seguir o caminho da humildade, chegará ao Altíssimo; se, na sua fraqueza, não desprezar a humildade, permanecerá cheio de força no Altíssimo».


Desejo-vos um bom domingo.
O meu abraço na paz de Cristo.

Fonte: Liturgia diária
Net

07 maio 2017

4º Domingo da Pascoa - O Bom Pastor

«O Evangelho apresenta Cristo como “o Pastor modelo”, que ama de forma gratuita e desinteressada as suas ovelhas, até ser capaz de dar a vida por elas. As ovelhas sabem que podem confiar n’Ele de forma incondicional, pois Ele não busca o próprio bem, mas o bem do seu rebanho. O que é decisivo para pertencer ao rebanho de Jesus é a disponibilidade para “escutar” as propostas que Ele faz e segui-l’O no caminho do amor e da entrega.»



Evangelho de João 10,11-18

Naquele tempo, disse Jesus.
«Eu sou o Bom Pastor.
O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas.
O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas,
logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge,
enquanto o lobo as arrebata e dispersa.
O mercenário não se preocupa com as ovelhas.
Eu sou o Bom Pastor:
conheço as minhas ovelhas
e as minhas ovelhas conhecem-Me,
do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai;
Eu dou a minha vida pelas minhas ovelhas.
Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil
e preciso de as reunir;
elas ouvirão a minha voz
e haverá um só rebanho e um só Pastor.
Por isso o Pai Me ama:
porque dou a minha vida, para poder retomá-la.
Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente.
Tenho o poder de a dar e de a retomar:
foi este o mandamento que recebi de meu Pai».


Salmo 117 (118)

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Mais vale refugiar-se no Senhor,
do que fiar-se nos homens.

Mais vale refugiar-se no Senhor,
do que fiar-se nos poderosos.

Eu Vos darei graças porque me ouvistes
e fostes o meu Salvador.

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos.

Bendito o que vem em nome do Senhor,
da casa do Senhor nós vos bendizemos.
Vós sois o meu Deus: eu Vos darei graças.
Vós sois o meu Deus: eu Vos exaltarei.
Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.


Oração pelas vocações

Senhor da messe
e pastor do rebanho,
faz ressoar em nossos ouvidos
o teu forte e suave convite:
“Vem e segue-me”!
Derrama sobre nós o teu Espírito,
que Ele nos dê sabedoria
para ver o caminho
e generosidade
para seguir a tua voz.
                                               


Desejo-vos um bom domingo. 

O meu abraço na paz de Cristo.

Fonte: Portal dos Sacerdotes Dehonianos

22 abril 2017

2º Domingo da Páscoa - Domingo da Divina Misericórdia

«A liturgia deste domingo apresenta-nos essa comunidade de Homens Novos que nasce da Cruz e da Ressurreição de Jesus: a Igreja. A sua missão consiste em revelar aos homens a vida nova que brota da ressurreição.»

 Actos dos Apóstolos 2,42-47
Leitura dos Actos dos Apóstolos
Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos,
à comunhão fraterna, à fracção do pão e às orações.
Perante os inumeráveis prodígios e milagres
realizados pelos Apóstolos,
toda a gente se enchia de terror.
Todos os que haviam abraçado a fé
viviam unidos e tinham tudo em comum.
Vendiam propriedades e bens
e distribuíam o dinheiro por todos,
conforme as necessidades de cada um.
Todos os dias frequentavam o templo,
como se tivessem uma só alma,
e partiam o pão em suas casas;
tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração,
louvando a Deus e gozando da simpatia de todo o povo.
E o Senhor aumentava todos os dias
o número dos que deviam salvar se.


 Salmo 117 (118)
Refrão: Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.

Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Aarão:
é eterna a sua misericórdia.

Digam os que temem o Senhor:
é eterna a sua misericórdia.
Empurraram me para cair,
mas o Senhor me amparou.

O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória,
foi Ele o meu Salvador.
Gritos de júbilo e de vitória nas tendas dos justos:
a mão do Senhor fez prodígios.

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos.
Este é o dia que o Senhor fez:
exultemos e cantemos de alegria.


Evangelho de João 20,19-31
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana,
estando fechadas as portas da casa
onde os discípulos se encontravam,
com medo dos judeus,
veio Jesus, colocou Se no meio deles e disse lhes:
«A paz esteja convosco».
Dito isto, mostrou lhes as mãos e o lado.
Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor.
Jesus disse lhes de novo:
«A paz esteja convosco.
Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós».
Dito isto, soprou sobre eles e disse lhes:
«Recebei o Espírito Santo:
àqueles a quem perdoardes os pecados ser lhes ão perdoados;
e àqueles a quem os retiverdes serão retidos».
Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo,
não estava com eles quando veio Jesus.
Disseram lhe os outros discípulos:
«Vimos o Senhor».
Mas ele respondeu lhes:
«Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos,
se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado,
não acreditarei».
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa
e Tomé com eles.
Veio Jesus, estando as portas fechadas,
apresentou Se no meio deles e disse:
«A paz esteja convosco».
Depois disse a Tomé:
«Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos;
aproxima a tua mão e mete a no meu lado;
e não sejas incrédulo, mas crente».
Tomé respondeu Lhe:
«Meu Senhor e meu Deus!»
Disse lhe Jesus:
«Porque Me viste acreditaste:
felizes os que acreditam sem terem visto».
Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos,
que não estão escritos neste livro.
Estes, porém, foram escritos
para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus,
e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.


Palavra para o caminho
«Concretamente… O Livro dos Actos apresenta-nos este belo projecto de vida da primeira comunidade cristã: escutar o ensino dos Apóstolos, viver em comunhão fraterna, partir o pão, participar nas orações, partilhar com os irmãos em necessidade. E nós? Em que ficamos concretamente? Este projecto continua pleno de actualidade para nós, crentes, hoje»!

Desejo-vos um bom domingo.
Abraço-vos na paz de Cristo.

19 abril 2017

Pensamento


Se o teu coração está perturbado, mete a Cruz ao centro!
Encontrarás paz e força.

S. Francisco de Sales

16 abril 2017

Cristo Ressuscitou: ALELUIA!

"E porque Cristo Ressuscitou, hoje celebramos um Deus Vivo, que vive para todo o sempre."


Hoje é dia de renascer! Hoje é dia de fazer a experiência de se deixar abraçar, sem medo, por este Deus Amor.

 ALELUIA!


Feliz Páscoa!


 Com o meu abraço na paz de Cristo.
Ailime

14 abril 2017

Paixão do Senhor

«É hora de noa na Terra»

"Por nosso amor, morreu o Senhor
Numa Cruz morreu o Senhor.
Recomendou dar a vida e a vida como irmãos
Em sinal de amor.

 Planearam a sua morte em silêncio,
Assustaram com gritos o povo.
E num lenho pregaram o Seu Corpo
à hora de noa, o Senhor morreu.
O Senhor morreu.

 É hora de noa na Terra,
As sirenes de alarme soaram,
Mas ninguém se dedica a acordar
E o meu irmão chora, e o meu irmão morre;
E o clamor da sua voz não nos dói.
E o meu irmão morre.

 É hora de noa na Terra,
É hora da fome e da morte,
É hora do ódio e da guerra,
É hora de noa, quando sofre o meu povo,
Quando cresce a dor e o engano,
Quando falta o amor".



"Toda a nossa glória está na Cruz
de Nosso Senhor, Jesus Cristo.
O Senhor tenha compaixão de nós
e nos abençoe."

 Autor: C. Erdozain

13 abril 2017

Quinta Feira Santa - Ceia do Senhor e Cerimónia do Lava-pés

Os cristãos são chamados, após o retiro quaresmal, a uma maior vivência do Mistério da Fé, no Tríduo Pascal: Ceia do Senhor, Paixão, Morte e Ressurreição.


« Na última Ceia, Jesus instituiu a Eucaristia e entregou-a à sua Igreja, para que, na Eucaristia, a Igreja encontrasse, até ao fim dos tempos, quando Ele vier, o memorial da sua Páscoa, isto é, da sua passagem deste mundo para o Pai, pela Morte à Ressurreição. Esta leitura é a mais antiga narração chegada até nós da instituição da Eucaristia pelo Senhor, e da sua celebração pela Igreja, neste caso, 
na Igreja de Corinto.»

“1 Cor 11, 23-26
Irmãos: Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim». Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do 
Senhor, até que Ele venha.”


«Nesta celebração encontramos também o rito do “lava-pés”. Jesus ao lavar os pés aos discípulos, revela o verdadeiro sentido da sua missão, que é o de Ele ser o Servo, servindo até dar a vida, em obediência ao Pai, para salvação dos homens. Foi assim que Ele amou até ao fim, e nos ensinou a fazermos o mesmo uns aos outros, como Ele fez aos seus discípulos. O lava-pés dá-nos o sentido profundo da Morte de Jesus: um serviço de amor em favor dos seus. E este sentido continua a ser-nos ainda recordado sempre que celebramos a Eucaristia.»


Fontes: Bíblia Sagrada,
Liturgia diária, Net.