24 novembro 2018

Solenidade de Cristo, Rei do Universo


No 34º Domingo do Tempo Comum, celebramos a Solenidade de Jesus Cristo, Rei e Senhor do Universo. A Palavra de Deus que nos é proposta neste último domingo do ano litúrgico convida-nos a tomar consciência da realeza de Jesus; deixa claro, no entanto, que essa realeza não pode ser entendida à maneira dos reis deste mundo: é uma realeza que se concretiza de acordo com uma lógica própria, a lógica de Deus. O Evangelho, especialmente, explica qual é a lógica da realeza de Jesus.
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Na segunda leitura, o autor do Livro do Apocalipse apresenta Jesus como o Senhor
do Tempo e da História, o princípio e o fim de todas as coisas, o “príncipe dos reis da terra”, Aquele que há-de vir “por entre as nuvens” cheio de poder, de glória e de majestade para instaurar um reino definitivo de felicidade, de vida e de paz. É, precisamente, a interpretação cristã dessa figura de “filho de homem” de que falava a primeira leitura.
O Evangelho apresenta-nos, num quadro dramático, Jesus a assumir a sua condição de rei diante de Pontius Pilatus. A cena revela, contudo, que a realeza reivindicada por Jesus não assenta em esquemas de ambição, de poder, de autoridade, de violência, como acontece com os reis da terra. A missão “real” de Jesus é dar “testemunho da verdade”; e concretiza-se no amor, no serviço, no perdão, na partilha, no dom da vida.


Apocalipse 1,5-8 
Jesus Cristo é a Testemunha fiel, 
o Primogénito dos mortos, o Príncipe dos reis da terra. 
Àquele que nos ama e pelo seu sangue nos libertou do pecado  
e fez de nós um reino de sacerdotes para Deus seu Pai, 
a Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amen. Ei-l’O 
 que vem entre as nuvens, e todos os olhos O verão, mesmo aqueles  
que O trespassaram; e por sua causa hão-de lamentar-se todas  
as tribos da terra. Sim. Amen. 
«Eu sou o Alfa e o Ómega», diz o Senhor Deus, 
«Aquele que é, que era e que há-de vir, o Senhor do Universo». 
Salmo 92 (93)
Refrão: O Senhor é rei num trono de luz.
O Senhor é rei, 
revestiu-Se de majestade, 
 revestiu-Se e cingiu-Se de poder. 

Firmou o universo, que não vacilará.  
É firme o vosso trono desde sempre, 
Vós existis desde toda a eternidade.

Os vossos testemunhos são dignos de toda a fé,
 a santidade habita na vossa casa 
por todo o sempre. 

Evangelho de João 18,33b-37
Naquele tempo, 
disse Pilatos a Jesus: 
«Tu és o Rei dos judeus?» Jesus respondeu-lhe: 
«É por ti que o dizes, 
ou foram outros que to disseram de Mim?»  
Disseram-Lhe Pilatos: 
«Porventura eu sou judeu? 
O teu povo e os sumos sacerdotes é que 
 Te entregaram a mim. Que fizeste?» 
Jesus respondeu: 
«O meu reino não é deste mundo. 
 Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam 
para que Eu não fosse entregue aos judeus.  
Mas o meu reino não é daqui». 
Disse-Lhe Pilatos: 
«Então, Tu és Rei?» Jesus respondeu-lhe: 
«É como dizes: sou Rei. 
Para isso nasci e vim ao mundo, 
a fim de dar testemunho da verdade. 
Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz».


PARA A SEMANA QUE SE SEGUE…
Balanço anual… Acabar um ano é também dar graças por tudo aquilo que pudemos viver. Individualmente, em família e em comunidade, fazer o balanço do ano que passou… Recordar alguns momentos concretos do ano litúrgico que marcaram o dinamismo do crescimento da fé, a nível pessoal e comunitário…

 Com o meu abraço na Paz de Cristo. 

21 novembro 2018

Pensamento


O carácter não se desenvolve
na calma e na tranquilidade.
Só a experiência das provações e do sofrimento
é que nos fortalecem, limpam a visão,
estimulem a ambição e nos conduzem ao sucesso.

Hellen Keller (1880-1968

17 novembro 2018

33º Domingo do Tempo Comum


«A liturgia do 33º Domingo do Tempo Comum apresenta-nos, fundamentalmente, um convite à esperança. Convida-nos a confiar nesse Deus libertador, Senhor da história, que tem um projecto de vida definitiva para os homens. Ele vai – dizem os nossos textos – mudar a noite do mundo numa aurora de vida sem fim».

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«No Evangelho, Jesus garante-nos que, num futuro sem data marcada, o mundo velho do egoísmo e do pecado vai cair e que, em seu lugar, Deus vai fazer aparecer um mundo novo, de vida e de felicidade sem fim. Aos seus discípulos, Jesus pede que estejam atentos aos sinais que anunciam essa nova realidade e disponíveis para acolher os projectos, os apelos e os desafios de Deus».



Vigiai e orai em todo o tempo, 
para poderdes comparecer diante do Filho do homem. 

Evangelho de Marcos 13,24-32 

Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Naqueles dias, depois de uma grande aflição,
o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade;
as estrelas cairão do céu
e as forças que há nos céus serão abaladas.
Então, hão-de ver o Filho do homem vir sobre as nuvens,
com grande poder e glória.
Ele mandará os Anjos,
para reunir os seus eleitos dos quatro pontos cardeais,
da extremidade da terra à extremidade do céu.
Aprendei a parábola da figueira:
quando os seus ramos ficam tenros e brotam as folhas,
sabeis que o Verão está próximo.
Assim também, quando virdes acontecer estas coisas,
sabei que o Filho do homem está perto, está mesmo à porta.
Em verdade vos digo:
Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.
Passará o céu e a terra,
mas as minhas palavras não passarão.
Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém os conhece:
nem os Anjos do Céu, nem o Filho;
só o Pai».

Salmo 15 (16)
Refrão: Defendei-me, Senhor: Vós sois o meu refúgio.
Senhor, porção da minha herança e do meu cálice, 
está nas vossas mãos o meu destino. 
O Senhor está sempre na minha presença, 
com Ele a meu lado não vacilarei.

Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta
e até o meu corpo descansa tranquilo.
Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos,
nem deixareis o vosso fiel sofrer a corrupção.

Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,
alegria plena em vossa presença,
delícias eternas à vossa direita.


Bilhete do Evangelho

Para Deus, não há passado nem futuro, há um eterno presente. Quando Jesus fala do seu regresso, coloca-o no hoje da sua Igreja. Eis porque, quando escreve o seu Evangelho, Marcos dirige-se a uma comunidade provada pelas perseguições, sem dúvida tentada pelo desespero, pela dúvida. Trata-se, pois, de redizer que Cristo, vitorioso da morte na manhã de Páscoa, é sempre vitorioso sobre todas as forças do mal. O seu regresso será, então, a manifestação do seu esplendor e do seu poder amoroso sobre as forças da morte. Para reavivar a sua esperança, os crentes são convidados a perscrutar os sinais que fazem ver que o Senhor voltará. A esperança dos cristãos manifesta-se em cada Eucaristia, quando afirmam que Cristo veio, vem e virá.


Com o meu abraço na paz de Cristo.
Ailime

Fonte: Portal dos Sacerdotes Dehonianos
Imagens Google

13 novembro 2018

Pensamneto


Se formos pacíficos e felizes, se formos capazes
de sorrir e de florescer como uma flor,
toda a gente na nossa família, na nossa
sociedade, beneficiará com a nossa paz.

Thich Nhat Hanh, N.1926 , in 
Suffering is not enough





10 novembro 2018

32º Domingo do Tempo Comum


A liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum fala-nos do verdadeiro culto, do culto que devemos prestar a Deus. A Deus não interessam grandes manifestações religiosas ou ritos externos mais ou menos sumptuosos, mas uma atitude permanente de entrega nas suas mãos, de disponibilidade para os seus projetos, de acolhimento generoso dos seus desafios, de generosidade para doarmos a nossa vida em benefício dos nossos irmãos. 
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O Evangelho diz, através do exemplo de outra mulher pobre, de outra viúva, qual é o verdadeiro culto que Deus quer dos seus filhos: que eles sejam capazes de Lhe oferecer tudo, numa completa doação, numa pobreza humilde e generosa (que é sempre fecunda), num despojamento de si que brota de um amor sem limites e sem condições. Só os pobres, isto é, aqueles que não têm o coração cheio de si próprios, são capazes de oferecer a Deus o culto verdadeiro que Ele espera.



Evangelho de Marcos 12,38-44 

Naquele tempo, 
Jesus ensinava a multidão, dizendo: 
«Acautelai-vos dos escribas, 
que gostam de exibir longas vestes, 
de receber cumprimentos nas praças, 
de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas 
e os primeiros lugares nos banquetes. 
Devoram as casas das viúvas 
com pretexto de fazerem longas rezas. 
Estes receberão uma sentença mais severa». 
Jesus sentou-Se em frente da arca do tesouro 
a observar como a multidão deixava o dinheiro na caixa. 
Muitos ricos deitavam quantias avultadas. 
Veio uma pobre viúva 
e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante. 
Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: 
«Em verdade vos digo: 
Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. 
Eles deitaram do que lhes sobrava, 
mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, 
tudo o que possuía para viver».


 Salmo 145(146)
Ó minha alma, louva o Senhor. 

Refrão 2: Aleluia. 

O Senhor faz justiça aos oprimidos, 
dá pão aos que têm fome 
e a liberdade aos cativos. 

O Senhor ilumina os olhos do cego, 
o Senhor levanta os abatidos, 
o Senhor ama os justos. 

O Senhor protege os peregrinos, 
ampara o órfão e a viúva 
e entrava o caminho aos pecadores. 

O Senhor reina eternamente; 
o teu Deus, ó Sião, 
é rei por todas as gerações.


Para a semana que segue
A oração silenciosa… Para nos colocarmos sob o olhar de Jesus, tomemos nesta semana tempo para a oração silenciosa. Esta não deve ser “vazia”. É um tempo em que nos pomos na presença do Senhor e em que, depois de algumas palavras de louvor, o silêncio nos ajuda a sentir o olhar amoroso de Cristo. 


Com o meu abraço na paz de Cristo.
Ailime

Fonte: Portal dos Sacerdotes Dehonianos

07 novembro 2018

Recomecemos de novo...


Essas estrelas azuis e vermelhas
cintilam desde toda a eternidade.
Sê como elas :
não te canses de brilhar.
Semeia pelos campos secos
e pelos cumes íngremes a esperança
e a paz, mesmo que os teus olhos
não vejam as espigas douradas.
Os famintos um dia verão.
Caminha. O Senhor será luz
para os teus olhos,
alento para os teus pulmões,
azeite para as tuas feridas,
meta para o teu caminho. Vem.
Recomecemos de novo.


Ignacio Larrañaga
In O Sentido da Vida