21 agosto 2010

Reflexão para este Domingo (29.08.2010)

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A liturgia deste domingo propõe-nos reflectir sobre alguns valores que acompanham o desafio do “Reino”:
- a humildade, a gratuidade, o amor desinteressado. (In: Conferência Episcopal Portuguesa).


Do Evangelho de São Lucas:

«Naquele tempo,
Jesus entrou, a um sábado,
em casa de um dos principais fariseus
para tomar uma refeição.
Todos O observavam.
Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares,
Jesus disse-lhes esta parábola:
«Quando fores convidado para um banquete nupcial,
não tomes o primeiro lugar.
Pode acontecer que tenha sido convidado
alguém mais importante que tu;
então, aquele que vos convidou a ambos, terá que te dizer:
‘Dá o lugar a este’;
e ficarás depois envergonhado,
se tiveres de ocupar o último lugar.
Por isso, quando fores convidado,
vai sentar-te no último lugar;
e quando vier aquele que te convidou, dirá:
‘Amigo, sobre mais para cima’;
ficarás então honrado aos olhos dos outros convidados.
Quem se exalta será humilhado
e quem se humilha será exaltado».
Jesus disse ainda a quem O tinha convidado:
«Quando ofereceres um almoço ou um jantar,
não convides os teus amigos nem os teus irmãos,
nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos,
não seja que eles por sua vez te convidem
e assim serás retribuído.
Mas quando ofereceres um banquete,
convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos;
e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te:
ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.»
 Lc 14,1.7-14

Senhor como ainda não consigo ser ao Teu jeito, como o meu orgulho e a minha pequenez me fazem vacilar tantas vezes.
Por isso te peço, Senhor, que me ajudes no meu caminho e me continues a fortalecer para prosseguir com lucidez a minha caminhada aceitando fazer festa com os mais necessitados e marginalizados da sociedade.

 Ailime
21.08.2010
Imagem cedida gentilmente pela Net
(S. João de Deus)



15 agosto 2010

Assunção de Nossa Senhora (15.08.2010)

Hoje a Igreja celebra a Solenidade da Assunção da Santa Mãe de Deus, Mãe de Jesus, nossa  Mãe.
Elevo os meus olhos ao Céu e penso naquela Mulher que Deus escolheu para encarnar Aquele que viria a mudar o Mundo para sempre, Jesus!
Maria, a Mulher do sim, "Faça-se em mim segundo a Tua vontade"!
Maria, que por ser amada por todos é chamada de Nossa Senhora.
Sim, Maria "a humilde serva" que pôs toda a Sua Vida ao Serviço de Deus, ao serviço de quem a si recorre orando para que por sua intercessão junto do Filho lhes sejam concedidas todas as graças.
Maria, a Mulher Suprema que tudo guardava no seu Imaculado coração. 
Bendita és tu Maria.
Todas as gerações TE chamam de  bem-aventurada, porque acreditaste no plano que Deus tinha para guardado para Ti:

 Como Maria, digamos:
«A minha alma glorifica o Senhor
*E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva:
*De hoje em diante me chamarão bem aventurada todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas:
*Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração
*Sobre aqueles que o temem.
Manifestou o poder do seu braço
*E dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos
*E exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens
*E aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo,
*Lembrado da sua misericórdia,
Como tinha prometido a nossos pais,
*A Abraão e à sua descendência para sempre
Glória ao Pai e ao Filho
*E ao Espírito Santo,
Como era no princípio,
*Agora e sempre.»

Ailime
15.08.2010


06 agosto 2010

Bom descanso




Este texto que considero muito interessante , publicado o ano passado mais ou menos por esta altura, no Jornal de um Colégio dos arredores de Lisboa, foi-me cedido por um colega o qual resolvi partilhar de novo com todos vós, neste tempo maravilhoso em que muitos aproveitam para o merecido descanso anual.

"A nossa relação com o tempo é uma aprendizagem difícil.
Do tempo que passa depressa demais àquele que parece ter a lentidão da tartaruga estamos sempre em busca de um tempo ideal. Confundimos o urgente com o essencial, queremos a eternidade para alguns momentos e a rapidez para outros. E no meio das escolhas que fazemos, o tempo para descansar é o que mais sofre. Tem um certo ar de desperdício, de oportunidade perdida, de tempo improdutivo, e, contudo, sem descanso não é possível viver bem.
O descanso não é apenas dormir, e só isso já seria importante pois os especialistas dizem que dormimos pouco e mal. Lembro-me como a Bíblia está cheia de sonhos em que Deus fala e revela projectos para humanidade, mas hoje dificilmente nos encontraria em sonos repousantes. Já ouvimos dizer que o dormir é uma “arrumar” da biblioteca de pensamentos e sensações que povoaram o nosso estar acordados. Precisamos absolutamente desta alternância de dormir e acordar, como o nosso planeta precisa do dia e da noite. Mas descansar é mais do que dormir. É saborear o tempo como presente para nós e para os outros, é contemplar o que até julgamos conhecer só porque é visto todos os dias, é reaprender a olhar e a ouvir, é saborear o gosto de pensar e de dialogar libertos da guerra do “ganha ou perde” em que se transformam tantas conversas do quotidiano. Sem descanso facilmente nos transformamos em máquinas, cumprimos horários e atingimos objectivos, mas empobrecemos como pessoas. Julgamos evoluir e, simplesmente, perdemos aquele gosto do viver que é aceitar não dominar nem ser dono de tudo.
Descansar é também passar das mãos fechadas da posse às mãos abertas da gratuidade. E vislumbrar no último desejo, “descansa em paz”, dito e escrito com dor e saudade, um tempo de plenitude e graça que é dom absoluto de Deus!
Bom descanso."

Reflexão de:
Pe. Victor Gonçalves
Imagem cedida gentilmente pela Net
(Reposição)
Ailime
06.08.2010
Imagem gentilmente cedida pela Net

01 agosto 2010

Partilha


Em conversa ainda ontem com um dos meus sobrinhos bastante jovem mas já com muitas responsabilidades tanto profissionais como familiares, como tanto outros, acrescento, dizia-me ele a certo momento: “tia, um dia destes arranjo uma casa com uma horta e vou-me embora com a minha Família, porque isto está a tornar-se demasiadamente desgastante. Não tenho tempo para descansar, para estar com os meus 2 filhos (de 3 anos e 9 meses), porque o pouco tempo que lhes dou ainda por cima “é de fraca qualidade”!
Estas palavras tocaram-me profundamente.
Eu sei que este meu querido e meigo sobrinho estaria a exagerar um pouco nas palavras que empregou (ou não...) embora eu  lhe tivesse notado um certo ar de cansaço  e algum desalento. Mas, como jovem responsável que é, compreendi-o nesta sua atitude para com a vida e fiquei a admirá-lo ainda mais, porque  em início de carreira está disposto a abandonar “tudo” para se dedicar ao essencial da vida: poder ter mais disponibilidade para o amor, para a sua Família.
Lembrei-me então desta carta de S. Paulo que hoje é lida em todas as igrejas do mundo católico e em que S. Paulo nos exorta a aspirar às coisas do Alto, a qual passo a transcrever:  

“Irmãos:
Se ressuscitastes com Cristo,
aspirai às coisas do alto,
onde Cristo está sentado à direita de Deus.
Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra.
Porque vós morrestes
e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
Quando Cristo
, que é a vossa vida, Se manifestar,
também vós vos haveis de manifestar com Ele na glória.
Portanto, fazei morrer o que em vós é terreno:
imoralidade, impureza, paixões, maus desejos e avareza,
que é uma idolatria.
Não mintais uns aos outros,
vós que vos despojastes do homem velho com as suas acções
e vos revestistes do homem novo,
que, para alcançar a verdadeira ciência,
se vai renovando à imagem do seu Criador.
Aí não há grego ou judeu, circunciso ou incircunciso,
bárbaro ou cita, escravo ou livre;
o que há é Cristo,
que é tudo e está em todos”
Col 3,1-5.9-11

Imagem cedida de gentilmente pela Net.
Ailime
01.08.2010

25 julho 2010

Sinais de Deus

«Ao nascer de mais um dia, tudo é lindo e maravilhoso. O caminho que se prossegue, a verdade que se faz presente e a vida que se expressa são dons da plenitude divina.

Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que certa vez, o rico chefe de grande caravana chamou-o à sua presença e perguntou-lhe:
- Porque oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?
O fiel de Deus respondeu:
- Grande senhor conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos Seus Sinais.
- Como assim? - indagou o chefe, admirado.
O servo humilde explicou-se:
- Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?
- Pela letra.
- Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao autor dela?
- Pela marca do ourives.
O empregado sorriu e acrescentou: - Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe, depois, se foi um carneiro, um cavalo, um boi?
- Pelos rastos – respondeu o chefe, surpreendido.

Então, o velho crente convidou-o para fora da tenda e, mostrando-lhe o céu, onde a Lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso:
- Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens!
Nesse momento, o orgulhoso chefe de caravana, de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também.

Deus, mesmo sendo invisível aos nossos olhos, deixa-nos sinais em todos os lugares:

Na manhã que nasce calma, no dia que transcorre com o calor do sol ou com a chuva que molha a relva...há sinais de Deus!
Quando alguém se lembra de ti e te considera importante... há sinais de Deus.
Na beleza da Criação...
Nos gestos de Solidariedade...
Na luta pela Paz e pela Justiça...
No diálogo entre Religiões...
Na partilha com os necessitados...há Sinais de Deus».

«Os Céus proclamam a Glória de Deus!
O firmamento anuncia a obra das Suas Mãos!»
(Salmo 19, *2)

(Nota: o texto que hoje partilho foi-me enviado por email e desconheço o Autor.)
Ailime
25.07.2010
Imagens cedidas gentilmente pela Net

19 julho 2010

«Marta, Marta, andas inquieta»


Depois de um pequeno período de ausência aqui estou de novo com muita alegria junto de vós, para o nosso habitual encontro neste meu (vosso) cantinho.
Começo a minha reflexão de hoje com uma frase que retive do Evangelho de S. Lucas proclamado no último fim-de-semana e que hoje me tem acompanhado durante o dia:

«Marta, Marta,
andas inquieta e preocupada com muitas coisas,
quando uma só é necessária.
Maria escolheu a melhor parte,
que não lhe será tirada».

Transcrevo na íntegra o Evangelho proclamado (Lc 10,38-42)

«Naquele tempo,
Jesus entrou em certa povoação
e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa.
Ela tinha uma irmã chamada Maria,
que, sentada aos pés de Jesus,
ouvia a sua palavra.
Entretanto, Marta atarefava-se com muito serviço.
Interveio então e disse:
«Senhor, não Te importas
que minha irmã me deixe sozinha a servir?
Diz-lhe que venha ajudar-me».
O Senhor respondeu-lhe:
«Marta, Marta,
andas inquieta e preocupada com muitas coisas,
quando uma só é necessária.
Maria escolheu a melhor parte,
que não lhe será tirada».
                                  .....................................................................................
Jesus que tanto nos ensinou, que tanto nos transmitiu e que mais uma vez através deste diálogo tão belo com Maria e Marta vem ao meu (nosso) encontro e nos relembra que é imperioso escutá-Lo, meditar na Sua Palavra.

Quanto tempo, Senhor, perdi e continuo a perder com futilidades, em correrias sem nexo, quando na verdade eu devo ter mais tempo para Te escutar, para Te louvar, para Contigo aprender a caminhar com tranquilidade, com paz, valorizando os momentos em família, com os amigos, com tantos outros irmãos que estão famintos de uma Palavra Tua. Ajuda-me, Senhor!

Ailime,
19.07.2010
Imagem cedida gentilmente pela Net

27 junho 2010

As quatro velas


«Quatro velas queimavam calmamente. O ambiente estava tão silencioso que se podia ouvir o diálogo que travavam. A primeira vela disse:


- Eu sou a Paz!

Apesar da minha luz, as pessoas não conseguem manter-me, acho que vou então, apagar. E diminuindo devagarinho, apagou totalmente.


A segunda disse:

- Eu chamo-me Fé!

Infelizmente sou muito supérflua na vida da maioria das pessoas. As pessoas não querem saber de Deus. Não faz sentido portanto, eu continuar queimando. E ao terminar a sua fala, um vento levemente bateu sobre ela, e esta se apagou.


Baixinho e triste a terceira vela se manifestou:


- Eu sou o Amor!

Não tenho mais forças para queimar. As pessoas deixam-me de lado, só conseguem vislumbrar a si próprias, esquecem-se até daqueles à sua volta que os amam. E sem esperar apagou-se.


De repente... Entrou uma criança e viu as três velas apagadas.

- Que é isto? Vocês deviam queimar e ficar acesas até ao fim. E dizendo isso começou a chorar.


Então a quarta vela falou:

- Não tenhas medo pequeno, enquanto eu queimar, poderemos acender outras velas,


pois eu sou a Esperança!


A criança então, com os olhos brilhantes, pegou na vela que restava e acendeu todas as outras.


“Que a vela da Esperança nunca se apague dentro de nós!”»


Amiga (o)s,

Vou estar ausente por algum tempo. Deixo-vos esta mensagem do diálogo entre quatro velas que achei lindíssimo, desejando que a Paz, a Fé, o Amor e a Esperança estejam sempre presentes nos vossos corações.

Muito obrigada por serem meus amigos!

Um beijinho para todos vós.

Até breve.

Ailime.

27.06.2010

(Imagem cedida gentilmente pela Net)

20 junho 2010

Quem dizem as multidões que Eu sou?



EVANGELHO – Lc 9,18-24

Um dia, Jesus orava sozinho,
estando com Ele apenas os discípulos.
Então perguntou-lhes:

«Quem dizem as multidões que Eu sou

Eles responderam:

«Uns, João Baptista; outros, que és Elias;
e outros, que és um dos antigos profetas que ressuscitou».

Disse-lhes Jesus:

«E vós, quem dizeis que Eu sou?»

Pedro tomou a palavra e respondeu:

«És o Messias de Deus».

Ele, porém, proibiu-lhes severamente
de o dizerem fosse a quem fosse
e acrescentou:

«O Filho do homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia».

Depois, dirigindo-Se a todos, disse:

«Se alguém quiser vir comigo,
renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa, salvá-la-á».

Senhor, será que Te conheço verdadeiramente, que sigo os Teus Mandamentos e que de Ti dou um verdadeiro testemunho?
Será que faço da Oração uma constante da minha vida?
Será que vejo nos outros meus irmãos o Teu próprio rosto?
Ajuda-me, Senhor, na minha pequenez a ser como tu queres, a tomar a minha Cruz, porque quero seguir Contigo.


Ailime

20.06.2010
Imagem cedida gentilmente pela Net